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terça-feira, 15 de março de 2016

Campeonato Nacional de Pista Coberta Master 2016


Encarei a participação no campeonato nacional de pista coberta sem a motivação de outros anos. Após lesão e um longo período sem competir, não tinha grandes expectativas quanto ao(s) resultado(s) que ia obter.

À semelhança do ano passado, optei por não tentar a dobradinha (mais) típica - 800m/1500m - e apostar nos 3000m (com uma participação nos 400m, apenas para tentar dar uns pontinhos ao clube).

E o resultado que obtive pode ser visto como um "copo meio cheio ou meio vazio". Por um lado, fiz melhor que o ano passado (10.04,85 vs 10.07,14), com a particularidade de que este ano não corri com sapatilhas de bicos. Mas por outro lado, para quem fez na época passada 9.43,7 ao ar livre, os 10.04,85, mesmo sem ritmo competitivo, não deixam de ser um resultado fraco...

Os 400 metros acabam por ser um surpresa, atendendo às sensações sentidas durante a prova. Pela primeira vez corri 400 metros sem sentir que conseguia atingir a velocidade máxima (recorrendo à típica analogia automobilística, parecia que o carro só tinha 4 mudanças...). Quando terminei, não soube logo o resultado e saí de Pombal convencido que tinha corrido os meus 400 metros mais lentos de sempre (algo acima dos 65 segundos...). Hoje, consultando o resultado oficial (63,72) até nem me parece assim tão mau, o meu melhor é 63,04 em pista coberta e 62,43 ao ar livre.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Campeonato Nacional de Pista ao Ar Livre de Masters



Realizou-se este fim de semana, em Óbidos, a melhor e provavelmente mais participada edição dos campeonatos nacionais de pista ao ar livre no escalão de Masters organizada pela ANAV.

Em termos pessoais, o meu grande objectivo era bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros, tudo o resto era suplementar. Por isso mesmo, na primeira jornada, apenas me inscrevi na prova dos 1500 metros (noutro contexto teria corrido ainda os 400 metros e até os 4x100m se fosse preciso).

O número de participantes no meu escalão era de tal maneira significativo que os juízes optaram por despachar logo os M40 todos na primeira série.

A partida foi dada e o Armando Monteiro assumiu as despesas da corrida, seguido de imediato pelo António Travassos (é de elogiar a participação de um atleta que foi precisamente olímpico na distância). O meu colega de equipa, Carlos Freitas colou-se ao duo e eu tive que tomar a primeira decisão estratégica. Seguir ou deixar-me ficar? Decidi ficar e seguir na peugada do Pedro Salcedas e de outro atleta. Passagem aos 400 metros em 70/71 segundos e aos 800 metros em 2'24''. Se a primeira volta me pareceu rápida, a segunda volta foi perfeita, porque foi feita em contenção quase com a sensação de estar a travar.



Na recta oposta, decidi recuperar uma posição e depois na curva antes de chegar aos 1000 metros assumi o 4.º lugar e comecei a tentar me aproximar do Carlos Freitas que parecia começar a quebrar por ter tentado seguir os dois da frente. Consegui fazer uma última volta forte sem quebrar...e os "quatro-trinta" finalmente apareceram!  



Com o objectivo alcançado, a segunda jornada, no domingo, já foi encarada com menos "pressão".

A minha primeira prova do dia foi os 400 metros barreiras. Como gostei da experiência no ano passado, decidi submeter-me novamente à adrenalina de saltar (sim, porque eu não transponho...) 10 barreiras de 91 cm e tentar correr sem pensar que me vou "esbardalhar". E não é que me saí bem - 74,84, quase menos 4 segundos que no ano passado.


Mas acabei por subestimar o esforço despendido nas barreiras, principalmente porque os 800 metros realizaram-se apenas com meia hora de intervalo.

Nos primeiros 500 metros ainda me senti bem, a tentar seguir o Carlos Freitas, mas a partir daí a pista começou «a subir» e num ápice fui ultrapassado por três atletas. A recta da meta foi penosa. Demasiado contraído. Mesmo assim terminei com 2.16,34, a minha segunda melhor marca, mas aquém dos 2.12/2.13 que julgo valer.


Por fim, a estafeta 4x400 metros. Acabou por ser uma novidade, o facto de ter feito o primeiro percurso. Dei tudo o que tinha (pouco) contribuindo para o segundo lugar obtido entre três equipas participantes nos M40.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Campeonato Nacional de Corta Mato Curto (Guarda, 07 março 2015)



Apesar de ter voltado a correr à quase sete anos, só este fim de semana regressei aos campeonatos nacionais de corta mato. Cross curto significava 4 km, mas mesmo assim foram provavelmente 1000 metros a mais, atendendo ao estouro que dei...

Para a história fica um 45.º lugar da geral da corrida de veteranos masculinos e femininos e 15.º no escalão M45.

O tempo final (14:14), tendo em consideração que inclui aproximadamente 1 minuto a trote, até que não foi nada mau (3:33/km).




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Campeonato Nacional de Masters em Pista Coberta | 3000 metros


No fim de semana passado participei pela sexta vez nos campeonatos nacionais de veteranos em pista coberta. Anteriormente, fiz sempre uma "dobradinha", 400m + 800m ou, maioritariamente, 800m  + 1500m, tendo inclusive uma das vezes feito uma tripla, 400m + 800m + 1500m. Desta vez como a jornada dupla foi em semanas separadas em vez de ser num único fim de semana, e não tendo eu participado na primeira jornada, optei por participar na prova mais longa da 2.ª jornada, os 3000 metros.

Dado que a última prova que tinha feito em pista (1500m em 4.44, 3 semanas antes) não tinha sido grande coisa, não tinha grandes expectativas quanto ao resultado final. Admiti como provável um tempo a rondar os 10:15. Acabou por ser ligeiramente melhor, particularmente atendendo às condições em que foi obtido, totalmente em contra-relógio desde a primeira volta. Dado que se verificava um atraso significativo relativamente à hora de partida, e como já estava à espera da minha série há mais de 20 minutos, aproveitei a oportunidade que os juízes deram a alguns atletas M40 de participarem numa série com os atletas M45 em vez de participar na série destinada (M35 + M40).

