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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Maratona de Roterdão...e a falta de um plano B...

Foram cerca de 6 meses a treinar com um objectivo em mente - baixar as 3 horas. O resultado desejado não foi atingido, fica o consolo de que o "trabalho" foi feito.

Até à última semana antes da prova, pese embora um ou outro percalço, consegui cumprir significativamente o plano de treinos que tinha idealizado. Independentemente de ter sido azar ou responsabilidade minha, a verdade é que um evento (paragem de digestão) ocorrido a 6 dias da prova terá provavelmente condicionado significativamente o desempenho no dia da prova.

Mas vamos à crónica:

A semana antes
Tudo corria perfeito. Treino no domingo, easy, 12 km com 4:34 ao km de média, a acabar a ritmo da maratona. Segunda, idem, 8 km a 4:30 ao km, sempre progressivo. Sensações boas, facilidade a correr e acima de tudo a sentir o corpo "fresco". Até que janto e passado uma hora começo a sentir-me mal. Daí até 5.ª feira à tarde foi um suplício. Febre, mau estar e dor de corpo. Nesses dias imaginei sempre se a prova fosse no dia a seguir se conseguiria correr. A resposta foi sempre negativa. Na quinta feira à noite, quando já me sentia ligeiramente melhor, tive de ir ver como é que o corpo reagia a correr. Foram 6 km, que começaram a 4:55 e terminaram a 4:12, o que de certa forma foi motivador, por outro lado o nível de esforço patenteado indiciava que o corpo tinha ficado debilitado. Sexta foi mais um dia de "descanso" e apesar de não ter a situação gástrica solucionada, pelo menos o mau estar já não estava presente.

O dia antes
Seja pela excitação da proximidade da prova, do frenesim que todas as questões logísticas que envolvem estas provas (levantamento do dorsal, ida para o hotel, refeições, descanso, preparação da roupa, etc) a verdade é que o dia passou-se e eu senti-me bem e pus completamente para trás os problemas da semana.

A falta do plano B
Com alguns dias de distância, analisando objectivamente tudo o que se passou, terá sido aqui que residiu o problema. Ao pensar que tudo se tinha composto, apenas levei para a prova UM plano. Correr desde do tiro de partida para baixar as 3 horas. Manda a prudência definir níveis de objectivos, no meu caso, atendendo ao que se tinha passado na semana anterior, era uma questão de mero bom senso.

A prova
Aqui entramos na área dos "ses"...se tivesse sido mais conservador na abordagem da prova, com uns primeiros kms mais lentos...mas não foi assim, a verdade é que o tiro de partida foi dado e eu senti-me bem e corri "on feel". Passei aos 10 km em 41:26, e pouco antes de chegar aos 45 minutos senti pela primeira vez incómodo no estômago, e essa sensação permaneceu comigo até por volta dos 18 km. Apesar de estar a "passar mal" fiz tudo por manter-me a correr no ritmo de referência [4:12 / 4:15]. Depois dos 18 km, desapareceram as sensações de incómodo, e assim fui até cerca dos 24 km. A passagem à meia maratona em 1:28:31, não sendo a idealizada (1h27), acabou por ser um tónico positivo, as sub 3 horas não estavam comprometidas.

A segunda vez que passei mal, durou menos tempo (entre os 24 e os 26 km) mas a oscilação entre pensamentos positivos e negativos já me tinha sentenciado a prova, começara cedo de mais a correr "em esforço mental". Aquilo que é suposto ser uma prova de superação mental a partir dos 30 km começara cedo de mais. À terceira vez, por volta dos 33 km, foi de vez. Aos 34 km parei...daí em diante liguei o modo de «auto-preservação», apenas queria chegar à meta o menos "avariado" possível em termos físicos, já que mentalmente...

Na altura em que parei, ainda era muito plausível que fosse capaz de correr bem abaixo do meu recorde (3h05), mas esse desempenho não fazia parte de nenhum plano, menos 3 horas ou nada...

Roterdão, e as altas expectativas criadas por Berlim
A maratona de Roterdão foi a minha quinta maratona, sendo a terceira que fiz no estrangeiro. Se a primeira fora de portas (Málaga) foi uma maratona "pequena", a seguinte em Berlim, tratando-se de uma World Major, elevou de tal maneira a fasquia, que fez com que Roterdão me desiludisse em todos os aspectos quando comparada com Berlim.  Até mesmo na questão do percurso plano, as passagens na ponte e nos viadutos fazem com que me pareça que Berlim é bem mais equilibrada que Roterdão, já para não falar da questão climatérica, em que o vento foi algo que se teve que ter em conta na gestão da corrida. Admito que provavelmente teria outra opinião se tivesse Roterdão antes de ter feito Berlim.

O lado bom da experiência
Estive estes dias em Roterdão, e posteriormente em Amesterdão, na companhia de outro perseguidor das sub 3 horas. Felizmente o Bruno conseguiu o seu objectivo. Foi bom ver alguém que se entregou com igual ou maior dedicação ser recompensado pelo trabalho de meses.

Fecha-se este capítulo. Venha a pista. Lá para o Verão haverá novidades acerca de uma nova maratona.

Em jeito de teaser, apenas dizer que ao contrário do Leonard Cohen, first I taked Berlin then I will take...

***



sábado, 4 de abril de 2015

Run 4 Rotterdam | vdot 56 | Semana n.º 14/15

dom 29/mar [ L ]
P. Várzea, 19h40
terra batida, asics gt 2000 3
» 18,14 km @ 4:39/km (1:24:27)

seg 30/mar
descanso

ter 31/mar [ E & R ]
Paúl, 20h25
terra batida/estrada, nike structure 17
» 9,28 km @ 4:39/km (43:13)
» competition: 800m - 2.28,3 (por confirmar)
» cool down: 4,0 km @ 5:17/km (21:08)

qua 01/abr [ T & M ]
P. Várzea, 22h20
terra batida, asics gt 2000 3
» warm up: 5,03 km @ 4:38/km (23:20)
» 4 x [1 km (T) + 1 km (M)]
acumulado: 8,0 km @ 3:58/km (31:45)
 detalhes: 3.43,7 (T) / 4.12,5 (M) / 3.46,7 (T) / 4.12,2 (M) / 3.45,5 (T) / 4.12,0 (M) / 3.44,6 (T) / 4.08,1 (M)
» cool down: 2,12 km @ 4:55/km (10:24)

qui 02/abr [ E ]
P. Várzea, 20h35
terra batida, asics kayano 20
» 14,0 km @ 4:42/km (1:05:43)

sex 03/abr
descanso

sab 04/abr [ E ]
P. Várzea, 12h00
terra batida, nike structure 17
» 14,01 km @ 4:43/km (1:06:00)

