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terça-feira, 15 de março de 2016

Campeonato Nacional de Pista Coberta Master 2016


Encarei a participação no campeonato nacional de pista coberta sem a motivação de outros anos. Após lesão e um longo período sem competir, não tinha grandes expectativas quanto ao(s) resultado(s) que ia obter.

À semelhança do ano passado, optei por não tentar a dobradinha (mais) típica - 800m/1500m - e apostar nos 3000m (com uma participação nos 400m, apenas para tentar dar uns pontinhos ao clube).

E o resultado que obtive pode ser visto como um "copo meio cheio ou meio vazio". Por um lado, fiz melhor que o ano passado (10.04,85 vs 10.07,14), com a particularidade de que este ano não corri com sapatilhas de bicos. Mas por outro lado, para quem fez na época passada 9.43,7 ao ar livre, os 10.04,85, mesmo sem ritmo competitivo, não deixam de ser um resultado fraco...

Os 400 metros acabam por ser um surpresa, atendendo às sensações sentidas durante a prova. Pela primeira vez corri 400 metros sem sentir que conseguia atingir a velocidade máxima (recorrendo à típica analogia automobilística, parecia que o carro só tinha 4 mudanças...). Quando terminei, não soube logo o resultado e saí de Pombal convencido que tinha corrido os meus 400 metros mais lentos de sempre (algo acima dos 65 segundos...). Hoje, consultando o resultado oficial (63,72) até nem me parece assim tão mau, o meu melhor é 63,04 em pista coberta e 62,43 ao ar livre.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Sub 17 @ 5K | Semana 05

seg 22/fev 
40' rotina core & stretch

ter 23/fev (E)
P. Várzea, 21h55
terra batida, asics kayano 21
» 8,33 km @ 4:52/km (0:40:32)
» 6 rectas

qua 24/fev (T)
P. Várzea, 22h20
terra batida, adidas boston boost
» warm up: 4,54 km @ 4:30/km (0:20:25)
» threshold: 3 x 2000m (pausa 2' a trote)
acumulado: 7,23 km @ 3:58/km (0:28:38)
séries: 7.26,6 / 7.42,1 / 7.29,1
» cool down: 2,33 km @ 4:56/km (0:11:29)

qui 25/fev (E)
P. Várzea, 22h25
terra batida, asics kayano 21
» 8,61 km @ 4:48/km (0:41:20)
» 6 rectas

sex 26/fev
descanso

sab 27/fev (E)
P. Várzea, 9h50
relva, asics gt 2000 3
» 8,52 km @ 4:50/km (0:41:10)
» 6 rectas

» [à noite] sessão de foam roller e de core

dom 28/fev (L)
Torres Vedras, 9h35
terra batida / estrada, adidas boston boost
» warm up: 3,87 km @ 4:56/km (0:19:06)
» competition: 12,25 km @ 3:57/km (0:48:25)
obs: corrida rota fonte da pipa. ida de última hora ao wc fez com que falhase a partida por 2 min...
» cool down; 8,03 km @ 5:30/km (0:44:12)

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km semanais: 63,71 km @ 4:38/km

domingo, 29 de novembro de 2015

15 km de Benavente

Primeira prova após a maratona de Nova Iorque. O objetivo era claro. Bater o meu recorde pessoal à data (58:40). Aspirava um tempo entre os 57:30 (ritmo 3:50/km) e os 57 minutos exactos (tendo como lógica 3 vezes 19 minutos à légua, ou seja uma passagem aos 10 km em 38 minutos equivalente ao que tinha feito na corrida do tejo).

Fiz 57:15, portanto, o objectivo foi atingido.

Alguns aspectos que merecem ser mencionados:

- Clima. Quando iniciei o aquecimento a temperatura ainda era baixa (aprox. 7.º C), mas durante a prova o frio não foi factor e a temperatura baixa (ainda que o dia estivesse soalheiro) até terá ajudado. Vento q..b., que como é óbvio parece sempre estar contra...

- Como decorreu a prova. Fico com a sensação de que perdi o comboio no 1.º km. Passo a explicar. Quando passei pela partida, após a primeira volta dentro de Benavente (2 km), já ia completamente isolado em terra de ninguém. À minha frente formara-se um grupo numeroso que seguia a uma centena de metros e que foi sempre dentro do meu campo visual, mas do qual eu nunca consegui me aproximar. Aos 4 km beneficiei da companhia de um elemento desse grupo que ficara para trás e, apesar de não estarmos sintonizados em termos de ritmo, lá fomos fazendo companhia um ao outro até aos 10 km.