Assim que foi dada a partida, a corrida para mim ficou imediatamente traçada. À minha frente seis atletas a correrem a um ritmo demasiado forte para mim nesta altura e os restantes também sem capacidade de me seguir. Levava comigo relógio, mas praticamente só olhei para ele na primeira volta (38'') para perceber a que ritmo é que estava a correr. A partir daí foi correr on feel.

Terminei com 10.07,14, que fica a 10 segundos do meu melhor, obtido o ano passado ao ar livre, mas não deixa de ser um novo máximo em pista coberta (anteriormente 10:12 em San Sebastian).

  

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Campeonato Nacional de Estrada - Maia 2015


A minha participação no campeonato nacional de estrada saldou-se pelo seguinte resultado: 272.º lugar da geral absoluta em 603 classificados com um tempo final de 36:26 para os...9.900 metros do percurso segundo informação confirmada de alguém ligado ou próximo da organização.

À minha frente ficaram 21 atletas femininas (1 sub-23, 18 seniores e 2 F35) e 250 atletas masculinos (22 juniores, 20 sub-23, 83 seniores, 36 M35, 34 M40, 33 M45, 15 M50 e ainda 7 M55). Atrás de mim ficaram 331 atletas (para não ser fastidioso, dizer apenas que foram 71 senhoras e 260 cavalheiros).

O que dizem estes resultados? Que se tratou de uma prova com um grande nível competitivo e que, apesar de ter havido aspectos que poderiam ter corrido melhor (a partida...), as entidades envolvidas na organização (FPA, ANAV, Maia Atlético Clube, ...) merecem os parabéns!

***

Os meus companheiros de viagem:


Os resultados dos M40:



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Campeonato nacional de 5000 metros para Veteranos



No meu plano para maratona de Berlim, tinha programado participar na meia maratona do Porto e depois iniciar duas semanas de taper, sendo que a participação no campeonato nacional de 5000 metros, seria a única "fogachada" que daria nesse período de taper.

Porém, a lesão no tendão de aquiles veio complicar essa intenção. Se por um lado, a situação recomendava prudência, pois havia o risco de agravar a situação com uma prova num piso particularmente duro (Lagos tem certamente a pista mais rija que alguma vez corri), por outro lado, a semana de completa paragem instalou em mim uma falta de confiança no meu estado físico e de forma, pelo que tinha que fazer a prova para perceber em que ponto me encontro.

Comecemos pelo resultado: 18,14,67. Cerca de 41 segundos pior que o meu recorde estabelecido à cerca de 2 meses e meio. Não há como escamotear a questão, o resultado indica um abaixamento de forma. Bem sei, que nestas últimas 13 semanas o treino foi totalmente focado para a distância da maratona, mas a diferença é demasiado grande para ser explicada apenas por esse facto.

Mas nem tudo foi mau. O simples facto de ter concluído a prova sem ter tido qualquer queixa do tendão foi pelo menos animador. Ainda que as sensações de hoje, segunda feira, indiciem que o tendão não está a 100%, mantendo-se a dúvida se o mesmo irá resistir aos 42 km...

Tal como já escrevi anteriormente, não consigo deixar de sentir que perdi a embalagem (principalmente em termos anímicos) que as últimas semanas de treino me tinham dado.

Curiosidade e talvez a melhor notícia do fim de semana, pesei-me hoje de manhã e...67,5 kg :D

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre 2014

Conhecidos os resultados oficiais aqui fica o relato sobre a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre, realizado em Pombal nos dias 12 e 13 de julho.

O meu "programa de festas" era, como habitualmente, ambicioso. Programei participar em 4 provas individuais e disponibilizar-me para participar eventualmente em alguma estafeta. Como já tinha batido o meu recorde pessoal aos 3000 metros, apontei para as provas mais curtas, 400, 800 e 1500 metros e uma estreia, os 400 metros barreiras.

Sábado, 12 de julho
O programa estabelecia a seguinte sequência de provas: primeiro os 1500 metros e depois os 400 metros, o que se adequava aos meus objectivos. A prioridade era tentar bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros e fazer os 400 metros sem pressão, dar tudo o que restasse...

1500 metros
A prova de 1500 metros tem tradição de ser das mais participadas dos campeonatos pois costuma ser a única prova de meio-fundo que se realiza na 1ª jornada. No domingo os atletas já se dispersam pelos 800 metros, 3000 metros e 3000 metros obstáculos.

Se por um lado tinha consciência de que iria ser difícil pontuar (8 primeiros) dada a valia de alguns atletas que conhecia (António Silva, Carlos Saias, Armando Monteiro, Baltazar Sousa, ...)), por outro lado, o facto do pelotão ser numeroso poderia ser uma garantia de que haveria atletas a correr para o intervalo que eu pretendia [4:30 / 4:35].

Curiosamente, acabou por acontecer uma situação que eu não previra. Os primeiros optaram por uma corrida "táctica" que fez com que eu fosse no grupo sempre junto ao grupo da frente até aos 800 metros. Se por um lado a sensação era boa de ir junto aos primeiros, quando ouvi o tempo de passagem dos 800 - 2'27'' - percebi que até para mim era lento (pretendia passar a 2'24''). Daí em diante o ritmo foi aumentando e fiquei com o Carlos Freitas "em mira" tentando segui-lo. Acabei forte, os últimos 500 metros foram de certeza os mais rápidos, mas acabei por ficar a 49 centésimos do meu recorde pessoal...





400 metros
Passados cerca de 50 minutos foi a vez de ir aos 400 metros. Havia 7 participantes do escalão M40 que foram divididos em duas séries (a pista de Pombal tem 6 corredores). Não corria 400 metros, pelo menos em tartan, há mais de 2 anos. Para mim a curiosidade estava em saber se seria capaz de correr novamente na casa dos meus melhores tempos (ar livre - 62,79 / pista coberta - 63,04).

