sábado, 14 de agosto de 2010

Mark Kiptoo

Mark Kiptoo. Mais um exemplo que nunca é tarde para começar.

O Quénia tem nos habituado a fazer despontar atletas com 19/20 anos, que num curto espaço de tempo conseguem atingir resultados estratoesféricos. É o caso do Eliud Kipchoge que aos 19 anos se tornou campeão mundial de 5000m, nos campeonatos de Paris em 2003.

O que já não é habitual, é ver um atleta que se inicia no atletismo aos 29 anos, e na semana passada, com 34 anos, ganhou os 5000m no DN Galan, o famoso meeting em Estocolmo, com um recorde pessoal de 12:53!!!

A continuar assim, estamos certamente na presença do próximo recordista mundial de 5000m de...masters M35 :-)

Quem quiser ver a prova, pode faze-lo aqui (também lá está um dos meus novos heróis o Chris "Armário" Solinsky)

Aqui fica uma entrevista dele. O estilo zen é um must.

Track and Field Videos on Flotrack

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ranking Nacional 5000m (Masc) | Dissecado

Faz hoje 12 anos que o António Pinto estabeleceu o recorde nacional de 5000 metros.

De lá para cá, apenas por mais 5 vezes um português baixou os 13h30:

1999 - António Pinto 13:05.82
2000 - Domingos Castro 13:29.58 (com quase 37 anos)
2000 - Helder Ornelas 13:18.56
2001 - Helder Ornelas 13:23.15
2004 - Rui Silva 13:19.20

***

Recorde nacional:
13:02.86 - António Pinto (Zurique 12.08.1998)

Atletas Top Ten:
01) 13:02.86 - António Pinto (1998)
02) 13:07.70 - António Leitão (1982)
03) 13:08.54 - Fernando Mamede (1983)
04) 13:13.59 - Dionísio Castro (1990)
05) 13:14.41 - Domingos Castro (1989)
06) 13:15.62 - José Regalo (1988)
07) 13:16.38 - Carlos Lopes (1984)
08) 13:18.56 - Helder Ornelas (2000)
09) 13:18.59 - Paulo Guerra (1995)
10) 13:19.10 - João Campos (1984)

Marcas Top Ten:
01) 13:02.86 - António Pinto (1998)
02) 13:05.82 - António Pinto (1999)
03) 13:07.70 - António Leitão (1982)
04) 13:08.54 - Fernando Mamede (1983)
05) 13:09.20 - António Leitão (1984)
06) 13:09.92 - Fernando Mamede (1983)
07) 13:12.83 - Fernando Mamede (1984)
08) 13:13.17 - António Leitão (1984)
09) 13:13.59 - Dionísio Castro (1990)
10) 13:14.13 - António Leitão (1983)

Maior n.º de marcas inferiores a 13:30
01) Domingos Castro - 35
02) António Leitão - 24
03) Dionísio Castro - 22
03) Fernando Mamede - 22
05) José Regalo - 12
06) Carlos Lopes - 8
07) António Pinto - 6
07) Fernando Couto - 6
09) João Campos - 4
09) Paulo Guerra - 4

Pódio (média 3 melhores marcas):
01) António Leitão (13:09.69)
02) António Pinto (13:09.93)
03) Fernando Mamede (13:10.43)

Pódio (média 5 melhores marcas):
01) António Leitão (13:11.68)
02) Fernando Mamede (13:12.01)
03) António Pinto (13:15.64)

Pódio (média 10 melhores marcas):
01) António Leitão (13:14.71)
02) Fernando Mamede (13:14.98)
03) Domingos Castro (13:17.63)

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Nota final, em 1976 o Aniceto Simões correu os 5000 metros para 13:21.93. É obra!

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domingo, 8 de agosto de 2010

Fiz o meu primeiro Trail...

...e diga-se de passagem não fiquei fã...


Passo a explicar, ao jeito do Paulo Bento. Correr, ATLETISMO. Fazer subidas a andar, e num dos casos ter a necessidade de recorrer a por as mãos no chão, MONTANHISMO. Mais, percursos mal sinalizados que me obrigam a correr mais 2km, ORIENTAÇÂO.

O objectivo era fazer um treino longo com companhia, no meio do pelotão. Com os efeitos da constipação ainda a fazerem-se sentir, não tinha intenções de forçar o ritmo. É certo que abusei no 1º km (4:31) mas logo refreei o passo, e fiz a primeira subida a pé, a conselho de gente mais ajuizada e experiente.

Os quilometros que se seguiram - do 3º ao 11º - foram o que de melhor guardo da prova. Apesar de em termos trajecto, ter zonas complicadas com areia solta, vegetação aguçada e uma surreal travessia da linha de comboio..., gostei de correr junto à Lagoa de Óbidos em pleno pôr do sol e ver carpas (?) a saltar na lagoa indiferentes a quem corria.