- Pela primeira vez fiz uma prova "longa" munido do meu garmin e nem por uma vez olhei para o relógio, excepto quando entrei nos últimos 300 metros. Decidi correr puramente por sensações, sem ser condicionado por médias ao km. Confesso que houve momentos que pensei que estaria a correr para um tempo mais rápido, mas não posso estar decepcionado. Um mês após a maratona fazer, de acordo com a tabela da IAAF,  uma marca aos 15 km equivalente ao meu recorde da meia maratona, é encorajador de que estou no bom caminho.

***

* 24.º da classificação geral *

* 4.º classificado M40 *

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

TCS New York City Marathon 2015

Para quem, como eu, nunca tenha visitado Nova Iorque e esteja a pensar correr a maratona, aqui fica o aviso: não sendo impossível, conciliar as duas coisas é um enorme desafio!


Tudo começou com a viagem. Saímos na 4.ª feira de manhã, por volta das 11 horas. Escala em Madrid por questões orçamentais, seguida de uma longa jornada de mais de 8 horas até aterrar no aeroporto JFK. Passar controlo, bagagem, apanhar táxi...quando chegámos ao hotel, pouco mais houve a fazer que ir comer qualquer coisa perto e...cama.


Quinta e sexta, foram dias de muitos quilómetros palmilhados. Levantar dorsal, visitar a feira e iniciar a descoberta da cidade: Times Square, China Town & Little Italy, Wall Stret, Memorial do 11 de setembro, Empire State Building, Docas do East River, etc.

Sábado de manhã, viagem de ferry até a State Island com duplo intuito: simulação do trajecto e dos transportes necessários para chegar a tempo à partida no dia seguinte, aproveitando para ver a Estátua da Liberdade.

Com as pernas feitas num oito pedi licença à comitiva e baldei-me ao programa da tarde: Macy's, Central Station e Edifício da Chrysler.

No domingo, a alvorada foi dada às 4h45, uma hora antes da hora prevista para apanhar o ferry. Por sorte, a hora em NY mudava nesse dia (01 de novembro), o que significou mais uma hora na cama.

Dado que a partida era só às 9h50, a espera foi estrategicamente feita dentro da estação do ferry, retardando ao máximo a ida para rua para apanhar o autocarro que nos levou até à ponte Verrazano.


Em relação à prova em si, gostaria  de começar pelo «plano de corrida». Depois do que se passou em Roterdão (a falta de um plano B...), fui para Nova Iorque com objectivos graduados. O objectivo ambicioso era baixar as 2h57. O ritmo de marathon-pace (6:43/mi) tido como referência ao longo da preparação era para 2h55, mas teve sempre subjacente a necessidade de uma margem de 4 minutos por causa das dificuldades do percurso. O objetivo principal era baixar as 3 horas, mas desta vez, era ponto de honra, ter um objectivo tipo "serviços mínimos" e que obviamente era bater o meu recorde pessoal (3:05:01).

Em relação à estratégia para a prova, a mesma assentou em 4 pontos básicos:

1. Dado que a primeira milha era a subir e a segunda a descer (ponte Verrazano), defini que o tempo acumulado das duas milhas se devia ser de 14 minutos (média 7 min à milha).

2. A primeira meia maratona teria de ser feita da forma mais confortável possível sem qualquer pressão para um tempo de passagem específico.

3. Não forçar na subida da ponte do Queensboro e resistir à tentação de embalar na descida (milha 15-16) e posteriormente NÃO acelerar na Primeira Avenida (milha 16-18) por causa da euforia transmitida pela multidão que está a assistir.

4. Depois de passar a milha 20, pura e simplesmente "aceitar a dor" e esperar que o doping emocional (planeada um último avistamento da família por volta da milha 23-24) fizesse efeito.

E como é que executei essa estratégia?

Pois bem:

Ponto 1. Acertei na mouche, fiz 14 minutos exactos com um parcial 7:15 (a subir) e 6:45 (a descer).

2. Outro ponto que cumpri na perfeição, cheguei "fresco" à meia maratona (passagem 1:29:45). Fiz por não olhar para os parciais à milha que o Garmin me ia dando. Apenas em algumas placas olhei para o tempo total e mentalmente assegurei que o tempo acumulado que eu tinha era inferior a 7 vezes o número da milha em que estava.


3. Temi demasiado a ponte do Queensboro. A subida, apesar de longa, não foi tão difícil como eu esperava. Fiquei com a sensação que não era necessário ter sido tão conservador, poderia ter passado 1 minuto, 1 minuto e meio, mais rápido à meia maratona. Fiz a descida com cautela e resisti ao choque de adrenalina que sente com a entrada na Primeira Avenida.



