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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Campeonato Nacional de Pista ao Ar Livre de Masters



Realizou-se este fim de semana, em Óbidos, a melhor e provavelmente mais participada edição dos campeonatos nacionais de pista ao ar livre no escalão de Masters organizada pela ANAV.

Em termos pessoais, o meu grande objectivo era bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros, tudo o resto era suplementar. Por isso mesmo, na primeira jornada, apenas me inscrevi na prova dos 1500 metros (noutro contexto teria corrido ainda os 400 metros e até os 4x100m se fosse preciso).

O número de participantes no meu escalão era de tal maneira significativo que os juízes optaram por despachar logo os M40 todos na primeira série.

A partida foi dada e o Armando Monteiro assumiu as despesas da corrida, seguido de imediato pelo António Travassos (é de elogiar a participação de um atleta que foi precisamente olímpico na distância). O meu colega de equipa, Carlos Freitas colou-se ao duo e eu tive que tomar a primeira decisão estratégica. Seguir ou deixar-me ficar? Decidi ficar e seguir na peugada do Pedro Salcedas e de outro atleta. Passagem aos 400 metros em 70/71 segundos e aos 800 metros em 2'24''. Se a primeira volta me pareceu rápida, a segunda volta foi perfeita, porque foi feita em contenção quase com a sensação de estar a travar.



Na recta oposta, decidi recuperar uma posição e depois na curva antes de chegar aos 1000 metros assumi o 4.º lugar e comecei a tentar me aproximar do Carlos Freitas que parecia começar a quebrar por ter tentado seguir os dois da frente. Consegui fazer uma última volta forte sem quebrar...e os "quatro-trinta" finalmente apareceram!  



Com o objectivo alcançado, a segunda jornada, no domingo, já foi encarada com menos "pressão".

A minha primeira prova do dia foi os 400 metros barreiras. Como gostei da experiência no ano passado, decidi submeter-me novamente à adrenalina de saltar (sim, porque eu não transponho...) 10 barreiras de 91 cm e tentar correr sem pensar que me vou "esbardalhar". E não é que me saí bem - 74,84, quase menos 4 segundos que no ano passado.


Mas acabei por subestimar o esforço despendido nas barreiras, principalmente porque os 800 metros realizaram-se apenas com meia hora de intervalo.

Nos primeiros 500 metros ainda me senti bem, a tentar seguir o Carlos Freitas, mas a partir daí a pista começou «a subir» e num ápice fui ultrapassado por três atletas. A recta da meta foi penosa. Demasiado contraído. Mesmo assim terminei com 2.16,34, a minha segunda melhor marca, mas aquém dos 2.12/2.13 que julgo valer.


Por fim, a estafeta 4x400 metros. Acabou por ser uma novidade, o facto de ter feito o primeiro percurso. Dei tudo o que tinha (pouco) contribuindo para o segundo lugar obtido entre três equipas participantes nos M40.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ensaio para Óbidos...será Óbidos ventoso?

A uma semana do campeonato nacional de masters, interessava-me competir, de preferência nas duas provas em que apostarei no nacional (800 & 1500 metros).

À semelhança do ano passado, inscrevi-me no campeonato regional absoluto de Santarém. Só que desta vez, Rio Maior deu lugar a Abrantes. Para além de ser bastante mais longe, as condições climatéricas (calor e veeeeeeeeeento) fizeram com que só participasse nos 1500 metros.

(exemplos que demonstram a força do vento que se fazia sentir)

Mais do mesmo. Dá-se a partida, e coloco-me no fim do grupo da frente. Ritmo forte demais para mim (400m para 69'') e já faço a segunda recta oposta à meta isolado completamente desprotegido contra o vento. Passagem aos 800m (2'24'') e aos 1000 metros (3'02''). Na última volta, passei a parede de vento e até consegui fazer uns últimos 200 metros fortes...mas não o suficiente para bater o meu recorde pessoal por 56 centésimos.


No domingo, abdiquei ir aos 800 metros pela viagem que envolvia. Acabei por remediar a coisa com um treininho na Várzea, seguido de uma tentativa bem sucedida de recorde à Volta da Várzea - 2.44,5 (antes 2.47,4).

quarta-feira, 17 de junho de 2015

800 metros & 1500 metros, a melhorar, pouco, mas a melhorar

Na quarta-feira (10-jun), «Dia do Atletismo da A.A.L.», foi assim:



...e no domingo (14-jun) - provas extras integradas no regional de iniciados - foi "assado":


domingo, 7 de junho de 2015

Mais uma melhor marca no "tarterra"

No sábado passado havia feito 1500 metros, com um resultado abaixo das minhas expectativas, e no domingo "inovei" no treino com uma sessão de skippings com elásticos (ver vídeo). Menosprezei o efeito a nível muscular das duas coisas, mas a verdade é que cheguei a 3.ª feira "amassado" e só fui ao Paúl para participar na última jornada do campeonato municipal de pista porque estava convencido que ia correr 800 metros.

