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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Campeonato Nacional de Pista ao Ar Livre de Masters



Realizou-se este fim de semana, em Óbidos, a melhor e provavelmente mais participada edição dos campeonatos nacionais de pista ao ar livre no escalão de Masters organizada pela ANAV.

Em termos pessoais, o meu grande objectivo era bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros, tudo o resto era suplementar. Por isso mesmo, na primeira jornada, apenas me inscrevi na prova dos 1500 metros (noutro contexto teria corrido ainda os 400 metros e até os 4x100m se fosse preciso).

O número de participantes no meu escalão era de tal maneira significativo que os juízes optaram por despachar logo os M40 todos na primeira série.

A partida foi dada e o Armando Monteiro assumiu as despesas da corrida, seguido de imediato pelo António Travassos (é de elogiar a participação de um atleta que foi precisamente olímpico na distância). O meu colega de equipa, Carlos Freitas colou-se ao duo e eu tive que tomar a primeira decisão estratégica. Seguir ou deixar-me ficar? Decidi ficar e seguir na peugada do Pedro Salcedas e de outro atleta. Passagem aos 400 metros em 70/71 segundos e aos 800 metros em 2'24''. Se a primeira volta me pareceu rápida, a segunda volta foi perfeita, porque foi feita em contenção quase com a sensação de estar a travar.



Na recta oposta, decidi recuperar uma posição e depois na curva antes de chegar aos 1000 metros assumi o 4.º lugar e comecei a tentar me aproximar do Carlos Freitas que parecia começar a quebrar por ter tentado seguir os dois da frente. Consegui fazer uma última volta forte sem quebrar...e os "quatro-trinta" finalmente apareceram!  



Com o objectivo alcançado, a segunda jornada, no domingo, já foi encarada com menos "pressão".

A minha primeira prova do dia foi os 400 metros barreiras. Como gostei da experiência no ano passado, decidi submeter-me novamente à adrenalina de saltar (sim, porque eu não transponho...) 10 barreiras de 91 cm e tentar correr sem pensar que me vou "esbardalhar". E não é que me saí bem - 74,84, quase menos 4 segundos que no ano passado.


Mas acabei por subestimar o esforço despendido nas barreiras, principalmente porque os 800 metros realizaram-se apenas com meia hora de intervalo.

Nos primeiros 500 metros ainda me senti bem, a tentar seguir o Carlos Freitas, mas a partir daí a pista começou «a subir» e num ápice fui ultrapassado por três atletas. A recta da meta foi penosa. Demasiado contraído. Mesmo assim terminei com 2.16,34, a minha segunda melhor marca, mas aquém dos 2.12/2.13 que julgo valer.


Por fim, a estafeta 4x400 metros. Acabou por ser uma novidade, o facto de ter feito o primeiro percurso. Dei tudo o que tinha (pouco) contribuindo para o segundo lugar obtido entre três equipas participantes nos M40.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

800 metros & 1500 metros, a melhorar, pouco, mas a melhorar

Na quarta-feira (10-jun), «Dia do Atletismo da A.A.L.», foi assim:



...e no domingo (14-jun) - provas extras integradas no regional de iniciados - foi "assado":


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Milha da Ponte do Rol & 800 metros da 8.ª jornada do camp municipal

Com algum atraso aqui ficam os highlights das competições "treino" efectuadas na semana passada.

No domingo (17-mai) participei na milha da Ponte do Rol. A distância estava claramente mal medida, o gps registou 2,1 km. As sensações à partida não eram as melhores, estava bastante calor e sentia-me algo letárgico. Para tentar contrariar essas sensações, adoptei uma estratégia de corrida algo "suícida". Saí a matar, fiz a primeira volta na frente, na segunda fui passado mas mantive-me colado na frente e à entrada da terceira, e última volta, voltei para a frente mas fui surpreendido pelo ataque seco do Pedro Almeida. Tentei recuperar, mas nunca fui capaz de me aproximar.



Concluída a prova, e após um trote de "regresso à calma", decidi fazer, ao jeito do Nike Oregon Project, um treino pós competição. Conclusão repeti a prova, desta vez no meio da prova dos juniores, sub-23 e seniores. Fiz 7:12, mais 17 segundos que a primeira repetição, mas acabou por ser uma sessão acumulada.

Na 3.ª feira, foi dia de ir ao campeonato municipal participar na prova dos 800 metros. Estava bastante vento e tive o azar de serem muitos atletas à partida (24) o que acabou por ter de haver duas séries. Fiquei na primeira, e fiz a prova toda na frente. Terminei com 2.23,2, cerca de um segundo e meio pior que a melhor marca que tenho na pista de Paúl, mas atendendo ao vento que estava, não deixou de ser um bom desempenho.


À semelhança da milha, também fiz um treino pós-competição que acabou por ser a cereja em cima do bolo. Quatro vezes 200 metros para aproximadamente 31,5'' (desta vez com o vento a jogar a meu favor) com 2 minutos de recuperação.

sábado, 4 de abril de 2015

Run 4 Rotterdam | vdot 56 | Semana n.º 14/15

dom 29/mar [ L ]
P. Várzea, 19h40
terra batida, asics gt 2000 3
» 18,14 km @ 4:39/km (1:24:27)

seg 30/mar
descanso

ter 31/mar [ E & R ]
Paúl, 20h25
terra batida/estrada, nike structure 17
» 9,28 km @ 4:39/km (43:13)
» competition: 800m - 2.28,3 (por confirmar)
» cool down: 4,0 km @ 5:17/km (21:08)

qua 01/abr [ T & M ]
P. Várzea, 22h20
terra batida, asics gt 2000 3
» warm up: 5,03 km @ 4:38/km (23:20)
» 4 x [1 km (T) + 1 km (M)]
acumulado: 8,0 km @ 3:58/km (31:45)
 detalhes: 3.43,7 (T) / 4.12,5 (M) / 3.46,7 (T) / 4.12,2 (M) / 3.45,5 (T) / 4.12,0 (M) / 3.44,6 (T) / 4.08,1 (M)
» cool down: 2,12 km @ 4:55/km (10:24)

qui 02/abr [ E ]
P. Várzea, 20h35
terra batida, asics kayano 20
» 14,0 km @ 4:42/km (1:05:43)

sex 03/abr
descanso

sab 04/abr [ E ]
P. Várzea, 12h00
terra batida, nike structure 17
» 14,01 km @ 4:43/km (1:06:00)

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observações:

Quilometragem semanal: 75,38 km

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Faltava o recorde dos 800 metros...