Se resisti a esse primeiro impacto, já não fui tão bem sucedido quando, pouco antes da milha 18, avistei a minha mulher e o meu filho. Até aí segui no grupo do pacer das sub-3 horas, mas com excitamento, quando dei por mim tinha ganho um avanço considerável. Tal foi sol de pouca dura, pois quando entrámos na zona de Harlem (milha 20) fui passado pelo grupo do pacer e a luta mental começou.

4. A passagem na Quinta Avenida é desafiante, na prática são quase duas milhas (23-24) de subida ligeira mas contínua. Apesar de ter conseguido ultrapassar os demónios (pensamentos negativos) do Harlem/Bronx, por mais que eu dissesse às pernas para continuarem a andar, o ritmo por milha estacionou acima dos 7 minutos...

Entrei no Central Park consciente que as sub-3 horas já não eram possíveis. Ainda assim, havia que trabalhar para cumprir os "serviços mínimos". Prova superada, a nova melhor marca passou a ser de 3:03:05 (ou seja o Kimetto dá-me mais de 1 hora de avanço... :p ).


Por ser difícil por em palavras o quão especial esta experiência foi e retratar todas  as emoções vividas, optei por fazer esta crónica com um distanciamento suficiente para que ficasse apenas restringida ao registo típico de "caderninho de registo de treinos" que este blogue tem.

Mas deixo-vos a sugestão, podendo, a maratona de Nova Iorque é A prova a fazer!


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Run 2 NY | semana 08/13

dom 20/set 
(I)
Porto, 9h25
estrada, adidas boston boost
» w/u: 2,56 mi @ 8:25/mi (0:21:31)
» meia maratona sport zone: 13,25 mi @ 6:21/mi (1:24:15)
» w/d: 2,70 mi @ 8:10/mi (0:22:02)
(II)
P. Várzea, 22h20
relva, nike structure 18
» 4,03 mi @ 8:03/mi (0:32:28)

seg 21/set
descanso

ter 22/set
P. Várzea, 22h20
terra batida, nike structure 18
» 9,06 mi @ 7:27/mi (1:07:29)

qua 23/set
descanso

qui 24/set
P. Várzea, 22h20
terra batida, asics gt 2000 3
» 13,22 mi @ 7:02/mi (1:32:56)
detalhe:
2 mi (E) + 4 mi (M) + 1 mi (E) + 4 mi (M) + 1 mi (E) + 1 mi (T)
1st set of 4mi: 6:44 / 6:39 / 6:43 / 6:39
2nd set of 4mi: 6:40 / 6:37 / 6:41 / 6:37

sex 25/set
P. Várzea, 21h30
terra batida, asics gt 2000 3
» 9,30 mi @ 7:49/mi (1:12:39)

sab 26/set
(I)
P. Várzea, 11h15
relva, nike structure 18
» 5,16 mi @ 7:46/mi (0:40:01)
(II)
P. Várzea, 19h05
relva, nike structure 18
» 5,71 mi @ 7:01/mi (0:40:02)
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Milhas semanais: 64,99 mi @ 7:17/mi

Novo máximo de quilometragem semanal: 104,57 km.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Run 2 NY | semana 07/13

Ei-la! A minha primeira semana de três digitos (101 km)!

dom 13/set
Algés/Oeiras, 9h05
estrada, new balance zante
» w/u: 6,12 mi @ 7:23/mi (0:45:10)
» corrida do tejo: 6,27 mi @ 6:03/mi (0:37:57)
» w/d: 7,63 mi @ 8:03/mi (1:01:27)
total acum.:
20,02 mi @ 7:13/mi (2:24:34)

seg 14/set
descanso

ter 15/set
P. Várzea, 20h40
terra batida, asics gt 2000 3
» 10,07 mi @ 7:42/mi (1:17:33)

qua 16/set
P. Várzea, 19h55
terra batida/estrada, nike structure 18
» 12,31 mi @ 7:09/mi (1:28:05)

qui 17/set
P. Várzea, 22h35
relva, nike structure 18
» 8,25 mi @ 7:49/mi (1:04:26)

sex 18/set
P. Várzea, 21h30
estrada, adidas boston boost
» 6,69 mi @ 7:18/mi (48:46)

sab 19/set
P. Várzea, 10h00
estrada/relva, nike structure 18
» 5,69 mi @ 7:55/mi (45:04)

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Milhas semanais: 63,03 mi @ 7:26/mi

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Campeonato Nacional de Pista ao Ar Livre de Masters



Realizou-se este fim de semana, em Óbidos, a melhor e provavelmente mais participada edição dos campeonatos nacionais de pista ao ar livre no escalão de Masters organizada pela ANAV.