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observações:

Quilometragem semanal: 75,38 km

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Campeonato Regional - 5000 metros


O objectivo para esta prova era simples, correr o mais rápido possível. Como referências tinha:

  • fazer melhor do que a última prova. Fora em Setembro, em Lagos, também já em período de taper para Berlim. Na altura fiz uns fracos 18.14,67, mas com a atenuante que tivera lesionado no tendão de aquiles e a corrida foi feita a medo;
  • Baixar os 18 minutos, e se possível aproximar-me do recorde estabelecido o ano passado (17.33,9) na prova 'Da Estrada para a Pista' organizada pela Xistarca.
Mas, quarta prova de pista do ano, quarto contra-relógio. Nos primeiros 200 metros ainda tentei seguir na cauda do grupo, mas uma passagem a 37'' pôs-me em sentido, assim, sem companhia para correr no intervalo pretendido (17'30'' ~ 17'59), acabei por fazer a corrida sozinho. A um primeiro quilómetro demasiado rápido (3:21), fruto dos primeiros 200/300 metros, seguiram-se 4 quilómetros mais equilibrados (3:32 / 3:36 / 3:35 / 3:29), com uma última volta, que não sendo nada de especial, para mim deixa-me satisfeito porque representou uma mudança de velocidade ainda assim assinalável (79'' vs 86'', a média a que estava a rodar para 3:35).

O tempo atribuído (17.33,0) resultou de uma cronometragem manual. Muito marginal, mas ainda assim um novo recorde pessoal...

  

sexta-feira, 27 de março de 2015

Meia Maratona de Lisboa 2015

Domingo passado participei pela quinta vez na meia maratona de Lisboa. Foi há precisamente 6 anos atrás que voltei a correr com um dorsal ao peito. Nessa edição de 2009 cheguei ao fim com um tempo de 1 hora e 47 minutos exactos.

A participação na edição deste ano inseriu-se na preparação para a maratona de Roterdão. Como ainda faltavam 3 semanas, assumi a hipótese de participar com o objectivo de tentar bater o meu recorde pessoal ou, caso os primeiros quilómetros fossem muito afectados pela partida no meio do pelotão, fazer da prova uma sessão de "marathon pace".

Corri sérios riscos de não conseguir chegar a horas à partida. Como me recuso ir dormir para a praça da portagens, só saí de casa por volta das 8 horas. Fui deixar o carro a Belém e apanhei um autocarro para estação de Campolide. Sucede que às 9h30 quando o comboio chegou, vinha tão cheio, que ninguém entrou...Só no comboio seguinte consegui entrar e lá fui até ao Pragal completamente "enlatado". Mais 15 minutos para conseguir sair da estação do comboio. Contas feitas quando cheguei ao local de entrada para a zona da partida já passava das 10h15. Limitei-me a trotar 2 a 3 minutos e fui-me posicionar o mais à esquerda possível. Enquanto esperei fui fazendo uns agachamentos e uns exercícios de gémeos.

Partida dada, tomei a decisão de correr por cima da grelha da ponte. Apesar dos pés se queixarem, acabou por se revelar uma decisão acertada porque evitei muito do congestionamento inicial. Passei na placa do primeiro quilómetro com 4 minutos certos e pensei: "não mexe mais, é para competir, e agora é deixar ir neste ritmo".

Dito e feito. Daí em diante foi sempre a correr a "três cinquentas" (tirando o 3.º e 4.º km por causa da descida da Alcântara).

Tempos parciais à légua:
05 km - 0:19:30 (0:19:30)
10 km - 0:39:21 (0:19:51)
15 km - 0:58:51 (0:19:30)
20 km - 1:17:51 (0:19:00)

Resultado final: novo recorde pessoal, 1:22:12.


(a sair da ponte)
(após o retorno em direcção à meta)


(vídeo da chegada)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Mais uma barreira derrubada...menos de 3 min aos 1000 metros

Domingo passado, fui à Amadora correr pela primeira vez na pista do Complexo Desportivo Municipal Monte da Galega. Apesar da semana anterior ter sido a mais exigente em termos de volume (92 km) decidi que queria ir ver o que estava a valer aos 1000 metros e, principalmente, atestar de que era capaz de baixar os 3 minutos, tal como os 2:15 aos 800 metros e os 4:34 aos 1500 metros do ano passado indiciavam.

A corrida foi pouco participada, éramos só 4 atletas. Assim que foi dada a partida, mesmo passando aos 200 metros em aproximadamente 34 segundos, fui relegado para último. Recuperei uma posição na volta seguinte, não por ter acelerado, mas simplesmente porque abrandei menos que o atleta que viria ficar em quarto. Passagem aos 800 metros em cerca de 2:21, e uns últimos 200 metros a custo, já com muita contracção muscular.

O objectivo mínimo foi alcançado. A barreira dos 3 minutos foi quebrada.


sexta-feira, 13 de março de 2015

Campeonato Nacional de Corta Mato Curto (Guarda, 07 março 2015)



Apesar de ter voltado a correr à quase sete anos, só este fim de semana regressei aos campeonatos nacionais de corta mato. Cross curto significava 4 km, mas mesmo assim foram provavelmente 1000 metros a mais, atendendo ao estouro que dei...

Para a história fica um 45.º lugar da geral da corrida de veteranos masculinos e femininos e 15.º no escalão M45.

O tempo final (14:14), tendo em consideração que inclui aproximadamente 1 minuto a trote, até que não foi nada mau (3:33/km).




sábado, 28 de fevereiro de 2015

38.º Cross Internacional das Amendoeiras em Flor

Participação com fim último de fazer isto!


Bucket list:
  • Cross Internacional de Amendoeiras em Flor

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Campeonato Nacional de Masters em Pista Coberta | 3000 metros


No fim de semana passado participei pela sexta vez nos campeonatos nacionais de veteranos em pista coberta. Anteriormente, fiz sempre uma "dobradinha", 400m + 800m ou, maioritariamente, 800m  + 1500m, tendo inclusive uma das vezes feito uma tripla, 400m + 800m + 1500m. Desta vez como a jornada dupla foi em semanas separadas em vez de ser num único fim de semana, e não tendo eu participado na primeira jornada, optei por participar na prova mais longa da 2.ª jornada, os 3000 metros.