Afinal, saiu-me em sorte, novamente, os 1500 metros. Em modo "queixinhas" lá fui aquecer e mesmo momentos antes da partida não estava com espírito para sofrer. Parti e desta não fui para a frente, colei-me a um dos moços e deixe-me ficar. Passagem à primeira volta (375 metros) - 69 segundos. Rápido. Baixei o ritmo (73'') na segunda volta e descolei dos dois da frente. Na terceira volta sou novamente ultrapassado, mas desta vez reajo, e tento manter o ritmo (72''). À entrada para a última volta, sinto que ainda tenho disponibilidade física e tento forçar o ritmo, o que acabo por conseguir. Terminei como comecei, 69 segundos. Resultado final, 4.43,9, o que no "tarterra" é um resultado muito interessante, principalmente se compararmos com o facto de no sábado, em tartan, com bicos e sem queixas musculares, apenas tinha feito 3/4 segundos melhor.

  

domingo, 31 de maio de 2015

campeonato regional master | 1500 metros

4.40,41.
Decepção.
A expectativa era: excelente - sub-4'30''; bom - entre 4'30'' e 4'34''; razoável - entre 4'35'' e 4'39''.
O forte vento que se fez sentir não explica o fraco resultado.
Tempos de passagem: 400m - 70''; 800m - 2'23''; 1000m - 3'03''.
Sempre em quebra. Últimos 500 metros fraquíssimos (1'37'')...

domingo, 18 de janeiro de 2015

A pista em 2015 começa fraquinha, fraquinha...

Fui ontem à pista Moniz Pereira participar na prova dos 1500 metros da primeira jornada do campeonato regional de inverno da Associação de Atletismo de Lisboa.

 Há seis meses que não participava em provas de pista ou que calçava ténis de bicos. Apesar de não fazer treinos específicos para este tipo de prova, como no último semestre melhorei os meus recordes nas distâncias longas (10 km, meia maratona e maratona) julguei que essa evolução fosse suficiente para que o resultado obtido aos 1500 metros fosse melhor do que aquilo que veio a ocorrer.

Uns penosos 4.44,27, e nem o facto de terem sido feitos em contra relógio (éramos apenas 5 atletas e assim que deram a partida os outros 4 foram à sua vidinha...) atenuam a "pobreza" do resultado.



Não se pode ter tudo, ou bem que se treina para a maratona, ou se treina para a pista.

E bem vistas as coisas, o ano passado a primeira prova de pista também foi uns 1500 metros e o resultado ainda deixou mais a desejar (4.46,83).

Concluo, portanto, que no caminho até à maratona de Roterdão não devo esperar grandes resultados na pista...mas lá estarei na 2.ª jornada do campeonato nacional de pista coberta de masters para participar nos 3000 metros.

 ***
O resultado de ontem nem direito tem de figurar no meu top 10:


...mas é para já o melhor resultado de 2015:


terça-feira, 15 de julho de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre 2014

Conhecidos os resultados oficiais aqui fica o relato sobre a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre, realizado em Pombal nos dias 12 e 13 de julho.

O meu "programa de festas" era, como habitualmente, ambicioso. Programei participar em 4 provas individuais e disponibilizar-me para participar eventualmente em alguma estafeta. Como já tinha batido o meu recorde pessoal aos 3000 metros, apontei para as provas mais curtas, 400, 800 e 1500 metros e uma estreia, os 400 metros barreiras.

Sábado, 12 de julho
O programa estabelecia a seguinte sequência de provas: primeiro os 1500 metros e depois os 400 metros, o que se adequava aos meus objectivos. A prioridade era tentar bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros e fazer os 400 metros sem pressão, dar tudo o que restasse...

1500 metros
A prova de 1500 metros tem tradição de ser das mais participadas dos campeonatos pois costuma ser a única prova de meio-fundo que se realiza na 1ª jornada. No domingo os atletas já se dispersam pelos 800 metros, 3000 metros e 3000 metros obstáculos.

Se por um lado tinha consciência de que iria ser difícil pontuar (8 primeiros) dada a valia de alguns atletas que conhecia (António Silva, Carlos Saias, Armando Monteiro, Baltazar Sousa, ...)), por outro lado, o facto do pelotão ser numeroso poderia ser uma garantia de que haveria atletas a correr para o intervalo que eu pretendia [4:30 / 4:35].

Curiosamente, acabou por acontecer uma situação que eu não previra. Os primeiros optaram por uma corrida "táctica" que fez com que eu fosse no grupo sempre junto ao grupo da frente até aos 800 metros. Se por um lado a sensação era boa de ir junto aos primeiros, quando ouvi o tempo de passagem dos 800 - 2'27'' - percebi que até para mim era lento (pretendia passar a 2'24''). Daí em diante o ritmo foi aumentando e fiquei com o Carlos Freitas "em mira" tentando segui-lo. Acabei forte, os últimos 500 metros foram de certeza os mais rápidos, mas acabei por ficar a 49 centésimos do meu recorde pessoal...





400 metros
Passados cerca de 50 minutos foi a vez de ir aos 400 metros. Havia 7 participantes do escalão M40 que foram divididos em duas séries (a pista de Pombal tem 6 corredores). Não corria 400 metros, pelo menos em tartan, há mais de 2 anos. Para mim a curiosidade estava em saber se seria capaz de correr novamente na casa dos meus melhores tempos (ar livre - 62,79 / pista coberta - 63,04).