Em termos pessoais, o meu grande objectivo era bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros, tudo o resto era suplementar. Por isso mesmo, na primeira jornada, apenas me inscrevi na prova dos 1500 metros (noutro contexto teria corrido ainda os 400 metros e até os 4x100m se fosse preciso).

O número de participantes no meu escalão era de tal maneira significativo que os juízes optaram por despachar logo os M40 todos na primeira série.

A partida foi dada e o Armando Monteiro assumiu as despesas da corrida, seguido de imediato pelo António Travassos (é de elogiar a participação de um atleta que foi precisamente olímpico na distância). O meu colega de equipa, Carlos Freitas colou-se ao duo e eu tive que tomar a primeira decisão estratégica. Seguir ou deixar-me ficar? Decidi ficar e seguir na peugada do Pedro Salcedas e de outro atleta. Passagem aos 400 metros em 70/71 segundos e aos 800 metros em 2'24''. Se a primeira volta me pareceu rápida, a segunda volta foi perfeita, porque foi feita em contenção quase com a sensação de estar a travar.



Na recta oposta, decidi recuperar uma posição e depois na curva antes de chegar aos 1000 metros assumi o 4.º lugar e comecei a tentar me aproximar do Carlos Freitas que parecia começar a quebrar por ter tentado seguir os dois da frente. Consegui fazer uma última volta forte sem quebrar...e os "quatro-trinta" finalmente apareceram!  



Com o objectivo alcançado, a segunda jornada, no domingo, já foi encarada com menos "pressão".

A minha primeira prova do dia foi os 400 metros barreiras. Como gostei da experiência no ano passado, decidi submeter-me novamente à adrenalina de saltar (sim, porque eu não transponho...) 10 barreiras de 91 cm e tentar correr sem pensar que me vou "esbardalhar". E não é que me saí bem - 74,84, quase menos 4 segundos que no ano passado.


Mas acabei por subestimar o esforço despendido nas barreiras, principalmente porque os 800 metros realizaram-se apenas com meia hora de intervalo.

Nos primeiros 500 metros ainda me senti bem, a tentar seguir o Carlos Freitas, mas a partir daí a pista começou «a subir» e num ápice fui ultrapassado por três atletas. A recta da meta foi penosa. Demasiado contraído. Mesmo assim terminei com 2.16,34, a minha segunda melhor marca, mas aquém dos 2.12/2.13 que julgo valer.


Por fim, a estafeta 4x400 metros. Acabou por ser uma novidade, o facto de ter feito o primeiro percurso. Dei tudo o que tinha (pouco) contribuindo para o segundo lugar obtido entre três equipas participantes nos M40.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ensaio para Óbidos...será Óbidos ventoso?

A uma semana do campeonato nacional de masters, interessava-me competir, de preferência nas duas provas em que apostarei no nacional (800 & 1500 metros).

À semelhança do ano passado, inscrevi-me no campeonato regional absoluto de Santarém. Só que desta vez, Rio Maior deu lugar a Abrantes. Para além de ser bastante mais longe, as condições climatéricas (calor e veeeeeeeeeento) fizeram com que só participasse nos 1500 metros.

(exemplos que demonstram a força do vento que se fazia sentir)

Mais do mesmo. Dá-se a partida, e coloco-me no fim do grupo da frente. Ritmo forte demais para mim (400m para 69'') e já faço a segunda recta oposta à meta isolado completamente desprotegido contra o vento. Passagem aos 800m (2'24'') e aos 1000 metros (3'02''). Na última volta, passei a parede de vento e até consegui fazer uns últimos 200 metros fortes...mas não o suficiente para bater o meu recorde pessoal por 56 centésimos.


No domingo, abdiquei ir aos 800 metros pela viagem que envolvia. Acabei por remediar a coisa com um treininho na Várzea, seguido de uma tentativa bem sucedida de recorde à Volta da Várzea - 2.44,5 (antes 2.47,4).

As noites quentes do Restelo

Apesar de representar o C.F. Os Belenenses nunca tinha tido a oportunidade de correr na pista do Estádio do Restelo. Minto. Já tinha, mas foi na partida e chegada da 3.ª Corrida de Belém, por isso não conta.