Dado que a última prova que tinha feito em pista (1500m em 4.44, 3 semanas antes) não tinha sido grande coisa, não tinha grandes expectativas quanto ao resultado final. Admiti como provável um tempo a rondar os 10:15. Acabou por ser ligeiramente melhor, particularmente atendendo às condições em que foi obtido, totalmente em contra-relógio desde a primeira volta. Dado que se verificava um atraso significativo relativamente à hora de partida, e como já estava à espera da minha série há mais de 20 minutos, aproveitei a oportunidade que os juízes deram a alguns atletas M40 de participarem numa série com os atletas M45 em vez de participar na série destinada (M35 + M40).

Assim que foi dada a partida, a corrida para mim ficou imediatamente traçada. À minha frente seis atletas a correrem a um ritmo demasiado forte para mim nesta altura e os restantes também sem capacidade de me seguir. Levava comigo relógio, mas praticamente só olhei para ele na primeira volta (38'') para perceber a que ritmo é que estava a correr. A partir daí foi correr on feel.

Terminei com 10.07,14, que fica a 10 segundos do meu melhor, obtido o ano passado ao ar livre, mas não deixa de ser um novo máximo em pista coberta (anteriormente 10:12 em San Sebastian).

  

domingo, 18 de janeiro de 2015

A pista em 2015 começa fraquinha, fraquinha...

Fui ontem à pista Moniz Pereira participar na prova dos 1500 metros da primeira jornada do campeonato regional de inverno da Associação de Atletismo de Lisboa.

 Há seis meses que não participava em provas de pista ou que calçava ténis de bicos. Apesar de não fazer treinos específicos para este tipo de prova, como no último semestre melhorei os meus recordes nas distâncias longas (10 km, meia maratona e maratona) julguei que essa evolução fosse suficiente para que o resultado obtido aos 1500 metros fosse melhor do que aquilo que veio a ocorrer.

Uns penosos 4.44,27, e nem o facto de terem sido feitos em contra relógio (éramos apenas 5 atletas e assim que deram a partida os outros 4 foram à sua vidinha...) atenuam a "pobreza" do resultado.



Não se pode ter tudo, ou bem que se treina para a maratona, ou se treina para a pista.

E bem vistas as coisas, o ano passado a primeira prova de pista também foi uns 1500 metros e o resultado ainda deixou mais a desejar (4.46,83).

Concluo, portanto, que no caminho até à maratona de Roterdão não devo esperar grandes resultados na pista...mas lá estarei na 2.ª jornada do campeonato nacional de pista coberta de masters para participar nos 3000 metros.

 ***
O resultado de ontem nem direito tem de figurar no meu top 10:


...mas é para já o melhor resultado de 2015:


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Campeonato Nacional de Estrada - Maia 2015


A minha participação no campeonato nacional de estrada saldou-se pelo seguinte resultado: 272.º lugar da geral absoluta em 603 classificados com um tempo final de 36:26 para os...9.900 metros do percurso segundo informação confirmada de alguém ligado ou próximo da organização.

À minha frente ficaram 21 atletas femininas (1 sub-23, 18 seniores e 2 F35) e 250 atletas masculinos (22 juniores, 20 sub-23, 83 seniores, 36 M35, 34 M40, 33 M45, 15 M50 e ainda 7 M55). Atrás de mim ficaram 331 atletas (para não ser fastidioso, dizer apenas que foram 71 senhoras e 260 cavalheiros).

O que dizem estes resultados? Que se tratou de uma prova com um grande nível competitivo e que, apesar de ter havido aspectos que poderiam ter corrido melhor (a partida...), as entidades envolvidas na organização (FPA, ANAV, Maia Atlético Clube, ...) merecem os parabéns!

***

Os meus companheiros de viagem:


Os resultados dos M40:



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

São Silvestre de Lisboa 2014



Se na semana passada tinha ficado com a ideia de que estava a valer aos 10 km uma marca no minuto 36, este sábado confirmei essa performance.

O relato da prova faz-se numa penada. Partida do bloco sub-40, algum congestionamento nos primeiros metros até entrar na Rua do Ouro, a forçar na Rua do Arsenal para me chegar mais à frente possível e a partir daí deixei-me ir num grupo. Mais uma vez resisti à tentação de olhar para o garmin - racer mode ligado - de tal maneira que só tive a primeira referência tempo/distância quando passei no controlo dos 5 km (17:56). Esse tempo de passagem deu-me confiança e decidi arriscar, saí da posição de resguarda do grupo e comecei a correr ao meu ritmo sozinho. Até chegar aos Restauradores fui a pensar como abordar a subida. Equacionei duas hipóteses: subir de forma conservadora para depois dar tudo na descida ou forçar na subida e depois descer como estivesse. Optei pela segunda...mas mesmo assim o último km foi feito em 3:12 (uma novidade da organização bem engraçada, classificação específica para esse segmento da prova) que correspondeu ao 105.º melhor tempo, o que não difere muito da classificação final, 98.º lugar da geral.



Ao longo de 2014 tinha batido todos os meus recordes pessoais, quer em estrada quer em pista, à excepção dos 10 km. Não podia ter terminado o ano da melhor forma, com essa «prenda no sapatinho»!

***

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

GP do Natal SCUT


Com vários dias de atraso aqui fica o relato breve da prova do fim de semana passado.

Esta prova tinha tudo para correr mal. A começar pelo facto de me ter enganado na hora. Fiei-me no reminder do facebook que indicava as 10 horas, e como tal comecei a aquecer para prova meia hora antes do que era necessário...enquanto aqueci fui tendo alguns ataques de tosse que me fizeram duvidar da minha capacidade respiratória...sem a certeza de como é que o corpo iria reagir ao esforço de competição após 2 semanas sem treino consistente, coloquei a hipótese de fazer da prova um treino mais rápido, mas chegado à partida, decidi que ia "apertar" comigo para ver até onde é que dava.