Na semana passada fiquei com o resultado dos 800 metros "atravessado". Apesar de ser, na altura, a minha melhor marca ao ar livre (2.17,53), era um tempo pior do que eu já tinha feito em pista coberta (2.17,33) e acima de tudo ficava muito aquém das minhas expectativas (2'13''/2'14'', com base nos 62''/63'' que consigo fazer aos 400 metros).

Dei o "desconto", pelo facto de ter sido a 4.ª prova (em 5) do fim de semana e ter sido feito após os 400 metros barreiras.

Mas acabei por, durante a semana, fazer "prospecção" para encontrar uma prova de 800 metros para este fim de semana. Descobertos os campeonatos regionais de absolutos de Santarém, faltava saber se haveria possibilidade de correr como "extra". Acedido o pedido por parte da Associação de Atletismo de Santarém (aqui fica o meu agradecimento pessoal), apresentei-me em Rio Maior para participar na primeira de duas séries. Dada a partida, tentei seguir junto dos primeiros mas quando cheguei à zona da vala dos obstáculos decidi deixá-los ir para não comprometer a minha prova. Passei aos 400 metros em 66,3'', mas acabei por quebrar mais do que estava à espera e fiz mais 3 segundos na segunda volta (69,4'').

Tempo final, 2.15,68, com novos melhores tempos pessoais à passagem dos 500 metros (1.23,3) e aos 600 metros (1.40,8).



Apesar de não ser o tempo que gostaria de ter feito, não deixou de ser um novo recorde pessoal. O que faz com que 2014 esteja a ser um ano em cheio, com novos recordes em todas as distâncias em que competi este ano em pista:

  • 400 metros: 62,43 (313 pontos)
  • 800 metros: 2.15,68 (438 pontos)
  • 1500 metros: 4.34,00 (500 pontos)
  • 3000 metros: 9.56,77 (482 pontos)
  • 5000 metros: 17.33,9 (414 pontos)
  • 10.000 metros: 37.31,62 (422 pontos)
e não esquecer... :-)

  • 400 metros barreiras: 78,50 (174 pontos) 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre 2014

Conhecidos os resultados oficiais aqui fica o relato sobre a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre, realizado em Pombal nos dias 12 e 13 de julho.

O meu "programa de festas" era, como habitualmente, ambicioso. Programei participar em 4 provas individuais e disponibilizar-me para participar eventualmente em alguma estafeta. Como já tinha batido o meu recorde pessoal aos 3000 metros, apontei para as provas mais curtas, 400, 800 e 1500 metros e uma estreia, os 400 metros barreiras.

Sábado, 12 de julho
O programa estabelecia a seguinte sequência de provas: primeiro os 1500 metros e depois os 400 metros, o que se adequava aos meus objectivos. A prioridade era tentar bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros e fazer os 400 metros sem pressão, dar tudo o que restasse...

1500 metros
A prova de 1500 metros tem tradição de ser das mais participadas dos campeonatos pois costuma ser a única prova de meio-fundo que se realiza na 1ª jornada. No domingo os atletas já se dispersam pelos 800 metros, 3000 metros e 3000 metros obstáculos.

Se por um lado tinha consciência de que iria ser difícil pontuar (8 primeiros) dada a valia de alguns atletas que conhecia (António Silva, Carlos Saias, Armando Monteiro, Baltazar Sousa, ...)), por outro lado, o facto do pelotão ser numeroso poderia ser uma garantia de que haveria atletas a correr para o intervalo que eu pretendia [4:30 / 4:35].

Curiosamente, acabou por acontecer uma situação que eu não previra. Os primeiros optaram por uma corrida "táctica" que fez com que eu fosse no grupo sempre junto ao grupo da frente até aos 800 metros. Se por um lado a sensação era boa de ir junto aos primeiros, quando ouvi o tempo de passagem dos 800 - 2'27'' - percebi que até para mim era lento (pretendia passar a 2'24''). Daí em diante o ritmo foi aumentando e fiquei com o Carlos Freitas "em mira" tentando segui-lo. Acabei forte, os últimos 500 metros foram de certeza os mais rápidos, mas acabei por ficar a 49 centésimos do meu recorde pessoal...





400 metros
Passados cerca de 50 minutos foi a vez de ir aos 400 metros. Havia 7 participantes do escalão M40 que foram divididos em duas séries (a pista de Pombal tem 6 corredores). Não corria 400 metros, pelo menos em tartan, há mais de 2 anos. Para mim a curiosidade estava em saber se seria capaz de correr novamente na casa dos meus melhores tempos (ar livre - 62,79 / pista coberta - 63,04).

Acabei por fazer ligeiramente melhor, 62,43, o que significa que o recorde M40 é novamente melhor que o recorde enquanto M35 :-)




Domingo, 13 de julho
No segundo dia aguardava-me a estreia nos 400 metros barreiras. Nos campeonatos de veteranos é usual ver-se atletas a competirem em provas "fora da sua zona de conforto" normalmente à caça do ponto (não estou com isto a querer recriminar ninguém por isso, até porque já o fiz no passado). Mas desta vez a minha participação teve origem numa motivação genuína de me desafiar a fazer uma prova diferente das que faço pelo simples prazer de experimentar novas sensações competitivas. Após os 400 metros barreiras, seguir-se-ia os 800 metros e depois a estafeta de 4 x 400 metros.

400 metros barreiras
Apesar da vontade de experimentar os 400 metros barreiras ser grande, havia uma preocupação latente em mim. A última vez que tinha saltado (sim, porque eu infelizmente não transponho...) barreiras, acabei com lesão na grelha costal, tal o espalho. A altura das barreiras quando caí era de 1,06 m (prova de 110 metros barreiras), desta vez teriam "apenas" 91 cm, mas não tinha a certeza se conseguiria as passar principalmente as últimas quando já tivesse cansado.

Somente 5 minutos antes de ir para os blocos passei uma barreira a medo. Como me pareceu que consegui passar por cima com alguma margem de segurança fui para a partida esperançoso de que conseguiria chegar ao fim. Pelo sim, pelo não, não levei bicos com receio de me atrapalhar nos saltos e aleijar-me com os mesmos.