O evento levado a cabo pelo Belém Runners consistia em algumas provas para mais novos e em várias séries na distância de 3000 metros, separadas por nível de objetivo (sub-18 min, sub-15 min, sub-12 min e sub-10 min).

O Afonso marcou presença na prova dos 150 metros. Cronometrei 23,6''. Continua a revelar dificuldade em saber gerir o esforço. Quis ir atrás dos mais rápidos e chegou ao fim já com o motor desligado, assim que se apercebeu que ia ser passado por uma miúda, voltou a acelerar...



O início da minha prova esteve previsto para as 10 horas da noite, mas dada a adesão que o evento teve, foi necessário criar mais duas séries do que as inicialmente previstas. Assim, às 22h30, apresentaram-se 25 atletas para a série principal. Eram várias as caras conhecidas para saber que na frente se ia correr para menos de 9 minutos. A dúvida era saber se haveria atletas para correr para 9'40'' / 9'45''.


Parti e coloquei no final do primeiro grupo, mas o ritmo era demasiado forte. Decidi ficar isolado e correr ao meu ritmo. Mesmo assim o primeiro quilómetro foi feito em 3'10''. À passagem dos 1500 metros ouvi 4'50''. Continuei e passei aos 2 km em 6'30'', mas nessa altura já pressentia a presença da Cláudia Pereira na minha peugada, tantas eram as manifestações de apoio que lhe eram dirigidas. À entrada para última volta, ela ultrapassou-me mas fez-me sinal para segui-la. Baixei a cabeça e consegui segui-la sem descolar. Quando chegámos aos últimos 200 metros, passei-a, e tentei terminar o mais rápido possível (37''~38'').


Pela terceira vez este ano corri 3000 metros em tartan, ao ar livre, e pela terceira vez bati o meu recorde pessoal. Comecei a época com 9.56,77 e progressivamente evolui para 9.47,90, 9.45,4 e 9.43,7.


sábado, 11 de julho de 2015

Nega no «exame» dos 5000 metros...e não há época de recurso


Pela segunda vez este ano, pai e filho participaram no mesmo dia em competições.

A manhã começou no Estádio 1.º de Maio com o Afonso a fazer 400 metros na pista. O objectivo era correr em menos 80 segundos. Como ele não treina, o receio é sempre que ele parta demasiado rápido. Eram só 3 atletas e, dada a partida, o miúdo que aparentava ser o mais velho, arrancou na frente e passou aos 200 metros em 26~27 segundos. O Afonso coitado seguia em último, e mesmo assim passou aos 200 metros em 35,3 segundos (tempo igual ao que tinha feito o ano passado na prova com essa distância). Na segunda parte recuperou um lugar, mas naturalmente o ritmo caiu significativamente (43,0''). No fim, objectivo alcançado: 400m em 78,3''.

Já eu, da parte da tarde, fui à pista do Lumiar participar na prova «Da estrada para a pista» na distância de 5000 metros. A minha expectativa era bater o meu recorde pessoal (17:33) e caso estivesse num dia bom por larga margem (17'05'' ou seja média 3'25'').

Mas chumbei no teste. Acompanhei o grupo da frente durante o primeiro quilómetro em 3'22'', mas claramente senti que o ritmo era demasiado forte para mim e descolei. Sozinho, acabei por encontrar o meu ritmo. Passagem aos 2 km em 6'55'' (3'33'') e aos 3 km em 10'30'' (3'35''). As últimas 5 voltas foram psicologicamente desafiantes (leia-se vontade em desistir) assim que percebi que os sub 17'30'' eram uma miragem. O que me valeu foi ter sido apanhado pelo atleta que seguia atrás de mim (João Miranda) e em conjunto termos ido apanhar o atleta que seguia à nossa frente (Alexandre Monteiro). Nada como perseguir e ser perseguido para nos fazer continuar dar às pernas.

O tempo final foi de 17:41 (a organização credita-me com 17:37, mas é erro de simpatia...).



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Challenge 3000 e corrida Pelicas



No fim de semana passado participei no Challenge 3000 e essa participação saldou-se numa nova melhor marca aos 3000 metros - 9.45,4.

Há que dizer (e agradecer) que fui praticamente levado ao colo pelo Rafael Rucha e pelo Ambrósio Pereira.


Horas antes, o meu filho participou nos seus primeiros 1000 metros em pista. Cronometrei 3.49,5 (a organização atribuiu um tempo de 3.46,9, certamente de forma errada) e será uma referência para verificar uma eventual evolução futura.