Acabei por fazer ligeiramente melhor, 62,43, o que significa que o recorde M40 é novamente melhor que o recorde enquanto M35 :-)




Domingo, 13 de julho
No segundo dia aguardava-me a estreia nos 400 metros barreiras. Nos campeonatos de veteranos é usual ver-se atletas a competirem em provas "fora da sua zona de conforto" normalmente à caça do ponto (não estou com isto a querer recriminar ninguém por isso, até porque já o fiz no passado). Mas desta vez a minha participação teve origem numa motivação genuína de me desafiar a fazer uma prova diferente das que faço pelo simples prazer de experimentar novas sensações competitivas. Após os 400 metros barreiras, seguir-se-ia os 800 metros e depois a estafeta de 4 x 400 metros.

400 metros barreiras
Apesar da vontade de experimentar os 400 metros barreiras ser grande, havia uma preocupação latente em mim. A última vez que tinha saltado (sim, porque eu infelizmente não transponho...) barreiras, acabei com lesão na grelha costal, tal o espalho. A altura das barreiras quando caí era de 1,06 m (prova de 110 metros barreiras), desta vez teriam "apenas" 91 cm, mas não tinha a certeza se conseguiria as passar principalmente as últimas quando já tivesse cansado.

Somente 5 minutos antes de ir para os blocos passei uma barreira a medo. Como me pareceu que consegui passar por cima com alguma margem de segurança fui para a partida esperançoso de que conseguiria chegar ao fim. Pelo sim, pelo não, não levei bicos com receio de me atrapalhar nos saltos e aleijar-me com os mesmos.

Apesar das dicas recebidas pelo Amâncio Santos e pelo Pedro Feliciano, a corrida foi partir cauteloso, e uma barreira de cada vez. Só mesmo quando passei a décima, com o alívio sentido, olhei para frente e percebi que tinha um adversário à minha "mercê". Ultrapassagem inextremis por 16 centésimos. Tempo final 78,50, ou seja, tenho uma graaaaaaaaaande margem de progressão quando comparado com o meu tempo aos 400 metros planos.




800 metros
De todas as provas que fiz, os 800 metros foi aquela que maior amargo de boca me deixou. Nitidamente o cansaço das provas anteriores fez-se sentir. Até aos 600 metros fui bem, mas a partir daí senti claramente o corpo a contrair e acabei ultrapassado por 2 atletas do meu escalão nos últimos 150 metros. Fico com a sensação de que com maior disponibilidade física estaria em condições de correr para 2'14''/2'15''...mas não se pode ter tudo!



4 x 400 metros
Por último a emoção das estafetas. Quando chegou a hora de correr o corpo já estava com os sintomas do ácido láctico, mas a adrenalina que se sente mascara todas as dores que sente. É um "kick" com  a confusão toda que se gera nas transmissões e que no meu caso parece que se acentua quando faço o último percurso. Estavam em competição 4 equipas, o que significa que haveria uma que não teria lugar no pódio. Recebi o testemunho do meu irmão em 4.º lugar mas com o 3.º muito próximo. Sorte a minha, o quarto elemento da outra equipa do Belenenses - José Fernandes - estar tocado e consegui ultrapassá-lo logo após os primeiros 100 metros. Recebi o incentivo dele para ir tentar buscar o 2º lugar e pus prego a fundo. A cronometragem manual que a minha mulher tirou (62,3'') dá uma ideia do esforço que fiz mas não deu para mais...






***

Resultados globais dos campeonatos podem ser consultados aqui


terça-feira, 1 de julho de 2014

Mais um pequeno passo em direcção aos desejados 4'29''

No domingo passado participei na prova dos 1500 metros do campeonato regional de Lisboa do escalão Sub-23 na Pista Moniz Pereira.

Era suposto ser uma jornada dupla (1500 metros no sábado e 800 metros no domingo) mas uma alteração do programa obrigou-me a ter que fazer uma adaptação. Apenas com prova no domingo, no sábado fiz uma tentativa de bater o meu recorde à volta "habitual" do Parque da Várzea(bem sucedida, menos 8 segundos), um esforço similar a uma prova de 800 metros.

Obviamente o esforço despendido no sábado não foi equivalente ao de uma competição a sério, ainda assim, serviu de treino para o Nacional de Veteranos em que os 1500 metros e os 800 metros serão corridos nos dois dias do fim de semana de 12 e 13 de julho, com a agravante que poderão ter ainda a "companhia" de mais duas ou três provas (400m, 400m barr, e 4x400m...).

Como é habitual na pista Moniz Pereira, fazia-se sentir demasiado vento. O n.º de participantes não era muito grande (cerca de 15 atletas) e do conhecimento prévio que tinha da maioria dos participantes, pareceu.me que não haveria ninguém para correr no intervalo 4'30'' ~ 4'35''. Portanto a estratégia de corrida era simples, registo "contra relógio" e tentar não deixar-me influenciar no início pela proximidade do pelotão.

Dito e feito. Nos primeiros 200 metros segui na cauda do pelotão, e antes de passar pela primeira vez na meta já estava a começar a sentir-me a abafar. Tive refrear o passo, e deixar-me ir de forma mais controlada. Propositadamente, só aos 1000 metros olhei para o relógio para saber como ia. Passagem a 3:01/3:02, com a nítida sensação de que os primeiros 500 metros tinham sido bastante mais rápidos que os segundos (quase de certeza, 1:28 / 1:34). Nos últimos 300 metros tentei acelerar e isso reflectiu-se num último parcial de 500 metros (1:32) mais rápido que o intermédio.