Acabei por fazer ligeiramente melhor, 62,43, o que significa que o recorde M40 é novamente melhor que o recorde enquanto M35 :-)




Domingo, 13 de julho
No segundo dia aguardava-me a estreia nos 400 metros barreiras. Nos campeonatos de veteranos é usual ver-se atletas a competirem em provas "fora da sua zona de conforto" normalmente à caça do ponto (não estou com isto a querer recriminar ninguém por isso, até porque já o fiz no passado). Mas desta vez a minha participação teve origem numa motivação genuína de me desafiar a fazer uma prova diferente das que faço pelo simples prazer de experimentar novas sensações competitivas. Após os 400 metros barreiras, seguir-se-ia os 800 metros e depois a estafeta de 4 x 400 metros.

400 metros barreiras
Apesar da vontade de experimentar os 400 metros barreiras ser grande, havia uma preocupação latente em mim. A última vez que tinha saltado (sim, porque eu infelizmente não transponho...) barreiras, acabei com lesão na grelha costal, tal o espalho. A altura das barreiras quando caí era de 1,06 m (prova de 110 metros barreiras), desta vez teriam "apenas" 91 cm, mas não tinha a certeza se conseguiria as passar principalmente as últimas quando já tivesse cansado.

Somente 5 minutos antes de ir para os blocos passei uma barreira a medo. Como me pareceu que consegui passar por cima com alguma margem de segurança fui para a partida esperançoso de que conseguiria chegar ao fim. Pelo sim, pelo não, não levei bicos com receio de me atrapalhar nos saltos e aleijar-me com os mesmos.

Apesar das dicas recebidas pelo Amâncio Santos e pelo Pedro Feliciano, a corrida foi partir cauteloso, e uma barreira de cada vez. Só mesmo quando passei a décima, com o alívio sentido, olhei para frente e percebi que tinha um adversário à minha "mercê". Ultrapassagem inextremis por 16 centésimos. Tempo final 78,50, ou seja, tenho uma graaaaaaaaaande margem de progressão quando comparado com o meu tempo aos 400 metros planos.




800 metros
De todas as provas que fiz, os 800 metros foi aquela que maior amargo de boca me deixou. Nitidamente o cansaço das provas anteriores fez-se sentir. Até aos 600 metros fui bem, mas a partir daí senti claramente o corpo a contrair e acabei ultrapassado por 2 atletas do meu escalão nos últimos 150 metros. Fico com a sensação de que com maior disponibilidade física estaria em condições de correr para 2'14''/2'15''...mas não se pode ter tudo!



4 x 400 metros
Por último a emoção das estafetas. Quando chegou a hora de correr o corpo já estava com os sintomas do ácido láctico, mas a adrenalina que se sente mascara todas as dores que sente. É um "kick" com  a confusão toda que se gera nas transmissões e que no meu caso parece que se acentua quando faço o último percurso. Estavam em competição 4 equipas, o que significa que haveria uma que não teria lugar no pódio. Recebi o testemunho do meu irmão em 4.º lugar mas com o 3.º muito próximo. Sorte a minha, o quarto elemento da outra equipa do Belenenses - José Fernandes - estar tocado e consegui ultrapassá-lo logo após os primeiros 100 metros. Recebi o incentivo dele para ir tentar buscar o 2º lugar e pus prego a fundo. A cronometragem manual que a minha mulher tirou (62,3'') dá uma ideia do esforço que fiz mas não deu para mais...






***

Resultados globais dos campeonatos podem ser consultados aqui


domingo, 30 de março de 2014

Campeonato Nacional de 10.000 metros de Veteranos


Com a participação de ontem no campeonato nacional de 10.000 metros fechei o macro-ciclo de inverno.

No dia 29 de dezembro de 2013 escrevi aqui neste blogue o seguinte:
«Após a maratona de Málaga fiz duas semanas de transição, uma de repouso absoluto e outra de regeneração activa. Esta foi a primeira semana de um macro ciclo de 14 semanas que culminará em 30 de março de 2014 e que tem como objectivo principal a melhoria do meu recorde pessoal aos 10.000 m em pista.»
Prova superada, mais um recorde!

...mas desta vez não me apanhou de surpresa. Depois da semana passada ter feito 17'54'' aos 5000 metros senti que podia correr para 37'30'', apesar da tabela da IAAF apenas fazer corresponder os 17'54'' a 38'29'' aos 10.000 metros (371 pontos).

Estava mentalizado que para bater o meu recorde e correr para 37'30'' teria que correr em registo de contra-relógio e ignorar os estímulos de estar numa competição com outros atletas. A partida deu-se e tentei refrear ao máximo o entusiasmo inicial, ainda assim o primeiro quilómetro foi demasiado rápido (3'34'') face ao ritmo de referência, mas os oito quilómetros seguintes foram corridos dentro do intervalo (3'42'' ~ 3'53'') e por fim, como deve ser, o quilómetro mais rápido (3'32'') no final da prova.

Next stop: Run 4 Berlin!

***

Parciais:
01 km - 3.34,0 | 03.34,0
02 km - 3.42,3 | 07.16,2
03 km - 3.43,1 | 10.59,3
04 km - 3.48,5 | 14.47,8
05 km - 3.48,5 | 18.36,3
06 km - 3.49,4 | 22.25,7
07 km - 3.50,1 | 26.15,8
08 km - 3.51,7 | 30.07,5
09 km - 3.53,4 | 34.00,9
10 km - 3.31,9 | 37.32,8

Classificação e resultado oficial:


domingo, 9 de março de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos em Pista Coberta 2014

Os campeonatos nacionais de veteranos em pista coberta realizaram-se ontem em Pombal com o programa competitivo concentrado num só dia. Limitada a participação em duas provas (mais possibilidade de participar na estafeta), optei pelas provas habituais: 800m e 1500m.

A manhã começou de forma azarada. Cheguei a Pombal com 71 kg mas 120 euros mais "leve". Multa por excesso de velocidade no IC2, algures perto de Vermoil. A minha primeira prova foi os 800m. Tendo como referência o fraco resultado (4.46 aos 1500m) conseguido no Regional há 3 semanas, não tinha grandes expectativas, e por isso tudo o que fosse baixar os 2'20'' era positivo.

Terminei com 2.17,35, a escassos 2 centésimos do meu melhor resultado, e fiquei satisfeito com a corrida que fiz pois, ao contrário do que é habitual, acabei a última volta a forçar em vez de ir a morrer. Fiquei em 4º lugar do meu escalão, mas longe do terceiro (2.14).