Parciais de 200m: 41,9 + 45,4'' (1'27,3'') + 48,2'' (2'15,5'') + 48,2'' (3'03,7'') + 45,8'' (3'49,5'')

quarta-feira, 17 de junho de 2015

800 metros & 1500 metros, a melhorar, pouco, mas a melhorar

Na quarta-feira (10-jun), «Dia do Atletismo da A.A.L.», foi assim:



...e no domingo (14-jun) - provas extras integradas no regional de iniciados - foi "assado":


domingo, 7 de junho de 2015

Mais uma melhor marca no "tarterra"

No sábado passado havia feito 1500 metros, com um resultado abaixo das minhas expectativas, e no domingo "inovei" no treino com uma sessão de skippings com elásticos (ver vídeo). Menosprezei o efeito a nível muscular das duas coisas, mas a verdade é que cheguei a 3.ª feira "amassado" e só fui ao Paúl para participar na última jornada do campeonato municipal de pista porque estava convencido que ia correr 800 metros.

Afinal, saiu-me em sorte, novamente, os 1500 metros. Em modo "queixinhas" lá fui aquecer e mesmo momentos antes da partida não estava com espírito para sofrer. Parti e desta não fui para a frente, colei-me a um dos moços e deixe-me ficar. Passagem à primeira volta (375 metros) - 69 segundos. Rápido. Baixei o ritmo (73'') na segunda volta e descolei dos dois da frente. Na terceira volta sou novamente ultrapassado, mas desta vez reajo, e tento manter o ritmo (72''). À entrada para a última volta, sinto que ainda tenho disponibilidade física e tento forçar o ritmo, o que acabo por conseguir. Terminei como comecei, 69 segundos. Resultado final, 4.43,9, o que no "tarterra" é um resultado muito interessante, principalmente se compararmos com o facto de no sábado, em tartan, com bicos e sem queixas musculares, apenas tinha feito 3/4 segundos melhor.

  

domingo, 31 de maio de 2015

campeonato regional master | 1500 metros

4.40,41.
Decepção.
A expectativa era: excelente - sub-4'30''; bom - entre 4'30'' e 4'34''; razoável - entre 4'35'' e 4'39''.
O forte vento que se fez sentir não explica o fraco resultado.
Tempos de passagem: 400m - 70''; 800m - 2'23''; 1000m - 3'03''.
Sempre em quebra. Últimos 500 metros fraquíssimos (1'37'')...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

3000 metros em Iten... da zona oeste

Comecei a competir na pista de terra de Paúl há mais de seis anos e só esta terça feira é que me estreei na distância dos 3000 metros.

Com base na diferença entre os resultados obtidos no tartan e no "tarterra" apontava para um resultado na casa dos 10'20'' / 10'25''.

A partida foi dada e o Luís Gomes assumiu as despesas da corrida. O ritmo pareceu-me rápido de mais, mas como não queria fazer um contra-relógio a solo decidi segui-lo na companhia do puto maravilha da Lourinhã (Miguel Ribeiro, campeão nacional iniciado de cross). Ao fim de três das oito voltas, o Miguel foi-se embora, mas o Luís não quebrava. Passagem aos 1500 metros em 5'02'' e a ideia inicial de que o Luís quebraria desapareceu. Dentes cerrados, seguiu-o até à última volta. Na recta oposta ganhou-me alguns metros e pensei que já tinha ido. Na curva, constato que a distância não aumenta e tento recolar. À entrada da recta consigo colocar-me a par e...surpresa!...mudei de velocidade!

Resultado final - 10'05'' (5'02'' + 5'03''). Resultado melhor do que eu estava à espera, conseguir fazer no "tarterra" uma marca há dois anos não fazia em tartan...


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Milha da Ponte do Rol & 800 metros da 8.ª jornada do camp municipal

Com algum atraso aqui ficam os highlights das competições "treino" efectuadas na semana passada.

No domingo (17-mai) participei na milha da Ponte do Rol. A distância estava claramente mal medida, o gps registou 2,1 km. As sensações à partida não eram as melhores, estava bastante calor e sentia-me algo letárgico. Para tentar contrariar essas sensações, adoptei uma estratégia de corrida algo "suícida". Saí a matar, fiz a primeira volta na frente, na segunda fui passado mas mantive-me colado na frente e à entrada da terceira, e última volta, voltei para a frente mas fui surpreendido pelo ataque seco do Pedro Almeida. Tentei recuperar, mas nunca fui capaz de me aproximar.