Terminei com um novo recorde pessoal, 4'34'' exactos (4.34,00). O recorde anterior já vinha de 2010, do campeonato nacional de veteranos de pista coberta.


À semelhança do que aconteceu com os 3000 metros, o meu recorde do escalão M40 é agora melhor que o do escalão anterior M35.

Curiosamente esta marca faz com que a prova dos 1500 metros volte a ser a minha melhor performance de acordo com a tabela de pontuação da IAAF.

1500m - 4.34,00 (500 pontos)
3000m - 9.56,77 (482 pontos)

O meu passado atlético comprova que o meu ponto forte era a resistência e a minha maior debilidade era a velocidade (era capaz de fazer 10x400m para 61''/62'' e não era capaz de baixar dos 58''...).

Ter actualmente melhor desempenho em 1500 metros do que em 5000m ou 10.000m (já para não falar na meia maratona ou na maratona...) pode parece um contra senso, mas só revela que o volume que faço é manifestamente escasso para conseguir aproximar, ou até mesmo suplantar, as marcas nas distâncias mais longas ao resultado que obtive nos 1500 metros. Actualmente faço cerca de 60 km por semana... e isto porque estou a treinar para maratona...

Marcas equivalentes aos 4.34,00 (500 pontos):
Pista
3.000m - 9.52,31  [9.56,77]
5.000m - 16.55,75  [17.54,97]
10.000m - 36.13,16  [37.31,62]
Estrada
10 km - 36:17  [37:28]
15 km - 55:47  [58:40]
1/2 Maratona - 1:20:05  [1:28:09]
Maratona - 2:54:43  [3:15:02]

Obs - entre parênteses [ ] o recorde actual.

domingo, 8 de junho de 2014

Estreia nos M40


E passado um dia de ter feito 40 anos, eis-me numa pista para fazer a minha primeira prova como M40. Foram 1500 metros percorridos em 4.40,32. Sinceramente esperava melhor, algo próximo dos 4'35''. Mas foi uma prova inglória, pois foi um contra-relógio. O atleta que ficou imediatamente à minha frente fez 4'21'' e o atleta que ficou atrás de mim fez 4'51'', ou seja, fiquei numa grande "no man's land". Não tenho registos de tempos parciais, mas fiquei com a sensação de que terei abusado nos primeiros 800/900 metros e que acabei por pagar no final...


Bem, tratou-se da minha quinta melhor marca desde 2009 e é, para já, a melhor marca de 2014.




quinta-feira, 8 de maio de 2014

Campeonato Municipal de Torres Vedras | 6ª jornada | 1500 metros

Prova que substituiu o treino de séries de 200 metros e que se saldou na minha melhor marca no "tarterra" de Paúl.

Para colocar pressão, virei-me para o "puto maravilha" da Lourinhã e disse-lhe que se ele fizesse menos de 20 segundos que eu, ganhava ele, se não, ganhava eu. Safei-me à rasquinha (diferença...19,3 segundos) :-)


domingo, 9 de março de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos em Pista Coberta 2014

Os campeonatos nacionais de veteranos em pista coberta realizaram-se ontem em Pombal com o programa competitivo concentrado num só dia. Limitada a participação em duas provas (mais possibilidade de participar na estafeta), optei pelas provas habituais: 800m e 1500m.

A manhã começou de forma azarada. Cheguei a Pombal com 71 kg mas 120 euros mais "leve". Multa por excesso de velocidade no IC2, algures perto de Vermoil. A minha primeira prova foi os 800m. Tendo como referência o fraco resultado (4.46 aos 1500m) conseguido no Regional há 3 semanas, não tinha grandes expectativas, e por isso tudo o que fosse baixar os 2'20'' era positivo.

Terminei com 2.17,35, a escassos 2 centésimos do meu melhor resultado, e fiquei satisfeito com a corrida que fiz pois, ao contrário do que é habitual, acabei a última volta a forçar em vez de ir a morrer. Fiquei em 4º lugar do meu escalão, mas longe do terceiro (2.14).

De tarde, os 4.41,67 aos 1500m também acabaram por ser um resultado interessante pois, apesar de ter ficado a 6 segundos do meu melhor, revelaram uma melhoria de cinco segundos face ao Regional. Tal como nos 800m, as sensações da corrida também foram boas, tendo conseguido novamente terminar forte (últimos 500m em 1'32'', com passagem aos 1000m em 3'09'').

Por último, a participação nos 4x200m, que apesar do cansaço, me dá sempre um grande prazer fazer.

A impressão no joelho acompanhou-me o dia todo mas não teve qualquer influência na perfomance obtida.

Facto mais relevante do fim de semana, ter contribuído, ainda que de forma modesta, com 15 pontos (4º lugar nos 1500m = 7 pontos; 7º lugar nos 800m = 2 pontos; 5º lugar nos 4x200m = 6 pontos) para vitória colectiva do Clube Futebol Os Belenenses em masculinos..

***

Curiosidade:
Aqui ficam os resultados de todas as minhas participações em 800m nos nacionais de pista coberta no escalão M35 (para ano já serei M40):

Nacional 2010 - 2.20,38
Nacional 2011 - 2.17,33
Nacional 2012 - 2.19,65
Nacional 2013 - 2.18,15
Nacional 2014 - 2.17,35

Tratando-se da prova mais curta que faço de forma regular, fico contente que, apesar de não ter evoluído, também ainda não estou a regredir...

Já nos 1500m...