Apesar das dicas recebidas pelo Amâncio Santos e pelo Pedro Feliciano, a corrida foi partir cauteloso, e uma barreira de cada vez. Só mesmo quando passei a décima, com o alívio sentido, olhei para frente e percebi que tinha um adversário à minha "mercê". Ultrapassagem inextremis por 16 centésimos. Tempo final 78,50, ou seja, tenho uma graaaaaaaaaande margem de progressão quando comparado com o meu tempo aos 400 metros planos.




800 metros
De todas as provas que fiz, os 800 metros foi aquela que maior amargo de boca me deixou. Nitidamente o cansaço das provas anteriores fez-se sentir. Até aos 600 metros fui bem, mas a partir daí senti claramente o corpo a contrair e acabei ultrapassado por 2 atletas do meu escalão nos últimos 150 metros. Fico com a sensação de que com maior disponibilidade física estaria em condições de correr para 2'14''/2'15''...mas não se pode ter tudo!



4 x 400 metros
Por último a emoção das estafetas. Quando chegou a hora de correr o corpo já estava com os sintomas do ácido láctico, mas a adrenalina que se sente mascara todas as dores que sente. É um "kick" com  a confusão toda que se gera nas transmissões e que no meu caso parece que se acentua quando faço o último percurso. Estavam em competição 4 equipas, o que significa que haveria uma que não teria lugar no pódio. Recebi o testemunho do meu irmão em 4.º lugar mas com o 3.º muito próximo. Sorte a minha, o quarto elemento da outra equipa do Belenenses - José Fernandes - estar tocado e consegui ultrapassá-lo logo após os primeiros 100 metros. Recebi o incentivo dele para ir tentar buscar o 2º lugar e pus prego a fundo. A cronometragem manual que a minha mulher tirou (62,3'') dá uma ideia do esforço que fiz mas não deu para mais...






***

Resultados globais dos campeonatos podem ser consultados aqui


domingo, 18 de maio de 2014

Campeonato Municipal de Torres Vedras | 7ª jornada | 800 metros

Alguma coisa devo andar a fazer bem feita...

Mesmo sem qualquer treino específico para provas curtas, a verdade é que nas duas últimas vezes que fui ao Paúl participar nas jornadas do campeonato municipal de Torres Vedras, vim de lá com duas novas melhores marcas no "tarterra" (1500 metros - 4.50,9 antes 4.57,2 & 800 metros - 2.21,8 antes 2.23,3).


domingo, 9 de março de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos em Pista Coberta 2014

Os campeonatos nacionais de veteranos em pista coberta realizaram-se ontem em Pombal com o programa competitivo concentrado num só dia. Limitada a participação em duas provas (mais possibilidade de participar na estafeta), optei pelas provas habituais: 800m e 1500m.

A manhã começou de forma azarada. Cheguei a Pombal com 71 kg mas 120 euros mais "leve". Multa por excesso de velocidade no IC2, algures perto de Vermoil. A minha primeira prova foi os 800m. Tendo como referência o fraco resultado (4.46 aos 1500m) conseguido no Regional há 3 semanas, não tinha grandes expectativas, e por isso tudo o que fosse baixar os 2'20'' era positivo.

Terminei com 2.17,35, a escassos 2 centésimos do meu melhor resultado, e fiquei satisfeito com a corrida que fiz pois, ao contrário do que é habitual, acabei a última volta a forçar em vez de ir a morrer. Fiquei em 4º lugar do meu escalão, mas longe do terceiro (2.14).

De tarde, os 4.41,67 aos 1500m também acabaram por ser um resultado interessante pois, apesar de ter ficado a 6 segundos do meu melhor, revelaram uma melhoria de cinco segundos face ao Regional. Tal como nos 800m, as sensações da corrida também foram boas, tendo conseguido novamente terminar forte (últimos 500m em 1'32'', com passagem aos 1000m em 3'09'').

Por último, a participação nos 4x200m, que apesar do cansaço, me dá sempre um grande prazer fazer.

A impressão no joelho acompanhou-me o dia todo mas não teve qualquer influência na perfomance obtida.

Facto mais relevante do fim de semana, ter contribuído, ainda que de forma modesta, com 15 pontos (4º lugar nos 1500m = 7 pontos; 7º lugar nos 800m = 2 pontos; 5º lugar nos 4x200m = 6 pontos) para vitória colectiva do Clube Futebol Os Belenenses em masculinos..

***

Curiosidade:
Aqui ficam os resultados de todas as minhas participações em 800m nos nacionais de pista coberta no escalão M35 (para ano já serei M40):

Nacional 2010 - 2.20,38
Nacional 2011 - 2.17,33
Nacional 2012 - 2.19,65
Nacional 2013 - 2.18,15
Nacional 2014 - 2.17,35

Tratando-se da prova mais curta que faço de forma regular, fico contente que, apesar de não ter evoluído, também ainda não estou a regredir...

Já nos 1500m...

Nacional 2011 - 4.36,91
Nacional 2012 - 4.42,11
Nacional 2013 - 4.41,57
Nacional 2014 - 4.41,67

domingo, 28 de abril de 2013

SUB-17:30 5K | SEMANA Nº 01

SEG 22/ABR
P. Várzea, 22h05 (14,5º)
terra batida, asics kayano
+ 10 min. circuito pfg
2 x (10 flexões + 40 agachamentos + 60'' prancha + 40 gémeos)
+ 7,0 km @ 4:24/km (30:47)

TER 23/ABR
CampoReal, 21h35
+ pubalgia workout (50')

QUA 24/ABR
Pista do Paúl, 19h50
terra batida, adidas boston
+ aquec: 6,0 km @ 4:31/km (27:04)
+ competição: 800m - 2.23,3
(garmin: 830m @ 2:53/km)
+ recup: 2,0 km@ 6:00/km (12:00)

QUI 25/ABR
P. Várzea, 18h00 (22,5º)
relva, asics kayano
+ 10 min. circuito pfg
2 x (circuito «strong for any surface»)

+ 8,0 km @ 4:45/km (38:00)
+ técnica de corrida

SEX 26/ABR
+ descanso

SAB 27/ABR
P. Várzea, 18h50 (14,5º)
terra batida, nike structure
+ 15,0 km @ 4:40/km (1:10:01)

DOM 28/ABR
+ descanso
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quarta-feira, 27 de março de 2013

EVACI 2013


Após a maratona do Porto em outubro de 2012, as minhas atenções viraram-se para o campeonato europeu de atletismo veterano em pista coberta. Os relatos de amigos e conhecidos que participaram em eventos anteriores aguçaram o meu desejo de participar. As minhas expectativas eram conciliar a componente de convívio com a componente desportiva. Defini como objetivos a quebra de duas barreiras: (i) baixar os 10 minutos aos 3000m; (ii) baixar os 4 minutos e 30 segundos aos 1500m. Foram 17 semanas de treino. Até ao final do ano, as coisas correram bem. Bom desempenho no cross de matos velhos e na são silvestre de lisboa (novo recorde pessoal aos 10 km). Em 2013, por condicionantes externas ao atletismo, a preparação não correu tão bem. Faltou essencialmente trabalho específico para pista e competições (a primeira vez que calcei uns bicos e pisei tartan foi já nos campeonatos nacionais de pista coberta em março).