De tarde, os 4.41,67 aos 1500m também acabaram por ser um resultado interessante pois, apesar de ter ficado a 6 segundos do meu melhor, revelaram uma melhoria de cinco segundos face ao Regional. Tal como nos 800m, as sensações da corrida também foram boas, tendo conseguido novamente terminar forte (últimos 500m em 1'32'', com passagem aos 1000m em 3'09'').

Por último, a participação nos 4x200m, que apesar do cansaço, me dá sempre um grande prazer fazer.

A impressão no joelho acompanhou-me o dia todo mas não teve qualquer influência na perfomance obtida.

Facto mais relevante do fim de semana, ter contribuído, ainda que de forma modesta, com 15 pontos (4º lugar nos 1500m = 7 pontos; 7º lugar nos 800m = 2 pontos; 5º lugar nos 4x200m = 6 pontos) para vitória colectiva do Clube Futebol Os Belenenses em masculinos..

***

Curiosidade:
Aqui ficam os resultados de todas as minhas participações em 800m nos nacionais de pista coberta no escalão M35 (para ano já serei M40):

Nacional 2010 - 2.20,38
Nacional 2011 - 2.17,33
Nacional 2012 - 2.19,65
Nacional 2013 - 2.18,15
Nacional 2014 - 2.17,35

Tratando-se da prova mais curta que faço de forma regular, fico contente que, apesar de não ter evoluído, também ainda não estou a regredir...

Já nos 1500m...

Nacional 2011 - 4.36,91
Nacional 2012 - 4.42,11
Nacional 2013 - 4.41,57
Nacional 2014 - 4.41,67

domingo, 3 de março de 2013

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista Coberta

E passados 8 meses voltei a calçar ténis de bicos!

Apesar de estar a treinar para ir participar no campeonato europeu de veteranos de pista coberta em San Sebastian, a verdade é que até hoje ainda não tinha feito qualquer prova ou treino em pista de tartan.

Sem ambições classificativas (pois felizmente verifica-se, face a anos anteriores, uma melhoria assinalável na qualidade das marcas obtidas pelos lugares do pódio nas provas de meio fundo) a minha participação no campeonato nacional de veteranos de pista coberta visava testar o meu nível de forma e perceber em que ponto me encontro.

As minhas expectativas eram baixar os 4'40'' aos 1500m e os 2'20'' aos 800m (mas sinceramente punha a hipótese de conseguir bater os meus recordes pessoais: 4.36,91 e 2.17,33). Fiquei aquém nos 1500m (4.41,57) e nos 800m baixei os 2'20'' mas fiquei a 83 centésimos do recorde (2.18,15).

Na primeira prova o nível dos primeiros 5 classificados (que incluia o Artur Rodrigues e o Paulo Pereira do NAC e o Armando Monteiro) era impossível seguir. Fiquei sozinho com um atleta do Girassol (Nuno Silva) que segui nas primeiras 4 voltas e depois decidi passar quando me pareceu que ia a quebrar. Sem relógio electrónico junto à meta, não tive qualquer tempo de passagem de referência pelo que fui fazendo a prova em função das sensações. Tentei acelerar nas 2 últimas voltas mas a verdade é que não devo ter sido muito efectivo pois acabei por ser ultrapassado à entrada para última recta.

Nos 800m fiz o habitual. Não fiz qualquer poupança e deixei-me ir "with flow". Na 3 volta o ácido láctico manifestou-se e a última volta já foi feita de uma forma muito contraída. Ainda assim pensei que o resultado final fosse pior. À minha frente ficou um atleta do Torreense com quem habitualmente compito (Arlindo Leonardo) e que fez 2'14''. Fiquei com a sensação de que se tivesse apenas corrido os 800m o meu recorde teria caído.

Em síntese, face aos resultados obtidos, estou pior do que julgava estar. Claramente faltam treinos específicos (e competição) em pista. A ver se nestas duas semanas antes do europeu será possível tentar atenuar essa lacuna...

***

Resenha das minhas presenças em campeonatos nacionais de veteranos de pista coberta:

Nacionais 2010
(23/24-01-2010)
400m - 63,04
800m - 2.20,38

Nacionais 2011
(19-12-2010)
800m - 2.17,33
1500m - 4.36,91

Nacionais 2012
(11/12-02-2012)
400m - 63,13
800m - 2.19,65
1500m - 4.42,11

Nacionais 2013
(03-03-2013)
800m - 2.18,15
1500m - 4.41,57

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Campeonato Nacional de Estrada


Depois de uma semana complicada em que pouco treinei e pouco descansei, lá acabei por decidir ir ao campeonato nacional de estrada.

As condições meteorológicas não foram as melhores, choveu durante a prova e o vento contra em algumas zonas do percurso dificultaram a progressão.

A distância da corrida foi de 15 km. O percurso era practicamente plano, com ligeiras inclinações. Aspecto positivo, o facto de os atletas se terem cruzado em diversas zonas o que permitiu a quem seguia mais atrás acompanhar os desenvolvimentos da frente da corrida. Aspecto negativo, a volta inicial junto à partida que em nada contribuiu para o descongestionamento do pelotão e apenas evidenciou a falta de respeito pelo cumprimento integral do percurso pela maioria do pelotão.

Nos primeiros 2-3 kms andei à procura de uma referência para seguir, mas não consegui estabilizar com nenhum grupo, até que passou por mim uma cara conhecida dos campeonatos da ANAV (José Ribeiro - 1º M60) e que me tinha surpreendido pela abada que me tinha dado na maratona do Porto :). Fiz a prova quase toda seguindo na sua peugada , umas vezes à frente (quando o vento estava contra e era ligeiramente a subir), outras a atrás (vento a favor ou ligeiramente a descer) e só nos kms finais ganhei algum avanço, tendo nessa fase seguido com uma atleta do olímpico de oeiras.

O resultado final surpreendeu-me, não por ser um grande tempo, mas porque estava convencido que com o espírito com que inicialmente fora para prova dificilmente sairia alguma coisa de jeito. Felizmente a adrenalina da competição ainda faz efeito.