Feito o primeiro km, encaixei num grupo que tinha muitas caras conhecidas -  Nélson Santos (CBTV), Vitor Santos (Fonte Grada), Pedro Almeida (Ponterrolense), Luís Cipriano (Ponterrolense), Ruben Ferreira (Lourinhã), Rodrigo Inglês (Penafirme) - e como a maioria era do meu escalão, pensei: é seguir com eles até dar! Ou seja, por uma vez o "competidor" sobrepôs-se ao "contrarelogista" :)

Ao fim dos primeiros 3 km, já estava com os "bofes de fora", o ritmo estava a ser marcado pelo Nélson Santos e pelo Vítor Santos o que levou a que grupo de desagregasse. Daí em diante, ajustei o meu ritmo e segui a prova toda na peugada do Pedro Almeida. Ora me aproximava, ora via-o a afastar-se e assim foi a prova toda. Aos 8 km fui apanhado pelo João Franco (aos 61 anos, é uma máquina!) e por outro atleta. Obriguei-me a segui-los e quando cheguei à placa do último km, tentei forçar para fazer um último km mais rápido do que ritmo a que seguia. Apesar de o ter feito, qual não foi o meu espanto ao ver o João Franco a passar por mim novamente a 200/300 metros da meta, como se não fosse nada com ele...confesso, impressionou-me!...não por me ganhar (o tempo que ainda faz à meia maratona demonstra-o) mas pela forma como o fez!

O resultado final, caso a prova tivesse os 10 km anunciados, teria sido um resultado impensável para mim nesta fase: 35:35!...ainda assim percorrer os 9,76 km (de acordo com o meu garmin) a 3:39/km deixa-me bastante satisfeito. A ver como sai a S. Silvestre de Lisboa.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Meia Maratona dos Descobrimentos




Dificilmente o ano 2014 poderia ser melhor. Bati os meus recordes pessoais em pista em todas as distâncias que competi: 400m (62,43); 800m (2.15,68); 1500m (4.34,00); 3000m (9.56,77); 5000m (17.33,9); e 10.000m (37.31,62). Apesar de não ter baixado das três horas à maratona, melhorei o meu recorde em dez minutos (3:05:01), com o extra de ter corrido a minha primeira World Major Marathon.

Após um mês (outubro) de auto-imposta "seca" competitiva, olhei para o calendário de competições à procura de provas que pudessem funcionar como objectivos secundários a atingir ainda até final do ano. Duas provas destacaram-se: a meia maratona dos Descobrimentos e a S. Silvestre de Lisboa.

Em 2014 havia participado em duas meias maratonas. Em março, na meia maratona de Lisboa (1:29:19), claramente sem quilómetros nas pernas para fazer a prova, e em maio, na meia maratona de Setúbal (1:28:04), em que o percurso não favoreceu em nada o resultado...

O objectivo era fazer uma marca na casa da 1h24, tempo que correspondia na tabela de pontuação da IAAF à marca que tenho aos 15 km (58:40) e à maratona.

As últimas semanas de treino não têm sido ideais. Tenho tido alguns contratempos que me fizeram perder alguns treinos, mas sentia que o nível de forma da altura da maratona de Berlim não tinha desaparecido.

No domingo, em Belém, as condições climatéricas, em termos de temperatura, eram excelentes (aproximadamente 12.º), mas havia vento contra no sentido para Praça do Comércio.

A partida não foi a ideal. Apesar de haver uma zona delimitada para atletas com tempos inferiores a 1h30, quando fiz a inscrição em momento algum me foi perguntado qual a marca que tinha...pelo que sai cá mais de trás. Ultrapassado o zigue zaguear inicial e a única parte do percurso que não era plano, chegado a Algés consegui estabilizar o meu ritmo. Até ao ponto de viragem, em Santa Apolónia, tentei correr de forma controlada, tentando não me desviar do meu objectivo de correr aproximadamente a 4 min ao km. Por mais de uma vez deixei ir atletas que corriam junto a mim sempre que os sentia a forçar o ritmo contra o vento. Só a partir dos 13 km, já no sentido para Belém, com o vento pelas costas, é que comecei a tentar ganhar alguns segundos à média dos 4 min por km. De acordo com os tempos facultados pela organização só um atleta [ Rui Chaves, que se meteu comigo durante a prova: «que faz aqui um oitocentista?» :-) ] me passou até final.

De acordo com as placas que estavam no percurso e com base na minha cronometragem os meus tempos de passagem foram os seguintes:

10 km - 0:39:52
15 km - 0:59:52
20 km - 1:19:21 (novo recorde pessoal)

Terminei com 1:23:45 (tempo oficial - 1:23:57, o chip pelos vistos apenas serviu para controlo de passagem...).

Factos a salientar:
  • Primeira meia maratona corrida a um ritmo médio inferior a 4 min ao km;
  • Tempos de passagem aos 10 km e 15 km que já foram "barreiras psicológicas" nessas distâncias;
  • aspecto menos positivo, pela primeira vez acabei uma prova e "fui ao gregório" (parecia os tipos das beer miles). Não sei se está relacionado com os problemas gástricos que me tenho queixado (refluxo?) ou se simplesmente bebi água a mais no último abastecimento.
  • Curiosidades númericas: fiquei em 100.º lugar da geral e o tempo que cronometrei foi uma sequência perfeita de 1-2-3-4-5 (1h23'45'')
***

detalhe (strava) aqui

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Corta Mato de Abertura A.A.L



Primeira prova da época 2014/2015. Primeira prova após a maratona de Berlim. Prova que foi utilizada como substituto de uma sessão de repetition prevista no plano (10x200m).

A merecer destaque o nível de participação (88 atletas na prova em que participei, 24 juvenis e 64 veteranos) e porque não dizer o "nível" da participação (o primeiro, um juvenil, deu-me 1:14 em pouco mais de 3 km, e o vencedor veterano, o Alex Scutaru, deu-me quase um minuto).


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

BMW Berlin Marathon | One is done, five to go


Eu e as maratonas. Tudo começou em 2011. Uma pubalgia fez com que eu antecipasse a minha primeira maratona. Logo nessa altura, assumi o compromisso de querer correr uma maratona por ano, e, de preferência, sempre em locais diferentes. Só mais tarde fiz uma adenda  a esse compromisso, e que se tornou num «projeto de vida», a intenção de correr as seis World Majors Marathons! Haja saúde e dinheiro...