Nacional 2011 - 4.36,91
Nacional 2012 - 4.42,11
Nacional 2013 - 4.41,57
Nacional 2014 - 4.41,67

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Regresso à pista!

Regressei à pista este sábado, com a participação na prova de 1500m do Campeonato Regional de Inverno de Veteranos - Lisboa, Santarém e Setúbal, realizado no Centro de Alto Rendimento (CAR) do Jamor.

Desde março do ano passado que não competia ou sequer treinava em pista, e muitos menos a usar sapatilhas de bicos. Em jeito de accountability tornei público no facebook uma tabela de avaliação da minha performance (nota vinte para qualquer marca inferior a 4'30'' e nota zero para qualquer marca superior a 5'00'') cuja amplitude revela que não fazia a mínima ideia do que estava a valer aos 1500m.

O facto de me estrear a correr pelo Belenenses e ter umas sapatilhas de bicos novas jogava a meu favor em termos anímicos.



A prova em si não tem grande história. As condições climatéricas não eram as ideais, o vento fazia-se sentir, mas pelo menos não estava a chover e a temperatura não era das piores.

Estavam presentes cerca de 18 atletas na minha série. Assim que se deu o tiro de partida decidi seguir o Alexandre Monteiro (que ia tentar correr para baixar os 4'30'') e em função de como me sentisse na primeira volta, logo veria o que fazer a seguir. Mas, uma primeira volta em 70 segundos (ritmo para 4'22''/4'23''), foi o suficiente para perceber que não tinha condições para aquele andamento.


A quebra de ritmo tornou-se inevitável mas pensei que não fosse tão acentuada como acabou por se revelar - passagem aos 1000m em 3'08''/3'09''  - e que terminaria uma marca (4.46,83) longe do meu melhor.

Aqui fica uma análise a este resultado face ao meu histórico recente:


Não há nada como relativizar um resultado "fraquito" e ver o lado positivo da questão:

Apesar de só ter sido a minha sétima melhor marca, não deixa de ser curioso que a marca da maratona equivalente com os mesmos pontos da tabela da IAAF seja uma marca (3h04'35'') bastante melhor do que meu recorde pessoal (3h15'02'').

Reconheço que quando fiz 4'36'', em 2010, julguei que seria possível eventualmente aproximar-me da marca que fiz na primeira prova de pista que participei (4'19'' em 1990 como juvenil de 1º ano). Mas o tempo tem demonstrado o contrário, já me darei por contente se conseguir manter-me nos 4'30s/4'40''s por muitos anos.


Daqui a três semanas em Pombal se verá como irei evoluir...

domingo, 12 de maio de 2013

SUB-17:30 5K | SEMANA Nº 03

SEG 06/MAI
P. Várzea, 21h55 (16,0º)
terra batida, adidas boston
+ aquec: 4,38 km @ 4:34/km (20:02)
+ séries: 6x1000m (pausa 1'a trote)
acumulado: 6,87 km @ 3:59/km (27:22)
séries: 3.46,4 / 3.49,9 / 3.42,3 / 3.44,0 / 3.41,8 / 3.37,1
valores médios:
séries: 3.43,6
pausa: 173,8m @ 5:45/km (1:00)
+ recup: 2,0 km @ 5:02/km (10:04)

TER 07/MAI
CampoReal, 22h30
+ pubalgia workout (60')

QUA 08/MAI
Pista do Paúl, 19h55
terra batida, adidas boston
+ aquec: 4,0 km @ 4:41/km (18:45)
+ [competição] 300m - 46,5 
+ [competição] 1500m - 5.02,0
gps: 1,62 km @ 3:07/km (5:02)
parciais:
1) 406m @ 3:02/km (1'14'')
2) 385m @ 3:12/km (1'14'')
3) 368m @ 3:21/km (1'14'')
4) 429m @ 2:52/km (1'14'')
5) 029m @ 3:27/km (0'06'')
+ recup: 2,0 km@ 5:06/km (10:12)

QUI 09/MAI
P. Várzea, 21h50 (15,5º)
terra batida, asics GT 2160
+ circuito pfg: 3 x (circuito «strong for any surface»)
+ 10,0 km @ 4:38/km (46:18)

SEX 10/MAI
CampoReal, 22h10
+ pubalgia workout (60')

SAB 11/MAI
Póvoa de Penafirme, 10h30
estrada, nike structure
+ 9,88 km @ 4:04/km (40:10)
[integrado na corrida da solidariedade]

DOM 12/MAI
P. Várzea, 19h15 (20,0º)
relva, asics GT 2160
+ 9,0 km @ 4:36/km (41:24)
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Semana com mais uma sessão de treino de corrida. Cinco em vez das habituais  quatro. Tinha programado para o treino longo de sábado fazer previamente 8km e participar em ritmo de treino na prova «corrida da solidariedade» de 10 km. Tal não sucedeu. Por um lado, já cheguei em cima da hora de partida, de tal maneira que nem aqueci. Por outro, a intenção era correr a ritmo confortável (4:30~4:40/km) mas ao fim de um primeiro km em 4'03'', em que ia quase em último, deu para perceber que o treino ia ser em ritmo vivo...
Assim completei a quilometragem com um treino adicional no domingo, mas com más sensações. Uma dor na virilha esquerda que me impossibilitou de fazer rectas. A futebolada de manhã com o meu filhote deixou marcas...