Derrubei mais uma barreira psicológica, 15 km abaixo de 4 min. ao km, ou seja menos de 1 hora.

Aqui ficam os dados da minha classificação e do meu tempo:

Classificação Geral (Camp. Nacional + Prova Popular  Corrida S. Domingos Benfica)
» 172º Geral
» 34º M35

Classificação Campeonato Nacional
» 139º Geral (dos quais 22 atletas femininas)
» 26º M35

Classificação Nacional Veteranos (ANAV)
» 18º Geral Masculino
» 4º M35

Tempo final: 59:14
foi-me atribuido o mesmo tempo líquido que o tempo oficial (59:14) ...sendo que eu cronometrei 59:10...mas como a foto comprova eu terei cortado a meta com 59:16/59:17...fico-me com os 59:14 oficiais.

Detalhe Garmin:
Primeira légua: 19:07 [ 3:30 / 3:48 / 3:51 / 3:59 / 3:59 ]
Segunda légua: 19:45 [ 3:56 / 3:48 / 3:56 / 4:01 / 4:05 ]
Terceira légua: 19:36 [ 4:07 / 3:43 / 3:51 / 4:01 / 3:53 ]
+ 240m @ 3:00/km [ 0:43 ]

***

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Campeonato nacional de veteranos 2012 @ Luso


Realizou-se este fim de semana o campeonato nacional de atletismo de pista ao ar livre para veteranos no Luso.

No sábado participei nos 1500 metros e na estafeta 4x100m. Nos 1500m tive uma performance fraca. Fui 7º classificado com um tempo (4.50,41) cerca de 3 segundos pior que na semana passada. Ao fim de 300 metros estava a correr sozinho. O grupo da frente saiu não ritmo que eu não consegui acompanhar (4 atletas abaixo dos 4:30, 1 a 4:35 e outro a 4:42).


Nos 4x100m, à semelhança do que acontecera na última estafeta que tinha participado, um membro da equipa lesionou-se em plena prova. Cabia ao José Fernandes partir de blocos e entregar-me o testemunho para eu fazer o segundo percurso. Fiz uma marcação de 27 passos para lá do início da zona de transmissão para arrancar quando ele passase essa marca. Pois assim que ele passa essa marca e eu arranco (sem olhar para trás como mando as regras) começo a ouvi-lo "vai mais devagar!!!". Pensei, fiz porcaria, arranquei cedo demais. Afinal não ele tinha acabado de rasgar o músculo. Lá consegui receber o testemunho e ala que se faz tarde. Entreguei ao meu irmão e o que nos valeu foi o Ricardo Lemos no último percurso recuperar o atraso e conseguir acabar em terceiro (tempo final: 54,07).


No domingo comecei a jornada com a participação no triplo. Para além de mim havia mais 3 atletas no meu escalão. Se é verdade que nenhum parecia especialista, também nenhum era fundista como eu. Só pela escolha da distância da tábua, deu para perceber que eu era o atleta mais fraco. Afastada qualquer possibilidade de tentar ir ao pódio, restava-me tentar bater o meu recorde pessoal (8,06m feitos no Paúl este ano em estreia). Nos dois primeiros saltos bati o meu recorde pessoal por larga margem: 8,23m (1º salto) e 8,40m (2º salto). Em ambos fiz a corrida devagar pois estava apenas preocupado em acertar a chamada. No terceiro decidi arriscar, ou seja decidi imprimir mais velocidade na corrida de balanço. Acabou por correr pior (8,02m) pois travei muito em cima da chamada para não fazer nulo. No 4º fiz 8,20m e quando já estava a pensar que era melhor parar, eis que no 5º salto chego aos 8,71m! Decidi então ainda fazer o último ensaio. Foi provavelmente o melhor salto mas já não tive força para ficar de pé e acabei por cair com o rabo para trás e depois com as costas para o lado. A medição deu 8,42m, provavelmente o local onde aterrei os pés era uma marca próxima dos 9 metros...



A seguir fiz 800 metros. Como eram 8 atletas no meu escalão e os 1500m me tinham corrido mal decidi seguir a estratégia suícida. Dar tudo logo de início e ter esperança que o estouro fosse o mais tarde possível. Liderei até aos 350 metros, depois fui naturalmente passado por 4 atletas mais rápidos. Passagem aos 400m em 66 segundos e a partir dos 500m comecei a contrair-me de tal maneira que esbaratei um avanço significativo que levava do atleta que ia atrás de mim, acabando por passar por mim na recta da meta. Fui sexto com 2.20,97, e uns últimos 200m muito mauzinhos...



Finalmente nos 4x400m, fiz o segundo percurso e cumpri a minha obrigação. Fruto da lesão do José Fernandes no dia anterior, ele fez o primeiro percurso muito devagar (certamente mais de 70 segundos). Recebi o testemunho em último (5º lugar) e consegui recuperar uma posição. Depois o João Bernardes recuperou bastante terreno para a equipa que seguia em terceiro e finalmente o Ricardo, no último percurso, fez a junção e aguardou pela recta da meta para garantir novamente o 3º lugar.


Nada mau, fiz cinco provas num fim de semana. Infelizmente acabei "tocado" no tendão de aquiles direito, mas como me esperam 15 dias de férias sem corridas terei tempo de recuperar.

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Resultados completos dos campeonatos aqui

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Campeonato Nacional de Pista do INATEL 2011/2012

Realizou-se este fim de semana na pista do Centro de Estágio do Luso o campeonato nacional de atletismo de pista do INATEL 2011/2012. Em representação do Ponterrolense, participei, sábado, nos 1500 metros e, domingo, no lançamento do peso e nos 800 metros.
Nos 1500 metros fiquei aquém do desejado. Mesmo estando consciente de que não estou na mesma forma que me permitiu fazer 4'36'', estava à espera de um resultado próximo dos 4'40''. Fiz 4.47,37, e apesar do facto de ter feito a prova sempre sozinho poder servir como atenuante, a verdade é que tive o Aires Elvas sempre a 20, 30 metros e não consegui colar. Este resultado revela o que já todos sabemos, não há milagres no atletismo, sem treinos espcíficos de séries no tartan esta época não consigo andar mais que isto...