Berlim foi a primeira etapa. Tudo começou com a pré-inscrição. Primeiro, a desilusão de não ter sido sorteado. Depois, a excitação de ter sido aceite na segunda escolha. O objetivo ficou estabelecido. Baixar as 3 horas. Ambicioso mas exequível. Foram seis meses de preparação. Nos primeiros três meses, a palavra de ordem foi melhorar em todas as distâncias mais curtas. Prova superada. Estabeleci recordes pessoais em todas as distâncias que corri em pista: 400m (62,43); 800m (2.15,68); 1500m (4.34,00); 3000m (9.56,77); 5000m (17.33,9); e 10.000m (37.31,62). Nos outros três meses, o treino incidiu especificamente na preparação para a maratona. A menos de três semanas da prova, o azar bateu à porta. Lesão no tendão de aquiles. Houve dias em que dei tudo como perdido. Felizmente foi possível tratar ou pelo menos atenuar a lesão, mas a confiança ficou afetada.

Serve o texto acima para contextualizar a descrição que farei de seguida da minha participação na maratona de Berlim.

O antes da corrida

A necessidade de conciliar a participação na prova com uma viagem turística em família, minimizando ao máximo o número de dias em que o meu filho faltaria à escola, fez com que, contrariamente ao que é recomendável, viajasse para Berlim apenas no dia anterior à prova. Assim, o dia antes da prova foi tudo menos calmo. Acordar cedo (5h30), viagem, deixar a bagagem no hotel e ir a "correr" para a Feira do Evento levantar o dorsal.

Para meu azar, a feira era o sonho de qualquer atleta com stands e m2 a perder de vista de material desportivo. Resultado, uma canseira que era (in)dispensável...felizmente tive o bom senso de fazer um lanche ajantarado na própria feira (sim, bem sei que é kitsch mas a escolha recaiu na inevitável massa) e com isso "ganhei" algum tempo de descanso. No domingo, acordei novamente às 5h00 (6h00 alemãs). Pequeno almoço no hotel e às 7h15 locais saí para rua e tive o primeiro contacto com o tempo "fresquinho" (na altura estariam uns 8.º). A deslocação de metro e depois a pé e os preparativos pré-corrida (deixar a roupa no bengaleiro e ir à casa de banho) foram de tal maneira demorados que quando comecei a deslocar-me para a minha zona de partida (sector E - atletas com tempos entre as 3h15 e as 3h30) já só faltavam 10 minutos para partida. Na prática foi o meu aquecimento, pois fiz o percurso do bengaleiro até à entrada da zona da partida a trotar. Porém, não estava à espera que o afunilamento de atletas fosse tão grande e reconheço que na altura stressei um bocado quando percebi que a partida tinha sido dada e eu ainda nem sequer estava dentro da zona da partida. Apesar de tudo, nem tudo correu mal. Após entrar, tive o bom senso em deslocar-me para o lado esquerdo da zona da partida que claramente estava mais desafogado que o lado direito. Passado cerca de 2 minutos do tiro de partida estava eu a pisar os tapetes de ativação do chip e a começar a correr.

Os primeiros kms, corres o que te deixam não o que tu queres

A partida não diferiu muito de outras corridas com grande participação em que já estive. No entanto, cedo percebi que, apesar de ser impossível furar o pelotão que seguia à minha frente, a homogeneidade do nível dos atletas correspondeu aos meus intentos, segundo o meu garmin, apesar de ter corrido "tapado" pela imensidão de participantes à minha volta, o primeiro km foi corrido em 4:18/km.

A concentração de atletas fez com que os primeiros kms fossem corridos ao ritmo a que o enxame de atletas permitia e não ao ritmo a que provavelmente teria imposto, caso tivesse caminho aberto.

Depois da lesão e da falta de confiança que sentia em relação ao tendão, não alimentei grandes expectativas em relação à prova. Talvez por isso, não tenha perdido grande tempo a pensar em estratégias de corrida para eventuais diferentes cenários de desenvolvimento da prova. A única certeza que tinha, era a de que queria correr os primeiros 5 km a um ritmo ao km mais lento que o ritmo ao km que levava como referência para as 2h59 (4:16/km).

Esta sensação de impotência de não conseguir controlar o ritmo da "minha" corrida, em condições normais ter-me-ia deixado bastante stressado mas como continuava apreensivo em relação ao tendão (deu sinal de vida no avião, terá sido da altitude?) nem me preocupei. Aliás, cedo comecei a mentalizar-me que o importante era chegar aos 30 km em condições, independentemente da marca para que fosse. Era o nivelar por baixo das expectativas. Se conseguisse chegar ao fim sempre a correr, havia a quase certeza que pelo menos o recorde das 3h15 era batido.

«Ver as vistas», os sentidos e o «doping emocional»

Facto curioso. Contrariamente ao que eu pensei, a Maratona de Berlim não se proporciona a uma oportunidade de «ver as vistas» da cidade. No meio daquela molde humana, atletas, mas principalmente, público a apoiar (li algures que terão estado cerca de 1 milhão de espectadores nas ruas de Berlim), faz com que sensorialmente o sentido mais estimulado ao longo do percurso seja a audição em vez da visão. Os cheerings do público (a minha vénia aos dinamarqueses, finalmente vi uma nação ainda mais entusiasta que os espanhóis) e as imensas bandas ao longo do percurso (grande impacto, os grupos de percussão com tambores) são uma constante ao longo de todo o percurso. Foi rara, ao longo de todo percurso, a sensação de silêncio.

Por falar em sentidos, adoptei nesta corrida diversas estratégias mentais para superar a distância. Uma delas envolveu o tacto. Comprovei in loco o que já por diversas vezes tinha lido, corresponder aos "high five" do público, em particular das crianças, faz-nos esboçar um sorriso que parece tornar a corrida mais fácil.

Outra das estratégias, foi a escolha do local onde tentaria avistar a minha mulher e o meu filho. Lá estavam à passagem da 1/2 meia maratona e aos 37 km (dois pontos relativamente próximos em linha recta) e que funcionaram como "doping emocional".

Companhia lusa, da Nazaré

Os km foram se sucedendo, passagem aos 5 km em menos de 22 minutos, aos 10 km em menos de 44 minutos, mantinham-me a menos de 1 minuto de atraso para os tempos de passagem das 2h59, o que era um intervalo que eu admitia, num dia bom, realizando um negative split, ainda ser possível correr abaixo das 3 horas.