Concluída a prova, e após um trote de "regresso à calma", decidi fazer, ao jeito do Nike Oregon Project, um treino pós competição. Conclusão repeti a prova, desta vez no meio da prova dos juniores, sub-23 e seniores. Fiz 7:12, mais 17 segundos que a primeira repetição, mas acabou por ser uma sessão acumulada.

Na 3.ª feira, foi dia de ir ao campeonato municipal participar na prova dos 800 metros. Estava bastante vento e tive o azar de serem muitos atletas à partida (24) o que acabou por ter de haver duas séries. Fiquei na primeira, e fiz a prova toda na frente. Terminei com 2.23,2, cerca de um segundo e meio pior que a melhor marca que tenho na pista de Paúl, mas atendendo ao vento que estava, não deixou de ser um bom desempenho.


À semelhança da milha, também fiz um treino pós-competição que acabou por ser a cereja em cima do bolo. Quatro vezes 200 metros para aproximadamente 31,5'' (desta vez com o vento a jogar a meu favor) com 2 minutos de recuperação.

sábado, 16 de maio de 2015

3ª Corrida de Belém


Até ao fim de semana passado, correr na zona de Belém sempre foi algo que associei a corrida em percurso plano. Pois bem, a denominada Corrida de Belém, fez-me rever essa ideia preconcebida. Foram 10 km bem durinhos, com os cinco primeiros quilómetros muito acidentados. Primeiro, subir, subir, depois, descer, descer. Chegado à Av. da India, o percurso aplanou, mas dificuldades mantiveram-se. Foram mais 2 km contra o vento. Quando se tornou "fácil" (vento a favor e plano) já não havia capacidade para recuperar, e ainda faltava mais uma "subidinha" para voltar ao estádio do Restelo. Resultado, 10 km em 38 min e meio, mais 2 minutos que o meu melhor, e ainda assim não posso deixar achar que foi um bom esforço.

Fui 12.º da geral e 4.º do escalão M40. A classificação que consta no site da Xistarca está (a meu ver) errada. O atleta que está em 9.º lugar não aparece nas diversas fotos que vi da corrida. Deduzo que pertença à caminhada...



quarta-feira, 6 de maio de 2015

nove quarenta e sete

Domingo.
03 de Maio.
Primeira prova de pista após a maratona de Roterdão.
Expectativa em saber qual o ponto de partida para a época de pista e quão longe estão os objectivos definidos.
A fixação de objectivos seguiu a seguinte lógica:



Apesar de considerar esta prova a primeira da época de pista, a verdade é que, durante a preparação para a maratona de Roterdão, participei em 4 provas:

01) 17-01-2015: 1500m - 4.44,27
02) 08-01-2015: 3000m - 10.07,14
03) 15-03-2015: 1000m - 2.58,36
04) 28-03-2015: 5000m - 17.33,0

Fui para a prova com a ideia de que seria capaz de correr abaixo dos 10 minutos, mas face ao "excesso" de 6.ª feira (prova do 1.º de Maio em Torres Vedras) pensei que seria rés vés a essa marca.

Pois bem, com o pelotão bem composto (demasiado, na verdade...) de 29 atletas, parti rápido com o objectivo de evitar escaramuças. Estabilizada a minha posição, é com surpresa que oiço "setenta e quatro!" à passagem dos 400m. Pensei, não abrandes não, vais ver o estouro que vais dar...

Aos 600 metros o Alexandre Monteiro passou-me e agarrou dois atletas do Linda a Pastora. Nesse momento hesitei, vou não vou, até que decidi agarrar. Passagem aos 1000 metros, 3:10. Não há-de ser nada...Agarrado ao grupo, fui fazendo pela vida. Ao segundo quilómetro (passagem em 6:31) senti que a corrida já não me fugia. Tentei ao máximo seguir o Alexandre, o que não foi possível, mas ainda assim entrei na última volta a querer ganhar uma posição ao José Camacho do Linda Pastora. Passei-o a 300 metros para o final, mas na recta final fui passado...

O resultado final surpreendeu-me. Os 9.47,90 obtidos são deveras encorajadores, ao ponto dos objectivos, inicialmente considerados demasiado ambiciosos agora são vistos como exigentes mas alcançáveis.

Curiosidade, a esta marca aos 3000m passa a ser, de acordo com a tabela da IAAF, o meu melhor registo cronométrico em qualquer distância.