quarta-feira, 27 de março de 2013

EVACI 2013


Após a maratona do Porto em outubro de 2012, as minhas atenções viraram-se para o campeonato europeu de atletismo veterano em pista coberta. Os relatos de amigos e conhecidos que participaram em eventos anteriores aguçaram o meu desejo de participar. As minhas expectativas eram conciliar a componente de convívio com a componente desportiva. Defini como objetivos a quebra de duas barreiras: (i) baixar os 10 minutos aos 3000m; (ii) baixar os 4 minutos e 30 segundos aos 1500m. Foram 17 semanas de treino. Até ao final do ano, as coisas correram bem. Bom desempenho no cross de matos velhos e na são silvestre de lisboa (novo recorde pessoal aos 10 km). Em 2013, por condicionantes externas ao atletismo, a preparação não correu tão bem. Faltou essencialmente trabalho específico para pista e competições (a primeira vez que calcei uns bicos e pisei tartan foi já nos campeonatos nacionais de pista coberta em março).

Viajei para San Sebastian na segunda feira de manhã. O primeiro dia foi de ambientação. Acreditação, levantamento dos dorsais, confirmação da provas a participar e tratar dos aspectos logísticos relacionados com o alojamento.

Na terça feira foi a minha primeira prova, os 3000 metros. Fisicamente senti-me recuperado da mazela (pelos sintomas ter-se-á tratado de um estiramento) que me apoquentou a semana anterior. A prova estava marcada para as 16h40. Cerca de uma hora antes saíu a listagem de participantes. face ao número de atletas (37) a final foi divida em 3 séries. Entre todos os participantes, tinha o pior tempo como recorde pessoal (10.13,9), pelo que não estranhei ter ficado na final C a primeira a ir para pista.

Tinha a esperança que algum dos atletas tivessem dado tempos inventados e que me permitisse fugir ao último lugar. Tal não aconteceu. A prova começou e tentei manter-me no meio do grupo durante as 2 primeiras voltas. O ritmo era demasiado elevado e rapidamente passei para cauda do pelotão. Com um primeiro km em 3'12'' a minha prova estava traçada. Em breve ouviria-se um estouro...Ao fim de cerca de 6/7 voltas fiquei sozinho, e daí em diante foi sempre a perder gás. Terminei com 10.12,20 (32º lugar em 34 participantes, sendo que houve 2 desistentes). Tratou-se de um novo recorde pessoal, mas ficou muito aquém do objetivo de baixar os 10 minutos.

No dia seguinte não competi nem treinei. Na quinta feira senti-me bem. Fiz 6 km em ritmo vivo (3 km a 3'55''-4'00''), técnica de corrida e umas rectas. Na sexta, foi novamente dia de repouso.

No sábado, realizaram-se as meias finais dos 1500 metros. Os atletas foram dividos em 3 séries, tendo como critério de apuramento para final do dia seguinte os 3 primeiros lugares mais os três melhores tempos.

Participei na primeira meia final. Entre os 13 atletas tinha o segundo pior tempo dado (4.42,11). Nas outras duas meias finais não havia com pior tempo que eu, à excepção de um atleta sem marca. Desta vez decidi que não me deixaria influenciar pelo ritmo dos outros. Com a referência dos 18 segundos por cada 100 metros para uma marca de 4'30'', assim que passei aos primeiros 100 metros em 16,8'' decidi refrear o meu passo. Acabei por fazer um autentico contra-relógio em solitário. O atleta que tinha pior tempo que eu nunca se aproximou de mim, e eu não me aproximei dos do grupo da frente. Terminei com 4.37,03 (9º lugar na minha série em 12 atletas sendo que houve 2 desistentes, e no conjunto das 3 meias finais fiquei em 31º entre 36 atletas - 2 desistentes). Não bati o meu recorde pessoal por apenas 13 centésimos de segundo, mas ainda assim registei uma melhoria de cerca 4 segundos e meio face ao tempo que obtive nos nacionais de pista coberta 3 semanas antes.

Por último, no domingo participei no corta mato, na distância de 5 km. Ao contrário das provas de pista, a prova não se realizou no complexo desportivo de Anoeta (casa do Real Sociedad), mas sim no hipódromo de Lasarte, nas imediações de San Sebastian, onde habitualmente se realiza o Cross Internacional de San Sebastian.

Se o domínio espanhol nas provas de meio fundo vinha a ser avassalador, no corta mato parecia mais um campeonato espanho com convidados do que um campeonato europeu. No meu escalão (M35) o domínio foi de tal maneira vincado que nos primeiros 30 atletas, 26 foram espanhois!!!

A minha prova não teve grande história. Tinha a consciência de que havia forte possibilidade de Portugal ganhar uma medalha na classificação colectiva, atendendo a que não parecia que houvesse muitos países para além da Espanha e Portugal que tivesse mais de 3 atletas. No caso de Portugal, para além de mim, apresentaram-se à partida mais 3 atletas vindos de Coimbra. Os três foram nitidamente mais rápidos que eu (ainda tentei seguir junto do 3º atleta português na fase inicial, mas um primeiro km em 3'17'' pôs me em sentido) pelo que não tive hipótese de me intrometer na "luta" para integrar os 3 atletas que contavam para equipa. Parabéns ao Rui Rodrigues, Fernando Carvalho e ao Rui Lopes pela classificação obtida. Fiquei em 58º entre 68 participantes, tendo feito um tempo 19'06'' que ficou abaixo das minhas expectativas iniciais tendo em consideração que o percurso parecia ser rápido em função de ser totalmente plano e na sua maioria ser em relva.