Por volta dos 16/17 km encontrei um atleta da Nazaré. Metemos conversa. Partilhámos as nossas agruras, ambos nos lesionámos nas últimas semanas antes de Berlim. E fomos juntos até para lá da 1/2 maratona. Se por um lado, foi agradável ter companhia durante algum tempo, por outro, a partida de determinada altura comecei a ter a sensação de que estava a correr a "corrida" de outra pessoa. Bastou uma ligeira picada no tendão, para que eu decidisse ficar no meu ritmo e deixar a companhia lusa seguir e puxasse do brufen que tinha levado em caso de s.o.s.

A prova começa aos 30 km

Atingi os 30 km com 2h10'34. Já levava um avanço de cerca de 3 minutos em relação a Málaga. Mas um pormenor fez toda a diferença. Desta vez, consegui chegar a esta fase com a atitude mental de que a prova ia efetivamente começar a partir desse momento. Quando cheguei aos 33 km, tive o kick de já só faltarem menos de dois dígitos para concluir a prova. Até me pareceu que tinha conseguido acelerar o ritmo, mas a verdade é que os parciais da prova me desmentem...

Nos últimos 5 km as dificuldades aumentaram.  A estratégia adotada foi dedicar cada um dos km seguintes a uma pessoa. Pais, irmão, filho e mulher foram as escolhas óbvias.

O «muro» tardou, mas sempre apareceu

Se há cidade em que é apropriado falar em muro, essa cidade é Berlim. No meu caso, o «muro» apareceu aos 40 km. Os dois últimos km foram bastantes difíceis em termos físicos. Surgiram-me ameaças de câimbras que exigiram força mental para resistir a tentação de parar.

O momento por mim mais aguardado de toda a corrida era sem dúvida a aproximação às portas de Brandenburgo. Propositadamente evitara passar junto das mesmas no sábado para que ao longo da corrida tivesse sempre presente essa "obrigação" de chegar às portas. Se chegasse era garantido que tinha a meta à minha mercê.

Curiosamente, foi precisamente aí que me aconteceu uma situação insólita. Ao aproximar-me das portas dei conta de um fotografo da Marathon Photo. Apesar de achar que se trata de um roubo os preços por eles praticados, lá fiz por tentar aparecer de forma cool nalguma foto. Porém, ao levantar os braços com os dedos em "v" de vitória tive imediatamente uma câimbra na perna esquerda que me fez ficar agarrado à perna. Foram breves os segundos de pânico, mas cheguei a imaginar-me a ter que ir até à meta a coxear. Felizmente o espasmo foi momentâneo. A brincadeira ter-me-á custado alguns segundos que teriam sido preciosos para que eu tivesse baixado as 3h05.

Conclusão

Foi sem dúvida uma experiência muito satisfatória, que correspondeu às muito altas expectativas que eu tinha. O resultado não foi o inicialmente desejado, mas atendendo às últimas duas semanas, fiquei bastante satisfeito com o meu resultado.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Campeonato nacional de 5000 metros para Veteranos



No meu plano para maratona de Berlim, tinha programado participar na meia maratona do Porto e depois iniciar duas semanas de taper, sendo que a participação no campeonato nacional de 5000 metros, seria a única "fogachada" que daria nesse período de taper.

Porém, a lesão no tendão de aquiles veio complicar essa intenção. Se por um lado, a situação recomendava prudência, pois havia o risco de agravar a situação com uma prova num piso particularmente duro (Lagos tem certamente a pista mais rija que alguma vez corri), por outro lado, a semana de completa paragem instalou em mim uma falta de confiança no meu estado físico e de forma, pelo que tinha que fazer a prova para perceber em que ponto me encontro.

Comecemos pelo resultado: 18,14,67. Cerca de 41 segundos pior que o meu recorde estabelecido à cerca de 2 meses e meio. Não há como escamotear a questão, o resultado indica um abaixamento de forma. Bem sei, que nestas últimas 13 semanas o treino foi totalmente focado para a distância da maratona, mas a diferença é demasiado grande para ser explicada apenas por esse facto.

Mas nem tudo foi mau. O simples facto de ter concluído a prova sem ter tido qualquer queixa do tendão foi pelo menos animador. Ainda que as sensações de hoje, segunda feira, indiciem que o tendão não está a 100%, mantendo-se a dúvida se o mesmo irá resistir aos 42 km...

Tal como já escrevi anteriormente, não consigo deixar de sentir que perdi a embalagem (principalmente em termos anímicos) que as últimas semanas de treino me tinham dado.

Curiosidade e talvez a melhor notícia do fim de semana, pesei-me hoje de manhã e...67,5 kg :D

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Faltava o recorde dos 800 metros...

Na semana passada fiquei com o resultado dos 800 metros "atravessado". Apesar de ser, na altura, a minha melhor marca ao ar livre (2.17,53), era um tempo pior do que eu já tinha feito em pista coberta (2.17,33) e acima de tudo ficava muito aquém das minhas expectativas (2'13''/2'14'', com base nos 62''/63'' que consigo fazer aos 400 metros).

Dei o "desconto", pelo facto de ter sido a 4.ª prova (em 5) do fim de semana e ter sido feito após os 400 metros barreiras.

Mas acabei por, durante a semana, fazer "prospecção" para encontrar uma prova de 800 metros para este fim de semana. Descobertos os campeonatos regionais de absolutos de Santarém, faltava saber se haveria possibilidade de correr como "extra". Acedido o pedido por parte da Associação de Atletismo de Santarém (aqui fica o meu agradecimento pessoal), apresentei-me em Rio Maior para participar na primeira de duas séries. Dada a partida, tentei seguir junto dos primeiros mas quando cheguei à zona da vala dos obstáculos decidi deixá-los ir para não comprometer a minha prova. Passei aos 400 metros em 66,3'', mas acabei por quebrar mais do que estava à espera e fiz mais 3 segundos na segunda volta (69,4'').

Tempo final, 2.15,68, com novos melhores tempos pessoais à passagem dos 500 metros (1.23,3) e aos 600 metros (1.40,8).