Viajei para San Sebastian na segunda feira de manhã. O primeiro dia foi de ambientação. Acreditação, levantamento dos dorsais, confirmação da provas a participar e tratar dos aspectos logísticos relacionados com o alojamento.

Na terça feira foi a minha primeira prova, os 3000 metros. Fisicamente senti-me recuperado da mazela (pelos sintomas ter-se-á tratado de um estiramento) que me apoquentou a semana anterior. A prova estava marcada para as 16h40. Cerca de uma hora antes saíu a listagem de participantes. face ao número de atletas (37) a final foi divida em 3 séries. Entre todos os participantes, tinha o pior tempo como recorde pessoal (10.13,9), pelo que não estranhei ter ficado na final C a primeira a ir para pista.

Tinha a esperança que algum dos atletas tivessem dado tempos inventados e que me permitisse fugir ao último lugar. Tal não aconteceu. A prova começou e tentei manter-me no meio do grupo durante as 2 primeiras voltas. O ritmo era demasiado elevado e rapidamente passei para cauda do pelotão. Com um primeiro km em 3'12'' a minha prova estava traçada. Em breve ouviria-se um estouro...Ao fim de cerca de 6/7 voltas fiquei sozinho, e daí em diante foi sempre a perder gás. Terminei com 10.12,20 (32º lugar em 34 participantes, sendo que houve 2 desistentes). Tratou-se de um novo recorde pessoal, mas ficou muito aquém do objetivo de baixar os 10 minutos.

No dia seguinte não competi nem treinei. Na quinta feira senti-me bem. Fiz 6 km em ritmo vivo (3 km a 3'55''-4'00''), técnica de corrida e umas rectas. Na sexta, foi novamente dia de repouso.

No sábado, realizaram-se as meias finais dos 1500 metros. Os atletas foram dividos em 3 séries, tendo como critério de apuramento para final do dia seguinte os 3 primeiros lugares mais os três melhores tempos.

Participei na primeira meia final. Entre os 13 atletas tinha o segundo pior tempo dado (4.42,11). Nas outras duas meias finais não havia com pior tempo que eu, à excepção de um atleta sem marca. Desta vez decidi que não me deixaria influenciar pelo ritmo dos outros. Com a referência dos 18 segundos por cada 100 metros para uma marca de 4'30'', assim que passei aos primeiros 100 metros em 16,8'' decidi refrear o meu passo. Acabei por fazer um autentico contra-relógio em solitário. O atleta que tinha pior tempo que eu nunca se aproximou de mim, e eu não me aproximei dos do grupo da frente. Terminei com 4.37,03 (9º lugar na minha série em 12 atletas sendo que houve 2 desistentes, e no conjunto das 3 meias finais fiquei em 31º entre 36 atletas - 2 desistentes). Não bati o meu recorde pessoal por apenas 13 centésimos de segundo, mas ainda assim registei uma melhoria de cerca 4 segundos e meio face ao tempo que obtive nos nacionais de pista coberta 3 semanas antes.

Por último, no domingo participei no corta mato, na distância de 5 km. Ao contrário das provas de pista, a prova não se realizou no complexo desportivo de Anoeta (casa do Real Sociedad), mas sim no hipódromo de Lasarte, nas imediações de San Sebastian, onde habitualmente se realiza o Cross Internacional de San Sebastian.

Se o domínio espanhol nas provas de meio fundo vinha a ser avassalador, no corta mato parecia mais um campeonato espanho com convidados do que um campeonato europeu. No meu escalão (M35) o domínio foi de tal maneira vincado que nos primeiros 30 atletas, 26 foram espanhois!!!

A minha prova não teve grande história. Tinha a consciência de que havia forte possibilidade de Portugal ganhar uma medalha na classificação colectiva, atendendo a que não parecia que houvesse muitos países para além da Espanha e Portugal que tivesse mais de 3 atletas. No caso de Portugal, para além de mim, apresentaram-se à partida mais 3 atletas vindos de Coimbra. Os três foram nitidamente mais rápidos que eu (ainda tentei seguir junto do 3º atleta português na fase inicial, mas um primeiro km em 3'17'' pôs me em sentido) pelo que não tive hipótese de me intrometer na "luta" para integrar os 3 atletas que contavam para equipa. Parabéns ao Rui Rodrigues, Fernando Carvalho e ao Rui Lopes pela classificação obtida. Fiquei em 58º entre 68 participantes, tendo feito um tempo 19'06'' que ficou abaixo das minhas expectativas iniciais tendo em consideração que o percurso parecia ser rápido em função de ser totalmente plano e na sua maioria ser em relva.

Em suma, como bem sintetizou o meu amigo e companheiro de viagem Ricardo Lemos, estive ao meu nível mas não me superei.`

À parte do meu desempenho desportivo, só guardo boas recordações desta minha primeira participação em campeonatos internacionais de atletismo nos escalões de master, tendo comprovado in loco a existência de verdadeiros super-homens e super-mulheres que provam que a idade não tem de ser um constragimento para fazer desporto, e que se pode ser competitivo até muito tarde sem que isso afecte o desejo de convívio entre os participantes.

domingo, 3 de março de 2013

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista Coberta

E passados 8 meses voltei a calçar ténis de bicos!

Apesar de estar a treinar para ir participar no campeonato europeu de veteranos de pista coberta em San Sebastian, a verdade é que até hoje ainda não tinha feito qualquer prova ou treino em pista de tartan.

Sem ambições classificativas (pois felizmente verifica-se, face a anos anteriores, uma melhoria assinalável na qualidade das marcas obtidas pelos lugares do pódio nas provas de meio fundo) a minha participação no campeonato nacional de veteranos de pista coberta visava testar o meu nível de forma e perceber em que ponto me encontro.