Em suma, como bem sintetizou o meu amigo e companheiro de viagem Ricardo Lemos, estive ao meu nível mas não me superei.`

À parte do meu desempenho desportivo, só guardo boas recordações desta minha primeira participação em campeonatos internacionais de atletismo nos escalões de master, tendo comprovado in loco a existência de verdadeiros super-homens e super-mulheres que provam que a idade não tem de ser um constragimento para fazer desporto, e que se pode ser competitivo até muito tarde sem que isso afecte o desejo de convívio entre os participantes.

sábado, 9 de março de 2013

1500m @ 1ª jornada de preparação ANAV & INATEL

Uma semana após os nacionais de pista coberta em Pombal, a prova de hoje era uma espécie de "tira-teimas" quanto ao meu nível de forma. Se por um lado, tive a confirmação de que em San Sebastian não me irei aproximar da marca desejada (sub 4'30'') a verdade é que o resultado de hoje já foi mais encorajador que o da semana passada. Melhorei cerca de 4 segundos (4.37,2 face a 4.41,57). Constitui um novo recorde pessoal ao ar livre, mas ainda fica a cerca de 3 décimos do meu recorde em pista coberta (4.36,91). Pode ser que daqui a duas semanas eu mate o "borrego"...




domingo, 3 de março de 2013

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista Coberta

E passados 8 meses voltei a calçar ténis de bicos!

Apesar de estar a treinar para ir participar no campeonato europeu de veteranos de pista coberta em San Sebastian, a verdade é que até hoje ainda não tinha feito qualquer prova ou treino em pista de tartan.

Sem ambições classificativas (pois felizmente verifica-se, face a anos anteriores, uma melhoria assinalável na qualidade das marcas obtidas pelos lugares do pódio nas provas de meio fundo) a minha participação no campeonato nacional de veteranos de pista coberta visava testar o meu nível de forma e perceber em que ponto me encontro.

As minhas expectativas eram baixar os 4'40'' aos 1500m e os 2'20'' aos 800m (mas sinceramente punha a hipótese de conseguir bater os meus recordes pessoais: 4.36,91 e 2.17,33). Fiquei aquém nos 1500m (4.41,57) e nos 800m baixei os 2'20'' mas fiquei a 83 centésimos do recorde (2.18,15).

Na primeira prova o nível dos primeiros 5 classificados (que incluia o Artur Rodrigues e o Paulo Pereira do NAC e o Armando Monteiro) era impossível seguir. Fiquei sozinho com um atleta do Girassol (Nuno Silva) que segui nas primeiras 4 voltas e depois decidi passar quando me pareceu que ia a quebrar. Sem relógio electrónico junto à meta, não tive qualquer tempo de passagem de referência pelo que fui fazendo a prova em função das sensações. Tentei acelerar nas 2 últimas voltas mas a verdade é que não devo ter sido muito efectivo pois acabei por ser ultrapassado à entrada para última recta.

Nos 800m fiz o habitual. Não fiz qualquer poupança e deixei-me ir "with flow". Na 3 volta o ácido láctico manifestou-se e a última volta já foi feita de uma forma muito contraída. Ainda assim pensei que o resultado final fosse pior. À minha frente ficou um atleta do Torreense com quem habitualmente compito (Arlindo Leonardo) e que fez 2'14''. Fiquei com a sensação de que se tivesse apenas corrido os 800m o meu recorde teria caído.

Em síntese, face aos resultados obtidos, estou pior do que julgava estar. Claramente faltam treinos específicos (e competição) em pista. A ver se nestas duas semanas antes do europeu será possível tentar atenuar essa lacuna...

***

Resenha das minhas presenças em campeonatos nacionais de veteranos de pista coberta:

Nacionais 2010
(23/24-01-2010)
400m - 63,04
800m - 2.20,38

Nacionais 2011
(19-12-2010)
800m - 2.17,33
1500m - 4.36,91

Nacionais 2012
(11/12-02-2012)
400m - 63,13
800m - 2.19,65
1500m - 4.42,11

Nacionais 2013
(03-03-2013)
800m - 2.18,15
1500m - 4.41,57

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Campeonato nacional de veteranos 2012 @ Luso


Realizou-se este fim de semana o campeonato nacional de atletismo de pista ao ar livre para veteranos no Luso.

No sábado participei nos 1500 metros e na estafeta 4x100m. Nos 1500m tive uma performance fraca. Fui 7º classificado com um tempo (4.50,41) cerca de 3 segundos pior que na semana passada. Ao fim de 300 metros estava a correr sozinho. O grupo da frente saiu não ritmo que eu não consegui acompanhar (4 atletas abaixo dos 4:30, 1 a 4:35 e outro a 4:42).