Chegado ao ponto de separação entre o percurso curto e o longo é que começou o martírio. Para começar, tive o azar de ficar isolado. Todos os atletas que tinha em mira eram da prova principal (trajecto longo). Embrenhado no meio da mata, entre o km 12 e 13 defrontei-me com duas subidas (e respectivas descidas...) que apenas serviram para dar cabo de uma pessoa. Numa delas, vi-me tão aflito que peguei num pau para me apoiar, e mesmo assim tive de recorrer a por as mãos no chão para conseguir progredir.

Como se não bastasse ter perdido completamente o ritmo com a história das subidas, de seguida fui confrontado com uma bifurcação no percurso, em que ambos sentidos tinham indicações. Optei por aquele que tinha a fita branca e vermelha, pois tinha sido, até aí, a referência seguida. Andei uns bons 700 metros até que encontrei um atleta já desorientado, junto a uum cruzamento,a dizer que já tinha ido para todos os lados e não encontrava nenhuma marcação. Demos meia volta e juntaram-se a nós mais dois atletas que também tinham feito a nossa opção. Resultado, se aos 5 km e aos 10 km o GPS indicava uma distância aproximada (diferença de cerca 200m), na tabuleta dos 15 km o meu garmin marcava 16,7 km, ou seja, a brincadeira tinha custado 1,5 km e cerca de 7 minutos.

Mas não ficaram por aqui os motivos do meu desagrado com a prova. No segundo abastecimento, havia água...garrafões...mas não havia copos!!! Enfim, com as mãozinhas que andaram no chão bebi uns goles e segui caminho. Desta vez, já integrado num grupo grande de atletas, voltei a enganar-me no trajecto, resultado aos 20 km o gps marcava 22,2 km.

A parte final era novamente muito acidentada. Sentia que muscularmente já estava nos meus limites, e com receio de me aleijar, optei por fazer a pé uma parte de uma longa subida. Retomada a corrida, decidi também que, assim que chegasse aos 24 km (a distância prevista para o treino), parava e fazia o resto a andar. Coincidência ou não, o que faltava, era a subida ao Castelo, o que dificilmente teria conseguido fazer a correr mesmo que quisesse tal era o empeno!

Em suma, 2h19 depois, cheguei ao fim. Para trás ficou o meu maior treino em termos de tempo (anteriormente, à uns bons 17 ou 18 anos, fizera um treino de 1h5o, isto porque fizera gazeta na sessão da manhã, e à tarde juntei os dois treinos...mas nessa altura, isso terá representado mais de 25 km...).

Óbidos que me perdoe mas para o ano não contem comigo. A culpa não é da prova. Quem aprecia este género de provas certamente terá uma opinião diferente, mas para mim, trail "It's not my cup of tea".

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sábado, 7 de agosto de 2010

Época 10/11 | 1º Ciclo | Semana 3/12

[comentário NS a 4/Ago]
"O planeamento original desta semana de treino previa um treino longo de 24 km.

Para evitar fazer esse treino em solitário decidi rever a semana de treino e fazer esse treino no Sábado participando na prova «II Trail Nocturno da Lagoa de Óbidos - percurso curto (22,3 km)». Essa alteração implicava concentrar as restantes sessões entre 3ª feira e 5ª, porém 2ª feira fui atacado por sintomas típicos de constipação (malditos ar condicionados...) e optei por deixar cair o treino das rampas de 3ª feira. Hoje (4ª) fui treinar e cumpri os 10 km previstos contudos as sensações não foram as melhores, corpo dorido e alguma dificuldade respiratória. Amanhã vou deixar cair o treino de séries (4x1500m) e vamos ver como me aguento no Sábado com a empreitada dos 24 km, já para não falar nas eventuais surpresas que vou encontrar no percurso..."


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Realizado:

Sab (07/Ago) 19h50
Óbidos
Nike Vomero 4

24,0 km | 2:09:44 | 5:24/km
...e mais 755 metros a andar em 10:03!!!
(4:31 / 6:40 / 4:56 / 4:46 / 4:43 / 4:39 / 4:48 / 4:46 / 4:53 / 4:57 / 4:48 / 5:59 / 7:02 / 5:19 / 6:00 / 4:56 / 5:19 / 5:34 / 5:43 / 6:04 / 6:48 / 5:20 / 5:30 / 5:43)

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Qua (04/Ago) 22h20 (18,5º)
Parque da Várzea
Asics Stratus 2

10,0 km | 47:21 | 4:44/km
(4:51 / 4:35 / 4:42 / 4:32 / 4:28 / 4:28 / 5:04 / 5:00 / 4:55 / 4:48)

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Planeado:

Sab (07/Ago)
24 km + alongamentos

Qui (05/Ago)
3 km (aquec) + 4x1500m (pausa 2'30" a trote)

Qua (04/Ago)
10 km + técnica de corrida

Ter (03/Ago)
4 km (aquec) + 8x400m rampas (p: 400m a trote) + 2 km (recup)

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domingo, 1 de agosto de 2010

Recordes Voltas Grandes Várzea

Última actualização: 01 de Agosto de 2010

Fazer 1h35 à meia maratona a treinar (bem, treinar, treinar, não foi bem, a partir dos 15 km com o entusiasmo as sensações já foram de ritmo de competição...) dá nisto, uma catravada de recordes.



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