As minhas expectativas eram baixar os 4'40'' aos 1500m e os 2'20'' aos 800m (mas sinceramente punha a hipótese de conseguir bater os meus recordes pessoais: 4.36,91 e 2.17,33). Fiquei aquém nos 1500m (4.41,57) e nos 800m baixei os 2'20'' mas fiquei a 83 centésimos do recorde (2.18,15).

Na primeira prova o nível dos primeiros 5 classificados (que incluia o Artur Rodrigues e o Paulo Pereira do NAC e o Armando Monteiro) era impossível seguir. Fiquei sozinho com um atleta do Girassol (Nuno Silva) que segui nas primeiras 4 voltas e depois decidi passar quando me pareceu que ia a quebrar. Sem relógio electrónico junto à meta, não tive qualquer tempo de passagem de referência pelo que fui fazendo a prova em função das sensações. Tentei acelerar nas 2 últimas voltas mas a verdade é que não devo ter sido muito efectivo pois acabei por ser ultrapassado à entrada para última recta.

Nos 800m fiz o habitual. Não fiz qualquer poupança e deixei-me ir "with flow". Na 3 volta o ácido láctico manifestou-se e a última volta já foi feita de uma forma muito contraída. Ainda assim pensei que o resultado final fosse pior. À minha frente ficou um atleta do Torreense com quem habitualmente compito (Arlindo Leonardo) e que fez 2'14''. Fiquei com a sensação de que se tivesse apenas corrido os 800m o meu recorde teria caído.

Em síntese, face aos resultados obtidos, estou pior do que julgava estar. Claramente faltam treinos específicos (e competição) em pista. A ver se nestas duas semanas antes do europeu será possível tentar atenuar essa lacuna...

***

Resenha das minhas presenças em campeonatos nacionais de veteranos de pista coberta:

Nacionais 2010
(23/24-01-2010)
400m - 63,04
800m - 2.20,38

Nacionais 2011
(19-12-2010)
800m - 2.17,33
1500m - 4.36,91

Nacionais 2012
(11/12-02-2012)
400m - 63,13
800m - 2.19,65
1500m - 4.42,11

Nacionais 2013
(03-03-2013)
800m - 2.18,15
1500m - 4.41,57

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Campeonato nacional de veteranos 2012 @ Luso


Realizou-se este fim de semana o campeonato nacional de atletismo de pista ao ar livre para veteranos no Luso.

No sábado participei nos 1500 metros e na estafeta 4x100m. Nos 1500m tive uma performance fraca. Fui 7º classificado com um tempo (4.50,41) cerca de 3 segundos pior que na semana passada. Ao fim de 300 metros estava a correr sozinho. O grupo da frente saiu não ritmo que eu não consegui acompanhar (4 atletas abaixo dos 4:30, 1 a 4:35 e outro a 4:42).


Nos 4x100m, à semelhança do que acontecera na última estafeta que tinha participado, um membro da equipa lesionou-se em plena prova. Cabia ao José Fernandes partir de blocos e entregar-me o testemunho para eu fazer o segundo percurso. Fiz uma marcação de 27 passos para lá do início da zona de transmissão para arrancar quando ele passase essa marca. Pois assim que ele passa essa marca e eu arranco (sem olhar para trás como mando as regras) começo a ouvi-lo "vai mais devagar!!!". Pensei, fiz porcaria, arranquei cedo demais. Afinal não ele tinha acabado de rasgar o músculo. Lá consegui receber o testemunho e ala que se faz tarde. Entreguei ao meu irmão e o que nos valeu foi o Ricardo Lemos no último percurso recuperar o atraso e conseguir acabar em terceiro (tempo final: 54,07).


No domingo comecei a jornada com a participação no triplo. Para além de mim havia mais 3 atletas no meu escalão. Se é verdade que nenhum parecia especialista, também nenhum era fundista como eu. Só pela escolha da distância da tábua, deu para perceber que eu era o atleta mais fraco. Afastada qualquer possibilidade de tentar ir ao pódio, restava-me tentar bater o meu recorde pessoal (8,06m feitos no Paúl este ano em estreia). Nos dois primeiros saltos bati o meu recorde pessoal por larga margem: 8,23m (1º salto) e 8,40m (2º salto). Em ambos fiz a corrida devagar pois estava apenas preocupado em acertar a chamada. No terceiro decidi arriscar, ou seja decidi imprimir mais velocidade na corrida de balanço. Acabou por correr pior (8,02m) pois travei muito em cima da chamada para não fazer nulo. No 4º fiz 8,20m e quando já estava a pensar que era melhor parar, eis que no 5º salto chego aos 8,71m! Decidi então ainda fazer o último ensaio. Foi provavelmente o melhor salto mas já não tive força para ficar de pé e acabei por cair com o rabo para trás e depois com as costas para o lado. A medição deu 8,42m, provavelmente o local onde aterrei os pés era uma marca próxima dos 9 metros...



A seguir fiz 800 metros. Como eram 8 atletas no meu escalão e os 1500m me tinham corrido mal decidi seguir a estratégia suícida. Dar tudo logo de início e ter esperança que o estouro fosse o mais tarde possível. Liderei até aos 350 metros, depois fui naturalmente passado por 4 atletas mais rápidos. Passagem aos 400m em 66 segundos e a partir dos 500m comecei a contrair-me de tal maneira que esbaratei um avanço significativo que levava do atleta que ia atrás de mim, acabando por passar por mim na recta da meta. Fui sexto com 2.20,97, e uns últimos 200m muito mauzinhos...



Finalmente nos 4x400m, fiz o segundo percurso e cumpri a minha obrigação. Fruto da lesão do José Fernandes no dia anterior, ele fez o primeiro percurso muito devagar (certamente mais de 70 segundos). Recebi o testemunho em último (5º lugar) e consegui recuperar uma posição. Depois o João Bernardes recuperou bastante terreno para a equipa que seguia em terceiro e finalmente o Ricardo, no último percurso, fez a junção e aguardou pela recta da meta para garantir novamente o 3º lugar.


Nada mau, fiz cinco provas num fim de semana. Infelizmente acabei "tocado" no tendão de aquiles direito, mas como me esperam 15 dias de férias sem corridas terei tempo de recuperar.