No domingo comecei com o lançamento do peso. No aquecimento um lançador alertou-me para o facto de que os lançamentos que eu estava fazer seriam todos nulos porque o peso estava a ser projectado sem sair encostado ao pescoço. Dito e feito, o primeiro lançamento feito por um lançador "turista" como eu foi anulado por essa razão. Resolvi a questão com um lançamento sem balanço, apenas para garantir que não cometia essa falha e assegurava um lançamento válido. Resultado, 5,75m. Há segunda tentativa continuei sem balanço e melhorei para 6,12m. Ao terceiro ensaio, arrisquei fazer um lançamento com balanço. Melhorei ligeiramente para 6,19m. Ao quarto quis arriscar mais e fiz porcaria, o peso fugiu-me literalmente da mão quando o ia projectar. Dei por terminada a minha participação e prescindi dos dois últimos lançamentos. Eram horas de ir aquecer para os 800 metros.



Os 800 metros correram dentro do esperado. Melhorei ligeiramente face à última prova, fiz 2.19,74, quinze dias antes tinha feito 2.20,86. De salientar ter feito uma corrida equilibrada para os meus padrões, passagem aos 400 metros em 67/68 segundos, e a última volta em 72/71 segundos.



Para a semana há mais. Regresso ao Luso para participar nos nacionais de pista de Veteranos da ANAV. Depois 15 dias de descanso.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nuno 3 - 0 Pubalgia

Este ano não houve direito a medalhas no Campeonato Nacional de Pista Coberta de Veteranos. Eu estou a "andar" menos que no ano passado, e os outros, ainda por cima, estão a "andar" mais.

Apesar das classificações obtidas, dois quintos lugares (400m e 800m) e um oitavo (1500m), acabei por sair vitorioso só pelo simples facto de ter conseguido correr, apesar de todos os ameaços que a pubalgia foi dando ao longo da semana e durante o fim de semana.

Em termos de marcas, tive para todo o gosto: uma surpresa, uma dentro do esperado e uma desilusão.

Desilusão: 1500m - 4.42,11
Foi a distância mais longa que corri. Sabia não estar ao mesmo nível do ano passado (4.36,91) mas estava com expectativas de baixar os 4.40. Passei aos 500m em 1.31 e aos 1000m em 3.05/3.06, tempos muito equivalentes ao que tinha feito o ano passado, contudo à entrada para última volta, em vez de mudar de velocidade, aquilo que se verificou foi 200m em "perda".

Dentro do esperado: 800m - 2.19,65
No ano passado, com a moral alta depois dos 1500m, fiz 2.17,33. Este ano, já por duas vezes correra os 800m e fizera 2.24,49 e 2.23,16. Fixei como objetivo tentar baixar os 2.20. Prova superada, apesar do amargo de boca de ter perdido um lugar nos metros finais...

Supresa: 400m - 63,13
Em todos os treinos que fiz, depois da maratona em Dezembro, fiquei com a sensação de que estava com muito menos velocidade que nos dois anos anteriores. Ainda para mais os 400m foram corridos cerca de 45 minutos depois dos 1500m. Fazer 63,13 (e muito importante passar aos 200m ainda com o relógio a marcar 29 seg) estava completamente fora da minha melhor previsão (65 muitos / 66 pouquinhos). Os 63,13 não são recorde pessoal mas ficam muito próximo do meu melhor em pista coberta (63,04) e ao ar livre (62,79).

Agora importa tentar debelar a pubalgia com os exercícios abdominais e alongamentos sem que isso implique paragem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Campeonato Nacional de Pista Coberta de Veteranos 2010/2011 | Crónica

Dois recordes pessoais, um primeiro e um segundo lugar na classificação do escalão M35. Dificilmente poderia pedir mais desta participação no campeonato nacional de pista coberta para veteranos realizado hoje, em Pombal.

As expectativas
Após a meia maratona da Nazaré programei os meus treinos convencido que o Nacional de Pista Coberta seria a meio de Janeiro. Esta antecipação de um mês fez com que quase não tivesse feito treinos específicos para pista. O resultado obtido na milha de torres vedras parecia corroborar isso mesmo, resistência ok, mas défice de velocidade. Os 3:06 feitos aos 1000 metros no teste da semana passada fizeram com que eu estabelecesse como objetivo para esta prova baixar os 4:45 aos 1500 metros. Aos 800m tudo o que fosse melhorar a marca do ano passado (2:20) era ganho.

O alcançado
Estava com receio que o corpo estranhasse a semana de treino que passou. Pela primeira vez fiz três treinos consecutivos, terça, quarta e quinta, e optei por descansar dois dias consecutivo. As boas sensações matinais foram um prenúncio de que fizera uma boa aposta.

Alvorada às 6h30, saída de casa às 8h05 e chegada a Pombal às 9h15. A prova dos 1500m estava marcada para as 11h20 e a Associação Atletismo de Leiria, numa organização irrepreensível cumpriu à risca o calendário.

Fiz a partida habitual, na frente para evitar as confusões iniciais. Após os primeiros 200 metros estabilizei o meu ritmo e deixei-me ir, tentando correr o mais à vontade possível para chegar ao fim e conseguir mudar de velocidade. Quando faltavam duas voltas tive a atitude certa e comecei a forçar como se fosse para última volta numa pista de 400 metros. Nos últimos 100 metros senti que ia ser ultrapassado, mas lá consegui cerrar os dentes e resistir ao ataque por 4 centésimos...no final uma marca que não estava à espera, 4.36,91! Quase menos 10 segundos do que eu apontava.



Da parte da tarde, quatro horas e meia depois dos 1500m, apostei numa tática "suicída" nos 800 metros. Saí a matar tentando seguir o Orlando Santos do NAC até onde desse (fui até aos 300m...). Ainda passei aos 400m em 65 segundos, mas depois a pista começou a subir...ainda assim consegui fazer 2.17,33 o que representou uma melhoria de cerca de 3 segundos face à marca que fizera o ano passado.



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Resultados oficiais:





Resultados completos aqui

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domingo, 26 de setembro de 2010

Campeonato Nacional de Veteranos de 10.000 metros | Crónica

No final da época de juvenil, em Julho de 1991, decidi em pleno treino fazer um teste de 10 kms na velhinha pista junto ao estádio da Luz. Essa experiência acabou por ser o meu recorde pessoal (34:06) pois nunca cheguei a competir na distância. Até ontem...