Nos 4x100m, à semelhança do que acontecera na última estafeta que tinha participado, um membro da equipa lesionou-se em plena prova. Cabia ao José Fernandes partir de blocos e entregar-me o testemunho para eu fazer o segundo percurso. Fiz uma marcação de 27 passos para lá do início da zona de transmissão para arrancar quando ele passase essa marca. Pois assim que ele passa essa marca e eu arranco (sem olhar para trás como mando as regras) começo a ouvi-lo "vai mais devagar!!!". Pensei, fiz porcaria, arranquei cedo demais. Afinal não ele tinha acabado de rasgar o músculo. Lá consegui receber o testemunho e ala que se faz tarde. Entreguei ao meu irmão e o que nos valeu foi o Ricardo Lemos no último percurso recuperar o atraso e conseguir acabar em terceiro (tempo final: 54,07).


No domingo comecei a jornada com a participação no triplo. Para além de mim havia mais 3 atletas no meu escalão. Se é verdade que nenhum parecia especialista, também nenhum era fundista como eu. Só pela escolha da distância da tábua, deu para perceber que eu era o atleta mais fraco. Afastada qualquer possibilidade de tentar ir ao pódio, restava-me tentar bater o meu recorde pessoal (8,06m feitos no Paúl este ano em estreia). Nos dois primeiros saltos bati o meu recorde pessoal por larga margem: 8,23m (1º salto) e 8,40m (2º salto). Em ambos fiz a corrida devagar pois estava apenas preocupado em acertar a chamada. No terceiro decidi arriscar, ou seja decidi imprimir mais velocidade na corrida de balanço. Acabou por correr pior (8,02m) pois travei muito em cima da chamada para não fazer nulo. No 4º fiz 8,20m e quando já estava a pensar que era melhor parar, eis que no 5º salto chego aos 8,71m! Decidi então ainda fazer o último ensaio. Foi provavelmente o melhor salto mas já não tive força para ficar de pé e acabei por cair com o rabo para trás e depois com as costas para o lado. A medição deu 8,42m, provavelmente o local onde aterrei os pés era uma marca próxima dos 9 metros...



A seguir fiz 800 metros. Como eram 8 atletas no meu escalão e os 1500m me tinham corrido mal decidi seguir a estratégia suícida. Dar tudo logo de início e ter esperança que o estouro fosse o mais tarde possível. Liderei até aos 350 metros, depois fui naturalmente passado por 4 atletas mais rápidos. Passagem aos 400m em 66 segundos e a partir dos 500m comecei a contrair-me de tal maneira que esbaratei um avanço significativo que levava do atleta que ia atrás de mim, acabando por passar por mim na recta da meta. Fui sexto com 2.20,97, e uns últimos 200m muito mauzinhos...



Finalmente nos 4x400m, fiz o segundo percurso e cumpri a minha obrigação. Fruto da lesão do José Fernandes no dia anterior, ele fez o primeiro percurso muito devagar (certamente mais de 70 segundos). Recebi o testemunho em último (5º lugar) e consegui recuperar uma posição. Depois o João Bernardes recuperou bastante terreno para a equipa que seguia em terceiro e finalmente o Ricardo, no último percurso, fez a junção e aguardou pela recta da meta para garantir novamente o 3º lugar.


Nada mau, fiz cinco provas num fim de semana. Infelizmente acabei "tocado" no tendão de aquiles direito, mas como me esperam 15 dias de férias sem corridas terei tempo de recuperar.

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Resultados completos dos campeonatos aqui

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Campeonato Nacional de Pista do INATEL 2011/2012

Realizou-se este fim de semana na pista do Centro de Estágio do Luso o campeonato nacional de atletismo de pista do INATEL 2011/2012. Em representação do Ponterrolense, participei, sábado, nos 1500 metros e, domingo, no lançamento do peso e nos 800 metros.
Nos 1500 metros fiquei aquém do desejado. Mesmo estando consciente de que não estou na mesma forma que me permitiu fazer 4'36'', estava à espera de um resultado próximo dos 4'40''. Fiz 4.47,37, e apesar do facto de ter feito a prova sempre sozinho poder servir como atenuante, a verdade é que tive o Aires Elvas sempre a 20, 30 metros e não consegui colar. Este resultado revela o que já todos sabemos, não há milagres no atletismo, sem treinos espcíficos de séries no tartan esta época não consigo andar mais que isto...


No domingo comecei com o lançamento do peso. No aquecimento um lançador alertou-me para o facto de que os lançamentos que eu estava fazer seriam todos nulos porque o peso estava a ser projectado sem sair encostado ao pescoço. Dito e feito, o primeiro lançamento feito por um lançador "turista" como eu foi anulado por essa razão. Resolvi a questão com um lançamento sem balanço, apenas para garantir que não cometia essa falha e assegurava um lançamento válido. Resultado, 5,75m. Há segunda tentativa continuei sem balanço e melhorei para 6,12m. Ao terceiro ensaio, arrisquei fazer um lançamento com balanço. Melhorei ligeiramente para 6,19m. Ao quarto quis arriscar mais e fiz porcaria, o peso fugiu-me literalmente da mão quando o ia projectar. Dei por terminada a minha participação e prescindi dos dois últimos lançamentos. Eram horas de ir aquecer para os 800 metros.



Os 800 metros correram dentro do esperado. Melhorei ligeiramente face à última prova, fiz 2.19,74, quinze dias antes tinha feito 2.20,86. De salientar ter feito uma corrida equilibrada para os meus padrões, passagem aos 400 metros em 67/68 segundos, e a última volta em 72/71 segundos.



Para a semana há mais. Regresso ao Luso para participar nos nacionais de pista de Veteranos da ANAV. Depois 15 dias de descanso.

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