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Resultados completos dos campeonatos aqui

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Campeonato Nacional de Pista do INATEL 2011/2012

Realizou-se este fim de semana na pista do Centro de Estágio do Luso o campeonato nacional de atletismo de pista do INATEL 2011/2012. Em representação do Ponterrolense, participei, sábado, nos 1500 metros e, domingo, no lançamento do peso e nos 800 metros.
Nos 1500 metros fiquei aquém do desejado. Mesmo estando consciente de que não estou na mesma forma que me permitiu fazer 4'36'', estava à espera de um resultado próximo dos 4'40''. Fiz 4.47,37, e apesar do facto de ter feito a prova sempre sozinho poder servir como atenuante, a verdade é que tive o Aires Elvas sempre a 20, 30 metros e não consegui colar. Este resultado revela o que já todos sabemos, não há milagres no atletismo, sem treinos espcíficos de séries no tartan esta época não consigo andar mais que isto...


No domingo comecei com o lançamento do peso. No aquecimento um lançador alertou-me para o facto de que os lançamentos que eu estava fazer seriam todos nulos porque o peso estava a ser projectado sem sair encostado ao pescoço. Dito e feito, o primeiro lançamento feito por um lançador "turista" como eu foi anulado por essa razão. Resolvi a questão com um lançamento sem balanço, apenas para garantir que não cometia essa falha e assegurava um lançamento válido. Resultado, 5,75m. Há segunda tentativa continuei sem balanço e melhorei para 6,12m. Ao terceiro ensaio, arrisquei fazer um lançamento com balanço. Melhorei ligeiramente para 6,19m. Ao quarto quis arriscar mais e fiz porcaria, o peso fugiu-me literalmente da mão quando o ia projectar. Dei por terminada a minha participação e prescindi dos dois últimos lançamentos. Eram horas de ir aquecer para os 800 metros.



Os 800 metros correram dentro do esperado. Melhorei ligeiramente face à última prova, fiz 2.19,74, quinze dias antes tinha feito 2.20,86. De salientar ter feito uma corrida equilibrada para os meus padrões, passagem aos 400 metros em 67/68 segundos, e a última volta em 72/71 segundos.



Para a semana há mais. Regresso ao Luso para participar nos nacionais de pista de Veteranos da ANAV. Depois 15 dias de descanso.

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domingo, 24 de junho de 2012

Torneio de preparação INATEL

Depois da tentativa frustada de ontem em baixar os 19 minutos aos 5000m, hoje participei numas provas de preparação organizadas pelo INATEL. Como se podia participar em duas provas, fui aos 800m e aos 100m. Havia 400m, mas achei o tempo de intervalo entre os 400m e os 800m demasiado curto.

Nos 100m fiz 14,32. Foi a primeira vez que competi na prova dos 100m em tartan. O resultado foi assim-assim. Gostava de ter feito 13,99 (tenho 14,0 manuais no tarterra do Paúl) mas tive azar calhei na série mais forte e por isso foi o mesmo que fazer 100m sozinho sem qualquer estímulo competitivo. Aos 20 metros já via as costas do Ricardo Lemos a afastarem-se de mim :-)

Uma hora e quarto depois foi a vez dos 800m. Com partida imediata à corda, coloquei-me atrás de um adversário que ao fim de 200m se revelou forte de mais para mim. À passagem na primeira volta fui ultrapassado pelo Aires Pratas e tentei ir com ele. Sucede que ele ia em regime de "poupança" e assim que chegou à recta oposta da meta deu um esticão e fugiu de mim. Acabei como gosto, a ter a sensação de ir a forçar e não ir a morrer. Resultado final dentro do esperado 2.20,7. Até aos nacionais da ANAV tenho 3 semanas para apurar a forma para tentar baixar 3/4 segundos.




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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Olímpico Absoluto Municipal - 2ª jornada

A jornada de hoje era composta por cinco provas: 200 metros, 800 metros, triplo-salto, 110 metros barreiras e lançamento do dardo.

A minha participação começou com uns 200 metros a "frio". Já cheguei muito em cima do início da prova e fiz um aquecimento deficiente. Numa série com três míudos a correrem certamente para menos de 28 segundos, acabei por fazer a prova "sozinho", com o resultado final (30,2'') a ressentir-se disso.

Os 200 metros foram fraquinhos mas serviram de aperitivo para os 800 metros que vinham a seguir. Saí rápido demais e a partir dos 500 metros comecei a quebrar mas mesmo assim o resultado final (2.25,5) surprendeu-me. Trata-se de um novo recorde pessoal na pista do Paúl. Ainda à três meses era uma marca muito próxima do que estava a fazer em tartan...

Seguiu-se o triplo salto. Iniciei o meu concurso sem ter feito qualquer salto de preparação prévio. Resultado, fiz as duas chamadas com a perna esquerda quando era suposto fazer com a perna direita...saber marcar a corrida de balanço dava jeito...fiz 7,94m no primeiro salto  e no segundo melhorei para 8,06m. Fiquei um pouco decepcionado com o resultado, esperava conseguir fazer melhor em três saltos que o Marco Chuva em um! :-)

A prova seguinte, os 110 metros barreiras, era a mais temida mas a minha participação era obrigatória para poder obter classificação no Olímpico Absoluto. Fiz uns testes e consegui transpor com sucesso barreiras a 84 cm e a 91 cm. Sucede que os veteranos 1 saltam barreiras à altura dos séniores, ou seja 1,06m. E isso para mim já é uma altura para eu transpor com uma fasquia e um colchão :-) No teste que fiz a essa altura derrubei a barreira mas fiquei de pé. Já na prova não tive tanta sorte, saí dos blocos e ao tentar transpor a primeira barreira não tive sequer impulsão para passar a perna com que ataquei...e pimba, um trambolhão valente. Na altura não me doeu, fiquei apenas com o "orgulho" ferido.

Ainda fui fazer dois lançamentos do dardo. Uma vez mais o dardo até foi arremessado para uma distância que eu considero simpática, mas das duas vezes o engenho não quis "colaborar" e não tocou no solo regularmente.

Chegado a casa, e já depois do banho tomado, verifico que fiquei afetado da queda das barreiras. Para além de umas escoriações nos joelhos, estou com uma dor valente no peito do lado direito que não sei se não vai ser impeditiva nos próximos dias de correr.

Como diz a Paula: «Já não tens 20 anos!»