Como não queria ir competir à meia-maratona da ponte vasco da gama (a experiência do ano passado ainda estava fresca na memória...), o campeonato de 10.000 metros para veteranos apareceu em boa altura, pois enquadrou-se perfeitamente na planificação para a meia do Porto. Tornou-se no teste final para aferir do meu estado de forma. E na minha opinião passei com distinção!

Fiz 38:57, algo que não me passava pela cabeça conseguir. Tinha como objectivo baixar os 40 minutos, e como desejo secreto fazer menos que os 39:31 feitos em estrada no final do ano passado. Mas as 25 voltas estavam a fazer um bocado de confusão, ainda para mais o treino de séries na pista das Caldas da Rainha, na semana passada, não tinha deixado boas indicações.

A prova realizou-se na Pista Moniz Pereira, no Lumiar junto à Alta de Lisboa. Nunca lá tinha estado. A primeira impressão não foi a melhor. O local é demasiado desabrigado o que faz com que, em dias ventosos como o de ontem, se torne mais complicado gerir o ritmo da corrida.

Apesar de se tratar de um campeonato nacional, o nível da prova, quer em termos de número de participações, quer, principalmente, em termos qualitativos é muito fraco, excepção feita ao vencedor (João Marques), que deu voltas de avanço a todos os restantes atletas. É o que se arranja, e há que dar mérito a quem participa!

Aqui fica a minha prestação:

01 km : 3.41,5
02 km : 3.47,0 (7.28,5)
03 km : 3.48,7 (11.17,2)
04 km : 3.52,2 (15.09,4)
05 km : 3.55,1 (19.04,6)
06 km : 3.58,6 (23.03,1)
07 km : 4.03,0 (27.06,1)
08 km : 4.02,9 (31.08,9)
09 km : 4.02,0 (35.10,9)
10 km : 3.46,9 (38.57,9)

Como o objectivo era tentar baixar os 40 minutos, programei o garmin pela primeira vez para produzir um sinal sonoro a cada 96 segundos. Nos primeiros kms não tendo ninguém como referência para correr nesse ritmo, acabei por seguir um atleta ligeiramente mais rápido e fui progressivamente ganhando avanço ao ritmo dos 4:00/km. Quando passei aos 5 km e vi o primeiro parcial (19:04), mentalmente disse-me para mim: "aconteça o que acontecer já valeu a pena só por estes 5 km". A prova continuou e eu acabei por descolar desse atleta, mas mesmo assim consegui estabilizar o meu ritmo sozinho e em encontrar forças para fazer uma última volta em 84,1, o que me possibilitou repetir a 2ª légua abaixo dos 20 minutos (19:53) e principalmente baixar os 39 minutos.

Se a isto somarmos uma participação na meia maratona da ponte vasco da gama a treinar (ainda assim 1:36:21...menos 3 minutos que no ano passado a competir...) pode dizer-se que foi um fim de semana em grande.

Agora a palavra de ordem é recuperar e reduzir a carga. Até ao Porto vão ser footings lentos (mas sempre com sessões de rectas) e em princípio fazer, à semelhança do ano passado, um yaso (10x800m) no próximo fim de semana.

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As fotos:

A minha «boleia» (enquanto tive pernas)

O apoio familiar, até junto à pista (thanks Paula & Afonso)

O saboroso cortar a meta


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domingo, 27 de junho de 2010

Campeonato Nacional de Pista para Veteranos 2010

Cinco provas em menos de 24 horas, assim se resume a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre que se realizou na pista do Centro de Estágios do Luso.

Das cinco provas em que participei, três delas foram estreias: comprimento, 4x100m e 4x400m. Na qualidade de fundista, ter os 800m como a prova mais longa que fiz, pode dizer-se que foi uma participação sob o disfarce de "velocista".

Mas vamos às incidências da dupla jornada:

Sábado (26)

Logo à abrir, comprimento. Nunca tinha saltado na vida, ainda por cima fui o primeiro atleta a abrir o concurso. Sem saber como marcar a corrida de balanço, simplesmente desatei a acelerar para tábua de chamada e cá vai disto! Resultado...nulo. O juíz olha p'ra mim e diz-me: "basta meio pé a atrás"...certamente a dica era boa, mas para isso é para quem sabe. No segundo salto, já não exagerei tanto na corrida e já consegui acertar na tábua sem pisar a plasticina. Salto válido, vento regular, e 3,98 metros como primeira marca. Apesar do objectivo ser, fazer um salto válido para pontuar, ainda lá fui uma terceira vez tentar passar os 4 metros, e não é que consegui...4,02m, eis o meu novo recorde pessoal :-) Para que, quem nunca fez comprimento, não fique a pensar que é uma boa marca...uma das glórias do nosso atletismo, Péricles Pinto, aos 73 anos, fez...4,03m.



O comprimento teve de ficar pelos três ensaios porque havia que ir aquecer para os 400 metros. Era a prova em que apostava mais neste fim de semana, e só ficaria contente com uma marca inferior aos 63,04 conseguidos na pista coberta. A prova desta vez correu bem, não saí tão rápido nos primeiros 200m, e consegui fazer uma prova mais equilibrada, que se saldou num novo recorde pessoal: 62,79 (3º M35 em 4 participantes...).



Para o final do dia ficou reservada a estafeta dos 4x100m. Com uma equipa desfalcada devido a lesões, a equipa M35 do SLB, teve de ser composta por dois velocistas e por dois fundistas (eu e o meu irmão!).


Sob a batuta do capitão Lemos, lá fomos treinar as transmissões. Parece uma coisa simples, mas para ser bem feito, é necessário apreender muitos pormenores que desconhecia. Durante o aquecimento, a contratura do gêmeo do meu irmão lembrou-se de dar um ar da sua graça...Lá fomos para prova presos por arames, sem saber se ele conseguiria fazer a recta final nos limites. Acabou por se aguentar bravamente, mas para nosso azar, o João Veríssimo a cinco metros de entregar o testemunho ao Ricardo rasgou o músculo...grande galo...acabámos em 2º...