Apesar de não ser o tempo que gostaria de ter feito, não deixou de ser um novo recorde pessoal. O que faz com que 2014 esteja a ser um ano em cheio, com novos recordes em todas as distâncias em que competi este ano em pista:

  • 400 metros: 62,43 (313 pontos)
  • 800 metros: 2.15,68 (438 pontos)
  • 1500 metros: 4.34,00 (500 pontos)
  • 3000 metros: 9.56,77 (482 pontos)
  • 5000 metros: 17.33,9 (414 pontos)
  • 10.000 metros: 37.31,62 (422 pontos)
e não esquecer... :-)

  • 400 metros barreiras: 78,50 (174 pontos) 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre 2014

Conhecidos os resultados oficiais aqui fica o relato sobre a minha participação no Campeonato Nacional de Veteranos de Pista ao Ar Livre, realizado em Pombal nos dias 12 e 13 de julho.

O meu "programa de festas" era, como habitualmente, ambicioso. Programei participar em 4 provas individuais e disponibilizar-me para participar eventualmente em alguma estafeta. Como já tinha batido o meu recorde pessoal aos 3000 metros, apontei para as provas mais curtas, 400, 800 e 1500 metros e uma estreia, os 400 metros barreiras.

Sábado, 12 de julho
O programa estabelecia a seguinte sequência de provas: primeiro os 1500 metros e depois os 400 metros, o que se adequava aos meus objectivos. A prioridade era tentar bater o meu recorde pessoal aos 1500 metros e fazer os 400 metros sem pressão, dar tudo o que restasse...

1500 metros
A prova de 1500 metros tem tradição de ser das mais participadas dos campeonatos pois costuma ser a única prova de meio-fundo que se realiza na 1ª jornada. No domingo os atletas já se dispersam pelos 800 metros, 3000 metros e 3000 metros obstáculos.

Se por um lado tinha consciência de que iria ser difícil pontuar (8 primeiros) dada a valia de alguns atletas que conhecia (António Silva, Carlos Saias, Armando Monteiro, Baltazar Sousa, ...)), por outro lado, o facto do pelotão ser numeroso poderia ser uma garantia de que haveria atletas a correr para o intervalo que eu pretendia [4:30 / 4:35].

Curiosamente, acabou por acontecer uma situação que eu não previra. Os primeiros optaram por uma corrida "táctica" que fez com que eu fosse no grupo sempre junto ao grupo da frente até aos 800 metros. Se por um lado a sensação era boa de ir junto aos primeiros, quando ouvi o tempo de passagem dos 800 - 2'27'' - percebi que até para mim era lento (pretendia passar a 2'24''). Daí em diante o ritmo foi aumentando e fiquei com o Carlos Freitas "em mira" tentando segui-lo. Acabei forte, os últimos 500 metros foram de certeza os mais rápidos, mas acabei por ficar a 49 centésimos do meu recorde pessoal...





400 metros
Passados cerca de 50 minutos foi a vez de ir aos 400 metros. Havia 7 participantes do escalão M40 que foram divididos em duas séries (a pista de Pombal tem 6 corredores). Não corria 400 metros, pelo menos em tartan, há mais de 2 anos. Para mim a curiosidade estava em saber se seria capaz de correr novamente na casa dos meus melhores tempos (ar livre - 62,79 / pista coberta - 63,04).

Acabei por fazer ligeiramente melhor, 62,43, o que significa que o recorde M40 é novamente melhor que o recorde enquanto M35 :-)




Domingo, 13 de julho
No segundo dia aguardava-me a estreia nos 400 metros barreiras. Nos campeonatos de veteranos é usual ver-se atletas a competirem em provas "fora da sua zona de conforto" normalmente à caça do ponto (não estou com isto a querer recriminar ninguém por isso, até porque já o fiz no passado). Mas desta vez a minha participação teve origem numa motivação genuína de me desafiar a fazer uma prova diferente das que faço pelo simples prazer de experimentar novas sensações competitivas. Após os 400 metros barreiras, seguir-se-ia os 800 metros e depois a estafeta de 4 x 400 metros.

400 metros barreiras
Apesar da vontade de experimentar os 400 metros barreiras ser grande, havia uma preocupação latente em mim. A última vez que tinha saltado (sim, porque eu infelizmente não transponho...) barreiras, acabei com lesão na grelha costal, tal o espalho. A altura das barreiras quando caí era de 1,06 m (prova de 110 metros barreiras), desta vez teriam "apenas" 91 cm, mas não tinha a certeza se conseguiria as passar principalmente as últimas quando já tivesse cansado.

Somente 5 minutos antes de ir para os blocos passei uma barreira a medo. Como me pareceu que consegui passar por cima com alguma margem de segurança fui para a partida esperançoso de que conseguiria chegar ao fim. Pelo sim, pelo não, não levei bicos com receio de me atrapalhar nos saltos e aleijar-me com os mesmos.

Apesar das dicas recebidas pelo Amâncio Santos e pelo Pedro Feliciano, a corrida foi partir cauteloso, e uma barreira de cada vez. Só mesmo quando passei a décima, com o alívio sentido, olhei para frente e percebi que tinha um adversário à minha "mercê". Ultrapassagem inextremis por 16 centésimos. Tempo final 78,50, ou seja, tenho uma graaaaaaaaaande margem de progressão quando comparado com o meu tempo aos 400 metros planos.




800 metros
De todas as provas que fiz, os 800 metros foi aquela que maior amargo de boca me deixou. Nitidamente o cansaço das provas anteriores fez-se sentir. Até aos 600 metros fui bem, mas a partir daí senti claramente o corpo a contrair e acabei ultrapassado por 2 atletas do meu escalão nos últimos 150 metros. Fico com a sensação de que com maior disponibilidade física estaria em condições de correr para 2'14''/2'15''...mas não se pode ter tudo!



4 x 400 metros
Por último a emoção das estafetas. Quando chegou a hora de correr o corpo já estava com os sintomas do ácido láctico, mas a adrenalina que se sente mascara todas as dores que sente. É um "kick" com  a confusão toda que se gera nas transmissões e que no meu caso parece que se acentua quando faço o último percurso. Estavam em competição 4 equipas, o que significa que haveria uma que não teria lugar no pódio. Recebi o testemunho do meu irmão em 4.º lugar mas com o 3.º muito próximo. Sorte a minha, o quarto elemento da outra equipa do Belenenses - José Fernandes - estar tocado e consegui ultrapassá-lo logo após os primeiros 100 metros. Recebi o incentivo dele para ir tentar buscar o 2º lugar e pus prego a fundo. A cronometragem manual que a minha mulher tirou (62,3'') dá uma ideia do esforço que fiz mas não deu para mais...