Aqui fica o top 10 por prova:

01. 517 pontos | 3000m - 9.47,90
02. 500 pontos | 1500m - 4.34,00
03. 486 pontos | 10 km - 36:30
04. 444 pontos | 1/2 maratona - 1:22:12
05. 438 pontos | 800m - 2.15,68
06. 422 pontos | 10.000m - 37.31,62
07. 416 pontos | 5000m - 17.33,0
08. 408 pontos | 1000m - 2.58,36
09. 392 pontos | 15 km - 58:40
10. 386 pontos | maratona - 3:05:01

(...) 313 pontos aos 400 metros (62,43).
De facto só não sou melhor quatrocentista que maratonista... :D


***


sábado, 2 de maio de 2015

Semana 02/13

dom 26/abr
CampoReal, 12h30
estrada, asics gt 2000 3
» 6,97 km @ 4:18/km (30:01)
» rampas: 6 x 125m (aprox)

seg 27/abr
reforço muscular (25')


ter 28/abr
P. Várzea/Expotorres, 22h50
terra batida/estrada, asics gt 2000 3
» 6,56 km @ 4:34/km (30:01)
» repetitions: 8x400m (pausa 90'')
acumulado: 4,78 km @ 4:11/km (20:00)
séries:
72,3 / 74,4 / 74,1 / 72,0 / 73,1 / 73,9 / 73,7 / 71,4
valores médios garmin:
séries: 386m @ 3:09/km (73,1'')
pausas: 242m @ 6:04/km (1'28'')
» warm down: 2,0 km @ 5:20/km (10:41)

qua 29/abr
P. Várzea, 22h20
terra batida, asics kayano 20
» 16,0 km @ 4:23/km (1:10:10)

qui 30/abr
descanso

sex 01/mai
Expotorres, 10h15
estrada, new balance zante
» warm up: 4,0 km @ 5:33/km (22:13)
» competition: 4,43/km @ 3:20/km (14:46)
» warm down: 2,0 km @ 4:58/km (9:55)

sab 02/mai
P. Várzea, 12h55
relva, asics kayano 20
» 8,47 km @ 4:43/km (40:00)

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Segunda semana de treino com boas sensações:
  • Um treino de séries de 400m como há muito não fazia (certinho de princípio ao fim, sem rebentar...).
  • Para os parâmetros de quem vai competir distâncias mais curtas (até 10 km), um treino "longo" (16 km) a um ritmo simpático
  • Uma participação na Corrida do 1.º de Maio de Torres Vedras com intuito de fazer uma sessão de threshold (4 km a 3:45/km), mas as duas primeiras voltas foram feitas com bastante facilidade no grupo da frente que acabei por continuar a tentar manter o ritmo. Acabaram por ser 4,4 km a 3:20/km com uma sequência de km interessante: 3:26 / 3:21 / 3:20 / 3:17 e os últimos 400m a 3:14.
Quilometragem semanal: 55,21 km

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Scalabis Night Race


A Scalabis Night Race é talvez, a par com a S. Silvestre de Lisboa, a minha prova de estrada preferida.Não será indiferente, ambas terem em comum o facto de se realizarem à noite, altura do dia que habitualmente treino.

No ano passado fiquei tão fascinado com todo o ambiente que envolve a corrida que, mesmo sabendo que a edição deste ano se realizava uma semana após a maratona de Roterdão, não hesitei em inscrever-me.

Para tornar a coisa ainda mais significativa, desafiei a minha mulher e o meu filho a participarem também. Acabou por ser um evento "familiar" e um dia muito bem passado.

O meu filho foi o primeiro a entrar em acção. Quando o inscrevi, fiquei convencido que iria correr 1000 metros. Apesar de ele não treinar, essa distância não me pareceu grande problema. Quando levantámos o dorsal é que percebemos que afinal ele iria correr como infantil e a distância seria o dobro. Mas o rapaz não se atemorizou, e lá "sacou" um sétimo lugar e deixou-me impressionado por ter feito 8:30 em 2 km.

A seguir foi a vez da minha mulher participar na Scalabis Mini Race. Adoptando a estratégia "run-walk-run", e na nossa companhia (minha e do nosso filho), os 5 km lá se fizeram em menos de 44 minutos.

Finalmente, às 21 horas, a prova principal. Era suposto ser uma corrida na "descontra". Mas a adrenalina sentida aquando da prova do meu filho, fez-me ter vontade de sair a "matar" e ver o que é que dava. Com um dorsal "sub-40" consegui sair lá na frente. O entusiasmo inicial rendeu um km a 3:28, depois estabilizei a 3:35/km ~ 3:40/km e só a partir dos 7 km comecei a sentir dificuldade. O ritmo dos últimos 3 kms decaiu ligeiramente (~3:45/km) mas mesmo assim acabei com 36:40, a 10 segundos do meu recorde.

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