Domingo (27)

No Sábado saímos da pista já eram 21 horas, começamos a jantar para lá das 22h e deitei-me já depois da meia noite. Ficámos num hotel porreiro - Palace Hotel, na Curia - mas não consegui dormir em condições, estava constamente a acordar e a sentir as pernas a queixarem-se da tareia que tinham levado...

Levantei-me às 8h e às 9h15 já estávamos na pista do Luso. Todo dorido, comecei a ter dúvidas se conseguiria correr os 800 metros, principalmente por causa de uma dor forte que sentia por baixo da nádega esquerda (terá sido do comprimento?), como se de um "aperto" se tratasse. Falei com o Ricardo, que me disse para me poupar nos 800m porque a estafeta de 4x400m é que era para dar tudo!

Consciente de que não estava fisicamente em condições para fazer uma prova de 800 metros em pleno, fiquei sem pressão e fui para prova descontraido, apenas com o objectivo de pontuar. A descontração foi tanta que acabei por fazer porcaria, mais uma primeira volta demasiado rápida, com uns segundos 400 metros muito penosos...ainda não sei que marca fiz [2.23...três segundos mais lento que na pista coberta], mas fica a impressão que poderia ter feito a mesma marca com muito menos esforço se não tivesse exagerado no início...

Vinte minutos após ter concluído os 800 metros, já me estava a ser exigido para correr os 400 metros...

Com as lesões do meu irmão e do João, a estafeta M35 teve de ser composta com um atleta M40 (Didier Colaço) e outro M55 (José Esteves). Apesar de termos posto as peças mais fortes nos dois primeiros percursos, não tivémos hipóteses com a equipa do NAC. Efectuei o terceiro percurso e até fiquei com a sensação de ter recuperado alguma distância nos primeiros 200 metros, mas a recta final já foi feita de forma muito contraída...o Esteves ainda fez o seu melhor, mas não passámos do 2º lugar.

Estas incursões no mundo da velocidade (e desta vez também nos saltos) são, para mim, fisicamente mais extenuantes que uma meia-maratona, mas dão um gozo do caraças!

Fechei a época 09/10. Dia 1 de Julho, inicío a época 10/11. Primeiro objectivo, baixar a 1h28 na meia maratona do Porto em Outubro.

Bons treinos!

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Nacional de Veteranos em Pista Coberta | Resultados Oficiais

Contrariamente ao que inicialmente pensei, fui 5º nos 400 metros pois houve um atleta que fez melhor na série a seguir.



As classificações e os tempos:



domingo, 24 de janeiro de 2010

Campeonato Nacional de Veteranos em Pista Coberta | Crónica (2ª Parte)

Como é habitual nestas coisas, os 400m deviam ter começado às 18h25 mas na verdade terminaram para lá das 20h...ida ao hotel, duche rápido e um jantar familiar de pasta.

À noite quando me fui deitar o corpo dava sinais de não estar muito contente com as minhas aventuras na "velocidade". Sentia uma moínha na perna esquerda muito parecida com a que tive quando andei a fazer "alpinismo" na corrida que atravessa o aqueduto das águas livres. A noite foi para esquecer. Dormi 4 horas seguidas, mas a partir das 3h30 não preguei olho por causa dos ataques de tosse do meu filhote.

Às 7h quando finalmente parecia novamente adormecer...toca o despertador. Hora de levantar que o pequeno almoço estava combinado com o Rustman às 7h30. Comemos e antes das 9h já estavamos novamente na Nave. Comigo levava dois tijolos nas pernas...

Os 800m

Para não variar, por causa dos atrasos nas provas, o meu aquecimento para os 800m foi sendo esticado, esticado, de tal maneira que quando fui correr já não estava focused. Ainda assim, com medo das quedas geradas pelas molhadas iniciais, parti a matar. A primeira volta foi feita em "proibitivos", pelo menos para mim, 31 segundos, depois fui perdendo progressivamente gás - passagem aos 600m em 1.43 - terminando com uns 200m finais muito frouxos. Tendo em consideração as condições "especiais" em que corri, o tempo final - 2.20,38 - não é mau, mas fiquei com a nítida sensação que em condições normais poderia fazer menos de 2.16.

Mas o dia não acabaria aqui...

4º Percurso da estafeta 4x200m

Finalizados os 800m, não havia tempo a perder, repor liquidos e açucares e alongar, pois faltava ainda a cereja no topo do bolo.

Para conseguir apresentar equipas no maior número de escalões possíveis calhou-me em sorte correr a estafeta de 200m. Foi me dado o quarto percurso, o que era bom pois assim só tinha de receber o testemunho e não tinha que entregar, parece um pequeno pormenor mas para quem nunca tinha corrido faria toda a diferença. Apesar da promessa do Feliciano e do Lemos que me entregariam uma recta de avanço do segundo, tive receio que com a minha velocidade de ponta morresse na praia...

Mas não, não faço a mínima se fiz 28, 29 ou 30 segundos, só sei que foi provavelmente a maior descarga de adrenalina que senti quando vi o Lemos direito a mim e na fracção seguinte ter o testemunho na mão e a pista à minha frente para eu dar tudo o que tinha.

Para quem 48 horas antes ardia em febre e temia ter de ficar sem correr uns tempos valentes foi a melhor maneira de terminar esta dupla jornada.

Notas finais:

É da praxe os agradecimentos, mas estes são particularmente sentidos, o meu muito obrigado:

- à Paula e ao Afonso, por me possibilitarem estas aventuras e pelo apoio incondicional, sendo que desta vez o agradecimento à claque de serviço é extensível à Elsa e ao Francisco;

- ao meu mano, por ser responsável pelo reacender do bichinho e por ser um exemplo de superação constante. Este fim de semana não foi excepção;

- aos meus parceiros de estafeta (João Veríssimo, Pedro Feliciano e Ricardo Lemos), por me terem oferecido o primeiro título nacional, ainda por cima com tamanha visibilidade que o meu filhote ainda diz "o pai ganhou!";


- ao Ricardo, em particular, por me ter convidado a representar novamente, 17 anos depois, o Sport Lisboa e Benfica. A camisola pesa mas é envergada com honra e orgulho.

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