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Resultados globais dos campeonatos podem ser consultados aqui


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Da Estrada Para A Pista


No sábado participei na corrida solidária «Da Estrada Para A Pista» uma iniciativa da Xistarca que visa dar a conhecer o "prazer" da pista aos atletas que habitualmente não competem nesse tipo de provas.

Sem poupanças (na quarta fizera um treino exigente de ritmo para maratona) mas confiante com a evolução que o meu nível de forma vêm apresentando, acreditei que seria possível bater o meu recorde pessoal.

Corri a segunda série (atletas com idades entre 35 e 44 anos). Enquanto aquecia no relvado sintético do Estádio 1º de Maio assisti à primeira série (>44 anos) onde o vencedor - Fernando Alves (AA Mafra) - acabou por ser o atleta que fez o melhor tempo de todas as séries.

Dado o elevado número de atletas (41) que a minha série teve, não quis correr riscos com toques na partida e saí disparado. Passei aos 200 metros isolado com 38 segundos. Como a ideia era tentar correr o mais possível próximo dos 17:30 (3:30 ao km, 84'' aos 400m) abrandei e passei aos 400m em 78''. Convenci-me que com o meu abrandar iria ser passado, mas para minha surpresa ninguém o fez e senti que se formou um grupo atrás de mim. Passagem ao 1.º km em 3:24 e só depois disso o atleta que acabaria por ganhar a série - Carlos Almeida - passou para a frente. Como me pareceu ser atleta capaz de correr abaixo dos 17 minutos não tentei seguir e deixei-me ir no meu ritmo. Sem poder ir na "cola" de ninguém, o meu ritmo em registo de "front running" foi progressivamente caindo, aqui e ali prejudicado também pelas cada vez mais ultrapassagens na pista 2 e 3 a atletas mais lentos.

Quando faltavam cerca de 500 metros fui ultrapassado por outro atleta - Alexandre Monteiro (RB Running) - que acabou forte (últimos 400m em 75'') e que fez com que eu também terminasse com a minha volta mais rápida (77'').

Saldo final: recorde pessoal com 17:33. Se porventura precisasse de dissipar dúvidas quanto ao treino que tenho vindo a fazer, bastava-me observar a evolução conseguida aos 5000 metros em 16 semanas (melhoria de 21 segundos - antes 17.54,97).


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Tempos de passagem ao km:
01 km: 03:24 (03:24)
02 km: 06:57 (03:33)
03 km: 10:31 (03:34)
04 km: 14:08 (03:37)
05 km: 17:33 (03:25)

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Mais um pequeno passo em direcção aos desejados 4'29''

No domingo passado participei na prova dos 1500 metros do campeonato regional de Lisboa do escalão Sub-23 na Pista Moniz Pereira.

Era suposto ser uma jornada dupla (1500 metros no sábado e 800 metros no domingo) mas uma alteração do programa obrigou-me a ter que fazer uma adaptação. Apenas com prova no domingo, no sábado fiz uma tentativa de bater o meu recorde à volta "habitual" do Parque da Várzea(bem sucedida, menos 8 segundos), um esforço similar a uma prova de 800 metros.

Obviamente o esforço despendido no sábado não foi equivalente ao de uma competição a sério, ainda assim, serviu de treino para o Nacional de Veteranos em que os 1500 metros e os 800 metros serão corridos nos dois dias do fim de semana de 12 e 13 de julho, com a agravante que poderão ter ainda a "companhia" de mais duas ou três provas (400m, 400m barr, e 4x400m...).

Como é habitual na pista Moniz Pereira, fazia-se sentir demasiado vento. O n.º de participantes não era muito grande (cerca de 15 atletas) e do conhecimento prévio que tinha da maioria dos participantes, pareceu.me que não haveria ninguém para correr no intervalo 4'30'' ~ 4'35''. Portanto a estratégia de corrida era simples, registo "contra relógio" e tentar não deixar-me influenciar no início pela proximidade do pelotão.

Dito e feito. Nos primeiros 200 metros segui na cauda do pelotão, e antes de passar pela primeira vez na meta já estava a começar a sentir-me a abafar. Tive refrear o passo, e deixar-me ir de forma mais controlada. Propositadamente, só aos 1000 metros olhei para o relógio para saber como ia. Passagem a 3:01/3:02, com a nítida sensação de que os primeiros 500 metros tinham sido bastante mais rápidos que os segundos (quase de certeza, 1:28 / 1:34). Nos últimos 300 metros tentei acelerar e isso reflectiu-se num último parcial de 500 metros (1:32) mais rápido que o intermédio.

Terminei com um novo recorde pessoal, 4'34'' exactos (4.34,00). O recorde anterior já vinha de 2010, do campeonato nacional de veteranos de pista coberta.


À semelhança do que aconteceu com os 3000 metros, o meu recorde do escalão M40 é agora melhor que o do escalão anterior M35.

Curiosamente esta marca faz com que a prova dos 1500 metros volte a ser a minha melhor performance de acordo com a tabela de pontuação da IAAF.

1500m - 4.34,00 (500 pontos)
3000m - 9.56,77 (482 pontos)

O meu passado atlético comprova que o meu ponto forte era a resistência e a minha maior debilidade era a velocidade (era capaz de fazer 10x400m para 61''/62'' e não era capaz de baixar dos 58''...).

Ter actualmente melhor desempenho em 1500 metros do que em 5000m ou 10.000m (já para não falar na meia maratona ou na maratona...) pode parece um contra senso, mas só revela que o volume que faço é manifestamente escasso para conseguir aproximar, ou até mesmo suplantar, as marcas nas distâncias mais longas ao resultado que obtive nos 1500 metros. Actualmente faço cerca de 60 km por semana... e isto porque estou a treinar para maratona...

Marcas equivalentes aos 4.34,00 (500 pontos):
Pista
3.000m - 9.52,31  [9.56,77]
5.000m - 16.55,75  [17.54,97]
10.000m - 36.13,16  [37.31,62]
Estrada
10 km - 36:17  [37:28]
15 km - 55:47  [58:40]
1/2 Maratona - 1:20:05  [1:28:09]
Maratona - 2:54:43  [3:15:02]

Obs - entre parênteses [ ] o recorde actual.