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[update 25/abr]

A brincadeira acabou por me sair cara. Hoje de manhã acordei cheio de dores. Pelo sim pelo não fui ao hospital ver se não tinha nada partido. O raio-x não acusou nenhuma fratura mas de acordo com a opinião do médico as dores na grelha costal vão andar cá pelo menos uma semanita...Neste momento tossir é das atividades que mais dores me provoca...

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nuno 3 - 0 Pubalgia

Este ano não houve direito a medalhas no Campeonato Nacional de Pista Coberta de Veteranos. Eu estou a "andar" menos que no ano passado, e os outros, ainda por cima, estão a "andar" mais.

Apesar das classificações obtidas, dois quintos lugares (400m e 800m) e um oitavo (1500m), acabei por sair vitorioso só pelo simples facto de ter conseguido correr, apesar de todos os ameaços que a pubalgia foi dando ao longo da semana e durante o fim de semana.

Em termos de marcas, tive para todo o gosto: uma surpresa, uma dentro do esperado e uma desilusão.

Desilusão: 1500m - 4.42,11
Foi a distância mais longa que corri. Sabia não estar ao mesmo nível do ano passado (4.36,91) mas estava com expectativas de baixar os 4.40. Passei aos 500m em 1.31 e aos 1000m em 3.05/3.06, tempos muito equivalentes ao que tinha feito o ano passado, contudo à entrada para última volta, em vez de mudar de velocidade, aquilo que se verificou foi 200m em "perda".

Dentro do esperado: 800m - 2.19,65
No ano passado, com a moral alta depois dos 1500m, fiz 2.17,33. Este ano, já por duas vezes correra os 800m e fizera 2.24,49 e 2.23,16. Fixei como objetivo tentar baixar os 2.20. Prova superada, apesar do amargo de boca de ter perdido um lugar nos metros finais...

Supresa: 400m - 63,13
Em todos os treinos que fiz, depois da maratona em Dezembro, fiquei com a sensação de que estava com muito menos velocidade que nos dois anos anteriores. Ainda para mais os 400m foram corridos cerca de 45 minutos depois dos 1500m. Fazer 63,13 (e muito importante passar aos 200m ainda com o relógio a marcar 29 seg) estava completamente fora da minha melhor previsão (65 muitos / 66 pouquinhos). Os 63,13 não são recorde pessoal mas ficam muito próximo do meu melhor em pista coberta (63,04) e ao ar livre (62,79).

Agora importa tentar debelar a pubalgia com os exercícios abdominais e alongamentos sem que isso implique paragem.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Cross no sábado, pista no domingo

Sábado. Um regresso e uma estreia. Um regresso, 19 anos depois, aos Campeonatos Regionais de Corta Mato de Lisboa. Uma estreia, o local da prova, a pista de cross da escola prática da GNR em Queluz.

Em conjunto com os juvenis, os veteranos enfrentaram 4 km compostos por uma volta de 1 km praticamente plana, seguida de 2 voltas de 1,5 km com subidas e descidas já com um grau de dificuldade qb.

Parti rápido a tentar ir com os míudos, mas o ritmo da miudagem da frente já não é para mim. Com um primeiro km em 3:23, o ritmo a seguir foi progressivamente baixando, 3:44, 3:45, 3:54, e com 0,55 km finais a 3:36.

Apesar de achar que ainda estou longe do nível de forma de há um ano,  já fiquei mais satisfeito com a minha prestação, indicia subida de forma.

Curiosidade. Conjuntamente com o meu irmão, com o regressado às lides Francisco Gravito e com o Arons de Carvalho, o SLB venceu no escalão de veteranos!!!

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Domingo. Acordei dorido, ainda assim bem melhor do que quando me deitei (não conseguia virar-me, com dores horríveis nos lombares do lado direito). O encontro com as duas voltas na pista Prof. Moniz Pereira estava marcado para as 12h00. Como habitualmente vento na recta oposta à meta. Comparativamente com a prova de há quinze dias, a sensação de falta de velocidade mantém-se, mas apesar de tudo a última volta já não foi tão sofrida...ter o meu irmão a pisar-me os calcanhares também terá ajudado :-)

Fiz 2.23,16, cerca de um segundo e meio melhor que na prova anterior. Curiosamente trata-se do meu novo recorde ao ar livre (antes 2.23,71 a 27/06/2010 no Luso) mas ainda bastante longe dos 2.17,33 em pista coberta.
 
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domingo, 8 de janeiro de 2012

2.24.49

Não, não é nenhuma marca à maratona...é sim o mísero tempo que fiz aos 800m depois da maratona :-)

Blá, blá, blá, estava frio, blá, blá, blá, estava vento, o que eu sei é que parti e a sensação é que não tinha mudanças, fui sempre "em primeira". Passei aos 400 metros em 67 segundos, em último destacadíssimo, e ainda me convenci que talvez não quebrasse muito e conseguisse fazer os outros 400 metros para 70/71 segundos...pois, essa expectativa durou até aos 550 metros, altura em que o ácido láctico atacou forte e se traduziu numa última volta vergonhosa de 77 segundos.

Esta prova de preparação da AAL, na pista Prof. Moniz Pereira, marca o arranque da minha época de pista. A marca obtida, 2.24,49 (293 pontos) ficou bastante aquém do meu recorde de 2.17,33. Até ao Nacional de Pista Coberta há um loooooooongo caminho a percorrer...

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domingo, 19 de dezembro de 2010

Campeonato Nacional de Pista Coberta de Veteranos 2010/2011 | Crónica

Dois recordes pessoais, um primeiro e um segundo lugar na classificação do escalão M35. Dificilmente poderia pedir mais desta participação no campeonato nacional de pista coberta para veteranos realizado hoje, em Pombal.

As expectativas
Após a meia maratona da Nazaré programei os meus treinos convencido que o Nacional de Pista Coberta seria a meio de Janeiro. Esta antecipação de um mês fez com que quase não tivesse feito treinos específicos para pista. O resultado obtido na milha de torres vedras parecia corroborar isso mesmo, resistência ok, mas défice de velocidade. Os 3:06 feitos aos 1000 metros no teste da semana passada fizeram com que eu estabelecesse como objetivo para esta prova baixar os 4:45 aos 1500 metros. Aos 800m tudo o que fosse melhorar a marca do ano passado (2:20) era ganho.

O alcançado
Estava com receio que o corpo estranhasse a semana de treino que passou. Pela primeira vez fiz três treinos consecutivos, terça, quarta e quinta, e optei por descansar dois dias consecutivo. As boas sensações matinais foram um prenúncio de que fizera uma boa aposta.

Alvorada às 6h30, saída de casa às 8h05 e chegada a Pombal às 9h15. A prova dos 1500m estava marcada para as 11h20 e a Associação Atletismo de Leiria, numa organização irrepreensível cumpriu à risca o calendário.

Fiz a partida habitual, na frente para evitar as confusões iniciais. Após os primeiros 200 metros estabilizei o meu ritmo e deixei-me ir, tentando correr o mais à vontade possível para chegar ao fim e conseguir mudar de velocidade. Quando faltavam duas voltas tive a atitude certa e comecei a forçar como se fosse para última volta numa pista de 400 metros. Nos últimos 100 metros senti que ia ser ultrapassado, mas lá consegui cerrar os dentes e resistir ao ataque por 4 centésimos...no final uma marca que não estava à espera, 4.36,91! Quase menos 10 segundos do que eu apontava.



Da parte da tarde, quatro horas e meia depois dos 1500m, apostei numa tática "suicída" nos 800 metros. Saí a matar tentando seguir o Orlando Santos do NAC até onde desse (fui até aos 300m...). Ainda passei aos 400m em 65 segundos, mas depois a pista começou a subir...ainda assim consegui fazer 2.17,33 o que representou uma melhoria de cerca de 3 segundos face à marca que fizera o ano passado.



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Resultados oficiais:





Resultados completos aqui

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domingo, 27 de junho de 2010

Campeonato Nacional de Pista para Veteranos 2010

Cinco provas em menos de 24 horas, assim se resume a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre que se realizou na pista do Centro de Estágios do Luso.

Das cinco provas em que participei, três delas foram estreias: comprimento, 4x100m e 4x400m. Na qualidade de fundista, ter os 800m como a prova mais longa que fiz, pode dizer-se que foi uma participação sob o disfarce de "velocista".

Mas vamos às incidências da dupla jornada:

Sábado (26)

Logo à abrir, comprimento. Nunca tinha saltado na vida, ainda por cima fui o primeiro atleta a abrir o concurso. Sem saber como marcar a corrida de balanço, simplesmente desatei a acelerar para tábua de chamada e cá vai disto! Resultado...nulo. O juíz olha p'ra mim e diz-me: "basta meio pé a atrás"...certamente a dica era boa, mas para isso é para quem sabe. No segundo salto, já não exagerei tanto na corrida e já consegui acertar na tábua sem pisar a plasticina. Salto válido, vento regular, e 3,98 metros como primeira marca. Apesar do objectivo ser, fazer um salto válido para pontuar, ainda lá fui uma terceira vez tentar passar os 4 metros, e não é que consegui...4,02m, eis o meu novo recorde pessoal :-) Para que, quem nunca fez comprimento, não fique a pensar que é uma boa marca...uma das glórias do nosso atletismo, Péricles Pinto, aos 73 anos, fez...4,03m.



O comprimento teve de ficar pelos três ensaios porque havia que ir aquecer para os 400 metros. Era a prova em que apostava mais neste fim de semana, e só ficaria contente com uma marca inferior aos 63,04 conseguidos na pista coberta. A prova desta vez correu bem, não saí tão rápido nos primeiros 200m, e consegui fazer uma prova mais equilibrada, que se saldou num novo recorde pessoal: 62,79 (3º M35 em 4 participantes...).



Para o final do dia ficou reservada a estafeta dos 4x100m. Com uma equipa desfalcada devido a lesões, a equipa M35 do SLB, teve de ser composta por dois velocistas e por dois fundistas (eu e o meu irmão!).


Sob a batuta do capitão Lemos, lá fomos treinar as transmissões. Parece uma coisa simples, mas para ser bem feito, é necessário apreender muitos pormenores que desconhecia. Durante o aquecimento, a contratura do gêmeo do meu irmão lembrou-se de dar um ar da sua graça...Lá fomos para prova presos por arames, sem saber se ele conseguiria fazer a recta final nos limites. Acabou por se aguentar bravamente, mas para nosso azar, o João Veríssimo a cinco metros de entregar o testemunho ao Ricardo rasgou o músculo...grande galo...acabámos em 2º...



Domingo (27)

No Sábado saímos da pista já eram 21 horas, começamos a jantar para lá das 22h e deitei-me já depois da meia noite. Ficámos num hotel porreiro - Palace Hotel, na Curia - mas não consegui dormir em condições, estava constamente a acordar e a sentir as pernas a queixarem-se da tareia que tinham levado...

Levantei-me às 8h e às 9h15 já estávamos na pista do Luso. Todo dorido, comecei a ter dúvidas se conseguiria correr os 800 metros, principalmente por causa de uma dor forte que sentia por baixo da nádega esquerda (terá sido do comprimento?), como se de um "aperto" se tratasse. Falei com o Ricardo, que me disse para me poupar nos 800m porque a estafeta de 4x400m é que era para dar tudo!

Consciente de que não estava fisicamente em condições para fazer uma prova de 800 metros em pleno, fiquei sem pressão e fui para prova descontraido, apenas com o objectivo de pontuar. A descontração foi tanta que acabei por fazer porcaria, mais uma primeira volta demasiado rápida, com uns segundos 400 metros muito penosos...ainda não sei que marca fiz [2.23...três segundos mais lento que na pista coberta], mas fica a impressão que poderia ter feito a mesma marca com muito menos esforço se não tivesse exagerado no início...

Vinte minutos após ter concluído os 800 metros, já me estava a ser exigido para correr os 400 metros...

Com as lesões do meu irmão e do João, a estafeta M35 teve de ser composta com um atleta M40 (Didier Colaço) e outro M55 (José Esteves). Apesar de termos posto as peças mais fortes nos dois primeiros percursos, não tivémos hipóteses com a equipa do NAC. Efectuei o terceiro percurso e até fiquei com a sensação de ter recuperado alguma distância nos primeiros 200 metros, mas a recta final já foi feita de forma muito contraída...o Esteves ainda fez o seu melhor, mas não passámos do 2º lugar.

Estas incursões no mundo da velocidade (e desta vez também nos saltos) são, para mim, fisicamente mais extenuantes que uma meia-maratona, mas dão um gozo do caraças!

Fechei a época 09/10. Dia 1 de Julho, inicío a época 10/11. Primeiro objectivo, baixar a 1h28 na meia maratona do Porto em Outubro.

Bons treinos!

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